sábado, 28 de abril de 2012

Mulheres de Athenas


Mulheres de Athenas - Chico Buarque

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Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas.
Vivem pros seus maridos, orgulho e raça de Atenas.
Quando amadas, se perfumam, 
se banham com leite, se arrumam
suas melenas.
Quando fustigadas, não choram.
Se ajoelham, pedem, imploram
mais duras penas.
Cadenas.

Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas.
Sofrem pros seus maridos, poder e força de Atenas.
Quando eles embarcam, soldados,
elas tecem longos bordados, mil quarentenas.
E quando eles voltam sedentos,
querem arrancar violentos
carícias plenas. 
Obscenas.

Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas.
Despem-se pros maridos, bravos guerreiros de Atenas.
Quando eles se entopem de vinho,
costumam buscar um carinho
de outras falenas.
Mas, no fim da noite, aos pedaços,
quase sempre voltam pros braços
de suas pequenas.
Helenas.

Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas.
Geram pros seus maridos os novos filhos de Atenas.
Elas não têm gosto ou vontade
nem defeito nem qualidade,
têm medo apenas.
Não têm sonhos, s
Mulheres de Athenas - Chico Buarque


Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas.
Vivem pros seus maridos, orgulho e raça de Atenas.
Quando amadas, se perfumam, 
se banham com leite, se arrumam
suas melenas.
Quando fustigadas, não choram.
Se ajoelham, pedem, imploram
mais duras penas.
Cadenas.

Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas.
Sofrem pros seus maridos, poder e força de Atenas.
Quando eles embarcam, soldados,
elas tecem longos bordados, mil quarentenas.
E quando eles voltam sedentos,
querem arrancar violentos
carícias plenas. 
Obscenas.

Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas.
Despem-se pros maridos, bravos guerreiros de Atenas.
Quando eles se entopem de vinho,
costumam buscar um carinho
de outras falenas.
Mas, no fim da noite, aos pedaços,
quase sempre voltam pros braços
de suas pequenas.
Helenas.

Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas.
Geram pros seus maridos os novos filhos de Atenas.
Elas não têm gosto ou vontade
nem defeito nem qualidade,
têm medo apenas.
Não têm sonhos, só têm presságios.
O seu homem, mares, naufrágios,
lindas sirenas. 
Morenas.

Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas.
Temem por seus maridos, heróis e amantes de Atenas.
As jovens viúvas marcadas
e as gestantes abandonadas
não fazem cenas.
Vestem-se de negro, se encolhem,
se conformam e se recolhem
às suas novenas. 
Serenas.

Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas.
Secam por seus maridos, orgulho e raça de Atenas. 

Carta de uma sogra para a nora


Carta de uma sogra para a nora


Querida filha...

"Esta carta é a que qualquer sogra poderia dirigir à sua nora, se tivesse coragem suficiente para escancarar o coração... Não lhe vou contar nada de novo, mas que importa? Também não são notícia as trivialidades que nós, as mulheres, costumamos contar umas às outras: << Como estão as crianças? Como vão as coisas por aí? Que vai fazer hoje? Posso ajudá-la?... , etc.>> E, no entanto, são o suporte natural dessa convivência cheia de pormenores de carinho, própria das pessoas que se apreciam.

"Comecei estas linhas tratando-a por filha, um nome que talvez não lhe devesse dar. Seria uma bobagem chamar-lhe filha, pela simples razão de que <>. No fundo, porém, como a maternidade tem diversas formas, posso, sim, chamar-lhe "filha", já que na verdade você é uma filha para mim.

"A sua chegada à nossa família significou uma confirmação das possibilidades que o carinho nos oferece. Porque o verdadeiro afeto é como uma janela aberta, através da qual se renova a atmosfera da nossa vida e se enche de luz a cotidianidade que nos traz presos ao dia-a-dia: a casa, os filhos, o trabalho, o escritório, o descanso e a diversão. Que seria de tudo isso se não estivesse iluminado pela luz do amor, se não se oxigenasse com a pura novidade do apreço e da estima que deve unir as pessoas?

"Que seria de você, de mim e de toda a humanidade se, no fundo da nossa existência, não ardesse a chama da convivência e da dedicação? Se você chegasse à sua casa de esposa e não houvesse crianças ou, pelo menos, a esperança de converter em realidade, quanto antes, esse projeto de que o amor transborde? Que seriam para nós, mulheres casadas, essas quatro paredes do lar sem a presença de um marido por quem esperar, de quem cuidar, de quem queixar-se quando deixa as luzes acesas ou livros e papéis espalhados pela casa? A que ficaria reduzida a família se, em lugar do afeto, reinasse nela o egoísmo?; se o bebê que chora no berço não soubesse que a mãe virá logo, movida por essa misteriosa mola que funciona sempre e a todas as horas?; se os filhos que chegam do colégio não encontrassem a mamãe sorridente, com a comida preparada e todo o seu tempo livre para eles? Que seria de nós sem esses amigos com os quais compartilhamos parte da nossa intimidade, com quem saímos para tomar alguma coisa, para jogar um squash ou para ter uma conversa sobre temas importantes que nos ajudam a melhorar? Que seria, enfim, de qualquer marido ou esposa que vagueasse como um sonâmbulo pela tensa e escura incerteza da incompreensão conjugal?

"Além de recebermos o sol e o ar puro do carinho autêntico através da simbólica janela do amor, é claro que também damos do nosso carinho. A começar pelo olhar - é a primeira coisa que fazemos ao abeirar-nos da janela: olhar! Um olhar que, como espelho da alma, deve ser a promessa de tudo o que estamos dispostos a dar.

"Mas, por falar em noras, permita-me contar-lhe que, certa vez, narrei a história de Rute a uma amiga; a sua filha era recém-casada, e tinha problemas com a sogra. Poucos dias depois, tornei a encontrá-la e, consciente de que a Palavra de Deus tem força própria e faz milagres quando não bloqueamos a sua ação, perguntei-lhe como estava a filha. A senhora começou a rir com um ar triste.
- "Falei-lhe da história de Rute e disse-lhe que até se pode chegar a gostar da sogra - comentou-me.
- "E o que foi que a sua filha respondeu? - aventurei-me a perguntar...
- "Que quem pensa isso deve ter batido a cabeça quando era criança...

"O caso é verídico. O que não parece tão certo é que seja tão inevitável assim <> as pessoas. O correto seria, numa tentativa solidária, situar mentalmente determinados indivíduos fora do seu contexto. Explico-me. Não os ver unicamente através do papel que representam na família ou na sociedade, não julgá-los pelas suas circunstâncias atuais. Nessa longa lista de pessoas que poderíamos isolar do emaranhado das suas respectivas vidas, figurariam: as sogras difíceis, os colegas com quem não nos damos bem, alguns doentes excessivamente exigentes, idosos com problemas de comportamento, os chefes coléricos... Contemplar essas pessoas como pessoas é começar a compreender que todos precisamos de um pouco mais de amor. As vezes, esse amor será simplesmente rezar pela pessoa necessitada. Outras... Mas por que lhe vou repetir tudo isto? Nós, as mulheres, avançamos constantemente no amor, a partir da nossa própria família.

"Rute era uma boa nora que tinha, além de uma excelente sogra chamada Noemi, um coeficiente de luz interior que lhe permitia compreender por que não se devem desprezar os vínculos impostos pelas circunstâncias. Existem para nos enriquecer!

"Querida nora ideal, tenho que terminar estas linhas. Obrigada por tudo. Conte comigo. Mas, por favor, continue a ajudar-nos. Porque a sua juventude e até a sua inexperiência, a força do seu entusiasmo e a sua dedicação à fascinante e árdua tarefa de construir uma família, tudo isso é sempre um exemplo para nós, um livro aberto que nos conta a história do mundo. Uma história de amor para crianças de todas as idades, que enternece acima de tudo o coração dos avós.

"A sua incondicional..."

Luz María de la Fuente é mãe de família numerosa, co-autora do livro "Aprender a evelhecer" e do livro "A Sogra (e a Nora) Ideal"
Fonte: "A Sogra (e a Nora) Ideal", Luz María de la Fuente - Ed. Quadrante, 1998, São Paulo





























Que tal uma deliciosa receita para ela e toda a família?


Moranga recheada


½ kg de camarão (pode ser congelado e pré-cozido)
1 moranga
1 tomate
1 cebola
1 copo de vinho branco
1 copo de requeijão
1 colher de farinha de trigo
1 copo de caldo de peixe
Bata no liquidificador o tomate, a cebola, o vinho, a farinha de trigo, o caldo de peixe e um punhado de camarão. Bata bem. Leve a mistura para o fogo em uma panela e misture bem. Tempere com sal e pimenta. Deixe cozinhar em fogo baixo até que o molho fique consistente e com uma cor forte. Desligue o fogo. Corte uma tampa da moranga e retire as sementes. Coloque o camarão pré-cozido dentro da moranga. Acrescente o requeijão no molho, deixe ele dissolver levemente no fogo e coloque o molho também na moranga. Misture tudo muito bem dentro da moranga. Tampe, coloque a moranga numa forma e leve ao forno por, em média, 1 hora ou até que a moranga esteja cozida. Sirva com arroz branco.



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Que tal uma deliciosa receita para ela e toda a família?

Moranga recheada

½ kg de camarão (pode ser congelado e pré-cozido)
1 moranga
1 tomate
1 cebola
1 copo de vinho branco
1 copo de requeijão
1 colher de farinha de trigo
1 copo de caldo de peixe
Bata no liquidificador o tomate, a cebola, o vinho, a farinha de trigo, o caldo de peixe e um punhado de camarão. Bata bem. Leve a mistura para o fogo em uma panela e misture bem. Tempere com sal e pimenta. Deixe cozinhar em fogo baixo até que o molho fique consistente e com uma cor forte. Desligue o fogo. Corte uma tampa da moranga e retire as sementes. Coloque o camarão pré-cozido dentro da moranga. Acrescente o requeijão no molho, deixe ele dissolver levemente no fogo e coloque o molho também na moranga. Misture tudo muito bem dentro da moranga. Tampe, coloque a moranga numa forma e leve ao forno por, em média, 1 hora ou até que a moranga esteja cozida. Sirva com arroz branco.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Parábola do Samurai



PARÁBOLA DO SAMURAI


Um Samurai grande e forte, de índole violenta, foi procurar um pequenino monge.

– Monge - disse numa voz acostumada à obediência imediata. Ensina-me sobre o céu e o inferno"!

O monge miudinho olhou para o terrível guerreiro e respondeu com o mais absoluto desprezo:

Ensinar a você sobre o céu e o inferno? Eu não poderia ensinar-lhe coisa alguma. Você está imundo. Seu fedor é insuportável. A lâmina da sua espada está enferrujada. Você é uma vergonha, uma humilhação para a classe dos samurais. Suma da minha vista! Não consigo suportar sua presença execrável.

O samurai enfureceu-se. Estremecendo de ódio, o sangue subiu-lhe ao rosto e ele mal conseguiu balbuciar palavra alguma de tanta raiva. Empunhou a espada, ergueu-a sobre a cabeça e se preparou para decapitar o monge.

– Isto é o inferno - disse o monge mansamente.

O samurai ficou pasmo. A compaixão e absoluta dedicação daquele pequeno homem, oferecendo a própria vida para ensinar-lhe sobre o inferno! O guerreiro foi lentamente abaixando a espada, cheio de gratidão, subitamente pacificado.

- Isso e o céu- completou o monge com serenidade.

Origem> http://www.facebook.com/home.php
 Luma Elora Aislin Aislin

domingo, 22 de abril de 2012

Personalidade indígenas que se destacaram na atualidade


Kaká Werá
Índio de origem tapuia, escritor, ambientalista, conferencista e terapeuta social.  Kaká Werá Jecupé é fundador e presidente do Instituto Arapoty, organização voltada para a difusão dos valores sagrados e éticos da cultura indígena brasileira.  É membro do Colégio InternacKaká Werá
Índio de origem tapuia, escritor, ambientalista, conferencista e terapeuta social.  Kaká Werá Jecupé é fundador e presidente do Instituto Arapoty, organização voltada para a difusão dos valores sagrados e éticos da cultura indígena brasileira.  É membro do Colégio Internacional dos Terapeutas (CIT), empreendedor social da rede Ashoka, e conselheiro da Bovespa Social&Ambiental.  Desde 1998, leciona na Fundação Peirópolis e na UNIPAZ.  Já viajou e palestrou em diversos países, entre eles Inglaterra, Estados Unidos, Israel, Índia, Escócia, México e França, levando consigo a sabedoria dos povos ancestrais do Brasil.  Para mais informações, visite institutoarapoty.ning.com.ional dos Terapeutas (CIT), empreendedor social da rede Ashoka, e conselheiro da Bovespa Social&Ambiental.  Desde 1998, leciona na Fundação Peirópolis e na UNIPAZ.  Já viajou e palestrou em diversos países, entre eles Inglaterra, Estados Unidos, Israel, Índia, Escócia, México e França, levando consigo a sabedoria dos povos ancestrais do Brasil.  Para mais informações, visite institutoarapoty.ning.com.

O Instituto Arapoty busca através da difusão da sabedoria ancestral colaborar para inclusão social, cultural e eco-sustentabilidade

Vale a pena conferir.




sábado, 21 de abril de 2012

Este dia é o seu melhor tempo


Este Dia

Este dia é o seu melhor tempo, o instante de agora.

Se você guarda inclinação para a tristeza, este é o ensejo de meditar na alegria da vida e de aceitar-lhe a mensagem de renovação permanente.

Se a doença permanece em sua companhia, surgiu a ocasião de tratar-se com segurança.

Se você errou, está no passo de acesso ao reajuste.
Se esse ou aquele plano de trabalho está incubado em seu pensamento, agoraé o momento de começar a realizá-lo.

Se deseja fazer alguma boa ação, apareceu o instante de promovê-la.

Se alguém aguarda as suas desculpas por faltas cometidas, terá soado a hora em que você pode esquecer qualquer ocorrência infeliz e sorrir novamente.

Se alguma visita ou manifestação afetiva esperam por você chegou o tempo de atendê-las.

Se precisa estudar determinada lição, encontrou você a oportunidade de fazer isso.

Este dia é um presente de Deus, em nosso auxílio; de nós depende aquilo que venhamos a fazer com ele.


Texto extraído do livro "Respostas da Vida", Chico Xavier (André Luiz) 


sexta-feira, 20 de abril de 2012

Brilhe Vossa Luz


Brilhe Vossa Luz
Texto extraído do livro "Vinha de Luz", Chico Xavier (Emmanuel)



Meu amigo, no vasto caminho da Terra, cada criatura procura o alimento espiritual que lhe corresponde à posição evolutiva.
A abelha suga a flor, o abutre reclama despojos, o homem busca emoções. Mas ainda mesmo no terreno das emoções, cada espírito exige tipos especiais.
Há sofredores inveterados que outra coisa não demandam além do sofrimento, pessimistas que se enclausuram em nuvens negras, atendendo a propósito deliberado, durante séculos. Suprem a mente de torturas contínuas e não pretendem construir senão a piedade alheia, sob a qual se com prazem. Temos os ironistas e caçadores de gargalhadas que apenas solicitam motivos para o sarcasmo de que se alimentam.
Observamos os discutidores que devoram páginas respeitáveis, com o único objetivo de recolher contradições para sustentarem polêmicas infindáveis.
Reparamos os temperamentos enfermiços que sorvem tóxicos intelectuais, através de livros menos dignos, com a incompreensível alegria de quem traga envenenado licor.
Nos variados climas do mundo, há quem se nutra de tristeza, de insulamento, de prazer barato, de revolta, de conflitos, de cálculos, de aflições, de mentiras...
O discípulo de Jesus, porém - aquele homem que já se entediou das substâncias deterioradas da experiência transitória -, pede a luz da sabedoria, a fim de aprender a semear o amor em companhia do Mestre...
Para os companheiros que esperam a vida renovada em Cristo, famintos de claridade eterna, foram escritas as páginas deste livro despretensioso.
Dentro dele, não há palavras de revelação sibilina.
Traduz, simplesmente, um esforço para que nos integremos no Evangelho, celeiro divino do nosso pão de imortalidade.
Não é exortação, nem profecia.
É apenas convite.
Convite ao trabalho santificante, planificado no Código do Amor Divino.
Se a candeia ilumina, queimando o próprio óleo, se a lâmpada resplende, consumindo a energia que a usina lhe fornece, ofereçamos a instrumentalidade de nossa
vida aos imperativos da perfeição, para que o ensinamento do Senhor se revele, por nosso intermédio, aclarando a senda de nossos semelhantes.
O Evangelho é o Sol da Imortalidade que o Espiritismo reflete, com sabedoria, para a atualidade do mundo.
Brilhe vossa luz! - proclamou o Mestre.
Procuremos brilhar! - repetimos nós.
EMMANUEL



Vitoria Regia-Lenda Indigena



A VITÓRIA-RÉGIA




Segundo a lenda indígena da Vitória Régia, tudo começou quando uma índia chamada Naiá descobriu que a lua transformava moças em estrelas.
A cultura indígena diz que a lua (guerreiro forte), ao se esconder por detrás das montanhas, levava para si as moças de sua preferência e as transformavam em estrelas.

Contam que certa vez uma linda índia, apaixonada, quis transformar-seem estrela. Na esperança de ver seu sonho realizado, a linda jovem lançou-se às águas misteriosas do rio, desaparecendo em seguida.
Iaci, a lua que presenciou tudo, num instante de reflexão, apiedou-se dela por ser tão linda e encantadora. Deu-lhe como prêmio a imortalização aqui na terra. Por não ser possível levá-la para o reino astral, transformou-a em vitória-régia (estrela das águas), doou-lhe um adorável perfume e espalmou-lhe as folhas para melhor refletir sua luz, nas noites de lua cheia.
A índia que virou flor
Em uma noite de lua cheia, ao ver a imagem da lua refletida sobre as águas de um riacho, a índia se atirou sobre a imagem, acreditando que o guerreiro a estava chamando. Com isso, se afogou e nunca mais foi vista por ninguém.
Em homenagem à índia, os integrantes de sua tribo passaram a acreditar que as flores que nasciam na Vitória Régia significavam o renascer de Naiá. Por isso, a planta é também conhecida como “estrela das águas”, em homenagem à índia. E suas flores, que são brancas, só se abrem à noite para serem iluminadas pela luz da lua.


Segundo a lenda indígena da Vitória Régia, tudo começou quando uma índia chamada Naiá descobriu que a lua transformava moças em estrelas.
A cultura indígena diz que a lua (guerreiro forte), ao se esconder por detrás das montanhas, levava para si as moças de sua preferência e as transformavam em estrelas.

Contam que certa vez uma linda índia, apaixonada, quis transformar-seem estrela. Na esperança de ver seu sonho realizado, a linda jovem lançou-se às águas misteriosas do rio, desaparecendo em seguida.
Iaci, a lua que presenciou tudo, num instante de reflexão, apiedou-se dela por ser tão linda e encantadora. Deu-lhe como prêmio a imortalização aqui na terra. Por não ser possível levá-la para o reino astral, transformou-a em vitória-régia (estrela das águas), doou-lhe um adorável perfume e espalmou-lhe as folhas para melhor refletir sua luz, nas noites de lua cheia.
A índia que virou flor
Em uma noite de lua cheia, ao ver a imagem da lua refletida sobre as águas de um riacho, a índia se atirou sobre a imagem, acreditando que o guerreiro a estava chamando. Com isso, se afogou e nunca mais foi vista por ninguém.
Em homenagem à índia, os integrantes de sua tribo passaram a acreditar que as flores que nasciam na Vitória Régia significavam o renascer de Naiá. Por isso, a planta é também conhecida como “estrela das águas”, em homenagem à índia. E suas flores, que são brancas, só se abrem à noite para serem iluminadas pela luz da lua. 

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Feliz Idade Nova Roberto Carlos Braga!

Hoje é aniversário de um rei, o rei Roberto Carlos!










Sou da geração dele e suas musicas embalaram minha vida, assim como a de todos da minha geração e das futuras até os dias de hoje. 


Por todas as emoções que este homem fantástico representou em nossas vidas, agradecemos e lhe desejamos maravilhosa Idade Nova!


A voce Roberto Carlos, o rei dos amantes da boa música, do romantismo e da alegria, nossa eterna gratidão!




Feliz Aniversário!



quarta-feira, 18 de abril de 2012

Desafio- Homenagem a Monteiro Lobato-BUAL


Minha proposta de hoje é fazermos uma postagem homenageando nosso personagem favorito das Obras de Monteiro Lobato.







O dia 18 de abril foi instituído como o dia nacional da literatura infantil, em homenagem à Monteiro Lobato.
“Um país se faz com homens e com livros”.
Essa frase criada por ele demonstra a valorização que dava à leitura e sua forte influência no mundo literário.

_E Monteiro Lobato sabia bem do que falava.
 Suas obras estiveram presentes na minha infancia, nas minhas fantasias e reinações. Como criança criada ao sabor da natureza,das traquinagens, livre para voar  com minha imaginação, livre para expressar meus pensamentos e  sentimentos, quantas vezes eu e meus irmãozinhos não tentávamos transportar as façanhas das suas  estórias para nossas brincadeiras, e quantas outras vezes, não nos transportamos para aquele mundo encantado das suas histórias¿
Quantas vezes não vivemos as reinações de  Narizinho, entrando na história e deixando a fantasia fazer parte de nossas brincadeiras¿
Monteiro Lobato, nesta época era apenas um rosto meio triste de sobrancelhas engraçadas e um nome na capa do livro que adorávamos; porém jamais esqueceríamos aquela feição; muitas vezes me perguntava o que teria deixado aquele olhar triste. Os traços em preto e branco das ilustrações do primeiro livro grosso que ganháramos de nosso pai, Reinações de narizinho e que inspirava nossas  noites, quando ouvíamos enlevados na voz de nossa querida e paciente irmã Cleide a mais velha de nós, que tinha o maravilhoso dom de interpretar o que lia, tornando tudo mais “vivo e real”; com o tempo transformou-se em belissimas gravuras coloridas, e coloriu também nossa imaginação, nas novas edições.Ainda sem dominar a leitura, passava horas admirando aquelas gravuras; e com o tempo fomos ganhandos os outros livros até que recebemos um grosso volume com toda a sua obra. Os anos se passaram, e a tecnologia nos presenteou com a televisão, e esta com o seriado O Sítio do Pica Pau Amarelo, em preto e branco, mas que coloríamos com a nossa imaginação. Somente quem cresceu enlevado pelas histórias infantis de um Monteiro Lobato, cujas aventuras deu azos a sua propria fantasia infantil, sabe dar o devido valor a um livro de estórias infantis. Mesmo quando o tempo tambem insistia em transforma aquela menina em adolescente, rumo a mocidade!

A vida me proporcionou muitos mestres, cuja importancia pode ser percebida no meu caráter, principios e conduta. E a maior homenagem que posso fazer a um homem cuja generosidade magnífica influenciou no desenvolvimento de tantas crianças, é exatamente afirmar que devo ao seu trabalho muito do que sou hoje; que ansiava desde muito cedo aprender a ler para não apenas ouvir a leitura de suas histórias, mas poder dominar o mistério das letras e ter o poder me transportar lentamente para o mundo maravilhos das histórias infantis criadas por ele. Creio que Monteiro Lobato foi um homem que eternizou a sua infancia e ternura nas mentes e corações de cada criança que tem se encantado com sua Obra ao longo dos anos.
Hoje aos 58 anos, ainda me emociono ao recordar todo o encanto e belezas descobertos pelas suas generosas mãos! E como recordar é reviver, me transformo na criança encantada dos contos infantis de Monteiro Lobato!




50- http://standup-levante-seedigaoquevocepensa.blogspot.com/ (1549)
51- http://amabrp-eunice.blogspot.com (1548)

Baú da Lingua Portuguesa- Brasileira



Escarafunchando os canais de tv hoje pela manhã, deparei com uma interessante reportagem no Ana Maria Braga. E Escarafunchando o baú a internet dei de cara com artigos  sobre o tema. Como sou uma apaixonada pelo nosso idioma, e pelas sutilezas liguisticas do nosso país, e amante de Palavras Cruzadas (herança de meu bom e saudoso pai), não poderia deixar de compartilhar com voces. E eu que me orgulhava de conhecer a composição das palavras portuguesas, e de conhecer a linguagem arcaica, como poucos, descobri que arcaica sou eu mesma. rs! mas não perco a pose.

Adoro muito  tudo isto, me divirto e aprendo sempre mais.
Quem quiser  curtir um pouco venha conosco; conheça o trabalho fantástico de Alberto Villa que como eu é também um mineiro observador que pacientemente catalogou mais de 900 verbetes, eu amei! .

  

"Mutações da língua

Com o tempo, vocábulos sofrem transformações: palavras caem em desuso ou mudam de significado

Ir à balada, agora, é sinônimo de festa: séculos atrás, demonstraria o interesse do falante por poesia ou canção do período romântico. As mesmas palavras que expressam ideias específicas podem ajudar, inclusive, a definir quem as profere. Elas marcam uma época, não só uma situação pontual.

Sinal de que a Língua Portuguesa tem um vocabulário rico e sofre mutações, em um processo natural de substituição de palavras obsoletas por novidades. E de que não adianta muito tentar burlar a passagem do tempo: a fala é datada, denuncia a idade. Ou alguém acredita que não faz diferença, para quem ouve, chamar uma mulher bonita de gata, broto, cocota, chuchu, teteia ou bicho bom?

Encantado com a possibilidade de garimpar preciosidades do idioma que caíram em desuso, o jornalista mineiro Alberto Villas está lançando Pequeno Dicionário Brasileiro da Língua Morta (Globo Livros, 304 págs., R$ 39,90). A intenção é dar uma sobrevida a palavras e expressões para que não desapareçam de vez. Ou não sumam do mapa, para aproveitar o espírito do manual.

– O livro é um teste de idade. Quem tem mais de 50 anos, vai conhecer tudo. Quem tiver 50, 70%. E por aí vai – brinca o autor, mostrando que o bom humor é uma das características da obra, a quinta de autoria dele.

Durante dois anos, Villas reuniu palavras e expressões, destacou-as com histórias e reuniu-as em um “dicionário para ser lido”. Aos 67 anos, o jornalista usou as filhas de 17 e 21 anos como consultoras de possíveis verbetes. A inspiração definitiva ele recebeu do jornalista e escritor Joaquim Ferreira dos Santos, em uma história familiar.

– Ele chegou em casa e falou ‘a radiola escangalhou’ e todos ficaram olhando para ele. Não sabiam nem o que era radiola, muito menos escangalhar – relata.

Era a deixa que Villas precisava.

Escarafunchando o baú

Livros de autores como Pedro Nava e Zélia Gatai serviram de base de dados. Coleção antiga de revistas Rolling Stone da década de 1970 também. Segundo Villas, as pessoas escreviam de um jeito riponga na publicação. Palavras tinham outros significados, como Transa, que dá nome ao disco de 1972 de Caetano Veloso. Não se tratava de uma ode ao sexo.

– As pessoas transavam qualquer coisa – conta.

O verbo sugeria pacto, combinação ou trama.

Os verbetes agrupados na obra faziam parte do vocabulário a partir dos anos 1950. Villas brinca:

– Se fizesse a partir dos anos 1900, só o (Oscar) Niemayer e a Dona Canô (mãe de Caetano e Maria Bethânia) lembrariam-se delas.

Em Pequeno Dicionário Brasileiro da Língua Morta, o autor mostra que palavras como babado – que nada tem a ver com o revival da moda das saias peplum, aquelas com ondinhas – hoje equivale à expressão “qual é a boa?”. Babado designava fofoca ou novidade.

“O babado corria de boca em boca, cada um dando sua opinião, se espantando ou criticando. Não tinha babado que passasse em branco”, diz Villas no livro.

Mas, como a moda, as palavras também podem ser cíclicas e voltar a ser usadas. Um exemplo? Bacana, comum na década de 1960 e de volta nos anos 2000. Na lista das palavras divertidas, Villas lista xumbrega: “Diz a lenda que essa palavra tem origem lá por volta de 1600, quando o aventureiro alemão Friedrich Hermann Schönberg, que comandava as tropas de Portugal contra a Espanha, se deu mal. Schönberg acabou virando xumbrega. E xumbrega quer dizer uma coisa ruim, feia, mal-acabada”.

A palavra favorita de Villas? Cosmonauta. Considera urinol a mais feia da língua portuguesa.

O futebol, as marcas – como chamar geladeira de Frigidaire – e a música deixaram contribuições à língua. Mesmo quem não acompanhou a Jovem Guarda e não conhece canções do período sabe que “é uma brasa, mora?” e “papo firme” remetem à turma de Roberto e Erasmo Carlos.

– Aliás, eles são as únicas duas pessoas que ainda falam ‘bicho’ – ri.

O comportamento politicamente correto também passou a aparecer na linguagem. Não se aceita chamar um portador de síndrome de down de mongoloide, nem uma criança pequena de nanica. Não se ‘cata milho’ na máquina de datilografar, porque ‘as crianças nascem digitando’. O assombro aparece em relação ao futuro.

– O Max Gehringer, que assina uma das orelhas do livro, diz: ‘como alguém vai explicar, em 2050, que kkkkk significava uma pessoa rindo?’ O irado? E mó legal? – completa, revelando a palavra atual com maior possibilidade semântica: p***.

Segundo Villas, hoje tudo é uma p*** coisa!

Revival linguístico

Oswald de Andrade, um dos expoentes da Semana De Arte Moderna de 1922 e autor da emblemática ‘Tupi ou not Tupi, that is the Question’ passou a usar a linguagem popular nos livros, como poucas vezes tinha ocorrido antes daquela época. Ele incorporou gírias e expressões populares à literatura. Muitas dessas frases sumiram. Outras são usadas até hoje em sentidos diferentes. Outras permaneceram atuais. É interessante observar como a fala popular pode mudar tão rapidamente.

Algumas expressões que aparecem na peça teatral O Rei da Vela, de 1937. Pancadão é uma delas. Não se trata de um sinônimo para a batida do funk, mas para mulher muito bonita (confira o glossário oswaldiano na página 4).

O representante comercial e DJ Gilberto Giongo, 59 anos, fez história como discotecário, termo da época, nos salões do Clube Guarany, onde trabalhou por cerca de 25 anos, entre as décadas de 1970 e 2000. Mais conhecido como Beto GG, ele é um glossário ambulante de termos que eram usados nas décadas de 1970 e 1980 por frequentadores da noite caxiense. Segundo ele, haviam muitos resquícios do vocabulário da década de 1960 e da Jovem Guarda, mas aos poucos eram incorporados novos termos.

Festa era discoteca, sair para curtir e beber era ‘ir pra birinight’, estar a fim de alguém era ‘gamar’ e, se a pessoa correspondia ‘estava na dele’. Senão, era melhor não ‘dar bandeira’.

– Na discoteca, ouvia-se um som maneiro e também tinha a sessão salame (música lenta) – conta Beto.

Pessoa mala era ‘sujeira’, muito era ‘à beça’ ou ‘pra chuchu’. Boko moko era mocorongo, bocó. Jorge Rocha Netto, também discotecário da época, lembra que balada era ‘boate’ e galera era ‘magrinhagem’. Anos mais tarde, entre o final dos anos 1980 e 1990, para se referir a algum frequentador de modo pejorativo, usava-se a palavra ‘giovaco’, lembram Ivo Menegolla e Jorge de Jesus, o DJ Mono, em clima de revival linguístico.

Equivalente ao ‘partiu’ hoje era ‘vazou’, ‘te estendeu’. ‘Chocante’ já foi considerado ‘muito bom’ e ‘punk’ tinha significado ambíguo, dependia do contexto.

– ‘Tá punk!’ ou ‘é punk!’ servia pra uma coisa muito boa ou muito ruim, positiva ou negativa.... A festa tá punk, nesse caso, quer dizer que a festa tá boa – explica Mono.

Tá ligado? I

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Apezar  de tudo, ainda sinto muita pena quando percebo que assim como ‘no tempo das gírias” era importante aprender a ler, escrever e falar o nosso idioma corretamente, e eu devo agradecer enternamente pelo zelo de meu pai e pela firmeza de minha professora de portugues do ginásio a saudosa Wanda Pieruccetti Bitencourt, que despertaram em mim o prazer da leitura, pela escrita correta e a paixão pela beleza da ligua Portuguesa; vejo que nos dias atuais, perdeu-se muito do cuidado no cultivo da linguagem perfeita. As vezes ouço horrozidada parlamentares e até mesmo reporteres  a maltratarem sem dó nem piedade.

Saudosismo? não creio! 



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