domingo, 12 de maio de 2013

Em Louvor das Mães



                                    




O lar é a célula ativa do organismo social e a mulher, dentro dele, é a força essencial que rege a própria vida.
Se a criança é o futuro, no coração das mães que repousa a sementeira de todos os bens e de todos os males do porvir.
O homem é o pensamento.
A mulher é o ideal.
O homem é a oficina.
A mulher é o santuário.
O homem realiza.
A mulher inspira.
Compreender a gloriosa missão da alma feminina, no soerguimento na Terra, é apostolado fundamental do Cristianismo renascente em nossa Doutrina Consoladora.
Auxiliar, assim, o espírito materno, no desempenho de sua tarefa sublime, constitui obrigação primária de todos nós que abraçamos nos Centros Espíritas novos lares de idealismo superior e que buscamos na Boa Nova do Divino Mestre a orientação maternal para a renovação de nossos destinos.
Nesse sentido, se nos cabe reconhecer no homem o condutor da civilização e o mordomo dos patrimônios materiais na gleba planetária, não podemos esquecer que na mulher devemos identificar o anjo da esperança, ternura e amor, a descer para ajudar, erguer e salvar nos despenhadeiros da sombra, oferecendo-nos, no campo abençoado da luta regenerativa, novos tabernáculos de serviço e purificação.
Glorifiquemos, desse modo, o ministério santificante da maternidade na Terra, recordando que o Todo-Misericordioso, quando se designou enviar ao mundo o seu mais sublime legado para o aperfeiçoamento e a elevação dos homens, chamou um coração de mulher, em Maria Santíssima, e, através das suas mãos devotadas à humanidade e ao bem, à renunciação e ao sacrifício, materializou para nós o coração divino de Nosso Senhor Jesus Cristo, a luz de todos os séculos e o alvo de redenção da Humanidade inteira.
Pelo Espírito Emmanuel
XAVIER, Francisco Cândido. Cartas do Coração. Espíritos Diversos. LAKE.

O penúltimo dia de Vovó Anália


                      

                        

Logo que iniciamos as atividades de assistência nessa determinada comunidade, ainda na fase de diagnóstico local, deparamos com uma família muito especial; na verdade uma linda família, composta do casal e três belos filhos, além de um personagem marcante, não só pela singeleza e simplicidade, mas sobretudo, 
pela união, fortaleza e carinho com que era tratada por todos os componentes daquela família. 
Nunca mais vi qualquer coisa parecido. 
Dona Anália, contava 98 anos de idade e estava às véspera de completar seus 99; estava eufórica como uma criança a espera do dia festivo. Seu neto Guilherme de 10 anos,- (só guardei os nomes dos dois)-nos avisou  que a família não poderiam fazer o bolo, e isso o estava deixando triste, porque não queria ver a avó triste. 
Os adultos, confessaram que estavam num momento delicado, onde um bolo estava completamente fora de cogitação. 
Neste dia, nos acompanhava um grupo de senhoras da 'sociedade' , que recebera como tarefa de seus terapeutas  de fazer algum trabalho voluntário. Decidiram integrar nosso grupo e visitar uma comunidade carente. Então, estas, ao constatarem aquela realidade completamente diversa das suas, decidiram que ofereceriam o bolo a vovozinha do Guilherme. 
E, se empolgaram tanto com a ideia quanto a aniversariante. Lembro-me como se  fosse hoje, quando lhe perguntaram o que desejava como presente, e a avozinha respondeu: _" Quero uma camisola com ''penhoar'' e um par de chinelas de cetim."
Pronto, as senhoras que nos acompanhavam passaram a combinar a próxima visita; Dividiram as incumbências e não falaram noutra coisa o resto do tempo: Trariam lençóis novos, etc, etc, etc., a lista só aumentava na mesma proporção que tomavam consciência daquela realidade, enquanto retornavam aos seus carros. 
O aniversário seria no dia seguinte. 

                             

Nossa visita acontecia a cada oito dias.
Nós outros, seguimos visitando os outros moradores, nos apresentando e diagnosticando cada caso. E não as vimos mais.
  Na semana seguinte, quando, chegamos na comunidade, grande era a ansiedade por saber como teria sido a festa de 99 anos da vovó Anália. 
Mas algo me dizia que eu não gostaria das notícias. Havia algo como um 'hiato no ar'; Um sentimento estranho
Percebi logo de cara pelas feições do pequeno 
Guilherme, uma nuvem de tristeza em seu rostinho de menino super ativo e alegre; que esperou pela minha pergunta de olhos baixos. 
A  notícia não se fez esperar; dona Anália tinha falecido logo depois da visita do grupo de senhoras.
 Recebera um lindo bolo de aniversário, jogo lençóis novos, a camisola rosa com 'penhoar' bordados, os chinelos de cetim combinando, sorrira muito, contente como uma menininha, recebera todo o carinho a que fizera jus por seus praticamente 100 anos de vida, junto aos seus entes amados. 
A noite, deitou-se para dormir, e partiu. 
Assim, feliz da vida, com seu sonho de menina realizado.
Poucas vezes, eu vi um idoso tão amado e tão bem tratado pelos seus familiares, mesmo na pobreza, pois carinho respeito e amor, não custa dinheiro; nascem de corações generosos.
Em seu lugar, ficou um vazio, percebido nos olhares silenciosos dos familiares.
Nós também. 
Porém, sabíamos o quão importante fora aquele encontro para cada um de nós.
Aquelas senhoras, cujos problemas passavam longe das necessidades primárias daquelas famílias, que por falta de opção foram viver no único lugar que conseguira, em meio a lama fétida do esgoto correndo a céu aberto, e toda sorte de deficiência estrutural, que concebe dignidade humana, encontraram naquele lar humilde e miserável, uma lição tão grande, de amor, união familiar, respeito ao idoso, as crianças, que com certeza foram elas quem deram alta aos seus terapeutas. 
Nós também. Cada um de nós saiu dessa experiencia mais enriquecidos, duma riqueza que não se compra.
Eu que sempre saia dali, repleta de interrogações, descobri com eles, que o amor, a decência,a generosidade, o espírito de família, a dignidade também veste trapo e pode  tranquilamente viver num barraco de favela.

                         
Tantos anos já se passaram. Minha filha caçula era apenas uma bebê, e hoje já é uma linda moça, maior que eu. Assim também deve estar o Guilherme, deve ter se transformado num belo rapaz, mas assim como eu, e muito mais, deve guardar belas recordações da vovó Anália. Volta e meia me lembro dessa história, e sorrio contente, por tê-la conhecido em seu penúltimo dia de vida aqui junto a nós, e saber que ela teve seus desejos satisfeitos. 
Tão fácil meu Deus! 
Tão simples. 
Ainda me lembro de seu rostinho miúdo, seu corpinho debilitado pelos anos, sentada naquele catre no canto do corredor da casa entre a sala/cozinha e o quarto do casal, forrado de panos emendados a guisa de colcha,o pedaço de carpete fazendo  a função de tapete, e seus olhinhos acanhados porém iluminado por um sorriso tão sereno, que creio somente se consegue ao atingir 99 anos de idade.
A você vovó Anália, ainda agora, e aqui, o meu carinho e respeito, o meu muito obrigada pela belíssima lição que nos deste.
Onde quer que esteja sinta-se beijada.
Que Deus a abençoe sempre, sempre!

sábado, 11 de maio de 2013

No Apostolado Feminino







O apostolado das Mães é o serviço silencioso com o Céu, em que apenas a Sabedoria Divina pode ajuizar com exatidão.
Ser mãe é ser anjo na carne, heroína desconhecida, oculta à multidão, mas identificada pelas mãos de Deus.
Ele conhece o holocausto das mães sofredoras e desoladas e sustenta-lhes o ânimo através de processos maravilhosos de sua sabedora infinita, assim como alimenta a seiva recôndita das árvores benfeitoras.
Um instituto doméstico, em muitos casos, é cadinho purificador.
Aí dentro, as opiniões fervilham na contenda inútil das palavras, sem edificações úteis; velhos ódios surgem à tona das discussões e sentimentos, que deveriam permanecer esquecidos para sempre, aparecem à superfície das situações, embora muitas vezes imanifestos nos entendimentos verbais.
O que nos interessa, porém, é a nossa redenção.
O sacrifício é a nossa abençoada oportunidade de iluminação.
Sabemos, no entanto, que para o carinho maternal, o combate é intraduzível.

Na batalha sem sangue no coração.
No espinheiro ignorado.
Na dor que os olhos não visitam.
O devotamento feminino será sempre o manancial do conforto e da benção.
Quando se interrompe o curso dessa fonte divina, ainda mesmo temporariamente, a vida do lar sofre ameaças cruéis.
As experiências no sexo masculino conferem à alma um senso maior de liberdade ante os patrimônios da vida, e o homem sente maior dificuldade para apreciar as questões do sentimento como convém.
Para os que se confundem na enganosa claridade dos dias terrenos, a existência carnal é somente recurso a incentivar paixões e alegrias mentirosas, todavia, para quantos fixem o problema da eternidade, com a crença renovadora no altar do espírito, a romagem planetária é divino aprendizado para a redenção. O lar terreno é a antecâmara do Lar Divino, quando lhe aproveitamos as bênçãos do trabalho santificante, porque, na realidade, se o martelo e o buril são os elementos que aprimoram a pedra, a dor e o serviço são as forças que nos aperfeiçoam a alma.
Trabalhar e sofrer são talvez os maiores bens que nossa alma pode recolher nos pedregulhos da Terra.
Toda dor é renascimento, toda renúncia é elevação e toda morte é ressurreição na verdade.
O Tesouro Divino não se empobrece e, para Deus, os filhos mais ricos são aqueles que canalizaram os recursos do serviço a bem de todos, sem cristalizarem a fortuna amoedada nos cofres de ferro, que às vezes, cedo se convertem nos fantasmas de angústia além do sepulcro.
Aqui, entendemos, com clareza mais ampla, o caminho da eternidade.
Mais vale semear rosas entre espinhos para a colheita do futuro, que nos inebriarmos no presente, com as rosas efêmeras dos enganos terrestres, preparando a seara de espinhos na direção do porvir.
Não percamos o dia para que o tempo não nos desconheça.
A dificuldade é nossa benção.
Amemos, trabalhando nas sombras de hoje, a fim de que possamos penetrar em companhia do Amor , na divina luz do Amanhã.
Pelo Espírito Agar

sexta-feira, 10 de maio de 2013

A História de Catherine


                               




03-07-1998 - 02:00am


       É claro que esta história não começa aqui nem tem seu final descrito nestas páginas.
       Se me faço retratar nestas linhas, é com o intuito de oferecer artigo de análise e reflexão a quem delas se dignar servir. E oxalá possam auxiliar para que outras pessoas não caiam nos mesmos erros que me arrastaram a anos e anos de estagnação evolutiva.
         Catherine ou Cathie como me denomiram num passado distante e obscuro, não foi meu último nome terreno, porém está ligado a pesados débitos que adquiri e tento resgatar. Por enquanto insisto em usá-lo como a uma promissória a ser saudada, e  ele me lembra dos erros que não quero e não posso voltar a cometer.
Bem, por hora não vamos detalhar esse passado, esta página negra, nem citar nomes em respeito àqueles que compõem  esta triste e ao mesmo tempo bela história. Bela por quê impregnada de amor, paixão, renúncias. Triste, por quê foi enodoada pelo orgulho, preconceitos da época, egoísmo e ciúmes levados às últimas e dolorosas consequências.Depois de muito tempo atolada na lama de tosos esses vícios e desregramentos criados por mim no além-túmulo, fui recolhida por mãos caridosas, amparada, tratada com desvelo e carinho, levei anos a fio para recuperar a consciência de mim mesma e voltar a ser digna da bondade que os mentores amigos a mim dedicavam incansáveis. Compreendi parte de mim mesma, dos débitos que me pesavam sobre os ombros e arguta necessidade de retomar a caminhada, vencer os vícios, me levaram a estudaos preparatórios, sentia-me quase feliz, não fosse profunda nostalgia que teimava em crescer dentro do coração e que eu teimosamente buscava alimentar ao mesmo tempo compreender o que significava.
Isso se tornou verdaqdeiro entrave no meu segmento pois dispersava a mente dos estudos tentando encontrar o fio  que aquela angústia trazia.
Foi então , que os mentores  me ofereceram no trabalho  humilde possibilidade de melhor aproveitamento do tempo e libertação da mente.
Horas e horas de trabalho incansável trouxeram-me o alívio necessário, os estudos prosseguiam porém lento era o aproveitamento, já que sempre algum tema me levava de volta a tentativa de abrir aquela porta fechada no inconsciente que eu teimosamente tentava desvendar.
       Os anos se passaram, até que certo dia fui procurada por um dos encarregados do meu setor e recebi  com incontida alegria a permissão de retornar à Terra, rever amigos, parentes, amores. Enchi-me de extranha sensação como se estivesse prestes a descobrir algo que a muito buscava sem saber bem onde procurar. 
Os orientadores me explicaram que eu deveria me preparar para seguir viagem ao plano terrestre, buscando na oração forças, na serenidade o controle emocional.
Assim, trabalhei por mais alguns dias anciosa pelo retorno. Sabia que o reencontro com entes queridos é sempre uma incógnita para espíritos ainda tardos de evolução e muitas vezes muito difíceis.
         Não foi porém sem muitos conselhose admoestações dos mentores amigosque cheguei aqui após muitos, muitos anos...
         Revi a França,terra natal de muitas recordações dolorosas e queridas; recordei meu passado, revi entes queridos, amigos do passado hoje, então, em franca recuperação; mas foi no Brasil que meu coração palpitou acordando de vez o passado que eu buscava atraz da porta cerrada na consciência. 
Com cuidado e carinho, o mentor responsável pelo grupo, já que éramos em quatro irmãos em situação semelhante, recomendou prudência ante os nossos sentimentos e ações. 
Mas, há meu Deus! 
Como nos enganamos com os nossos sentimentos!
Como somos fracos!
Eu que achava, me sentia preparada, forte, me deparei com o velho e tenebroso vício que antes já me havia levado a perdição.
ele estava ali bem dentro do meu peito pronto para explodir e contaminar tudo o que já havia sido limpo, e o equilíbrio desmoronou.
Deixei me vencer pelo velho companheiro de  outros momentos tenebrosos do passado, deixei me envolver de tal forma que acabei encontrando o outro imão gêmeo então abraçada pelo ciúmes e pela revolta, tornei-me surda aos conselhos, as ponderações dos mentores e vi-me preparando ardiloso plano para fugir de sua bondosa vigilância para aqui ficar cuidando por assim dizer do objeto de minha insanidade.
Sim, pois somente uma mente insana, doente mesmo, vejo hoje, pode tomar os caminhos que trilhei a partir de então.
foram anos de perseguição disfarçada de amor, obsediei, menti,futriquei de tudo o que foi forma para impedir que qualquer figura feminina se aproximasse do objeto de minha paixão doentia, a título de fazer valer velha promessa feita em momento de paixão desvairada que custaram na época as vidas de alguns companheiros da caminhada terrestre.
        O meu amigo na época beirava os 9 anos de idade e prometi tomar conta do meu "amor" para não perde-lo como de outras vezes. Esqueci de todas as lições aprendidas, fiquei cega e surda a qualquer sentimento que pudesse me levar a raciocinar com sensatez.
Fiz tanta loucura que se não  o enlouqueci foi devido ao seu caráter moral e à proteção que o cercava, mas mesmo assim fiz coisas das quais hoje me envergonho imensamente.
         Vezes sem conta tentaram me despertar desse pesadelo que eu mesma criei, mas não; à menor aproximação de espíritos protetores eu fugia. Não, não queria ouvir, não podia , pois no fundo eu sabia que o que eu fazia não estava certo, cedo ou tarde aquilo teria um fim.
Mas e o meu amor, meu prometido?   
Se eu partisse, ele poderia encontrar outra! Não, eu tinha que ficar e cuidar dele, ele era meu. Só meu.
Não havíamos feito um pacto, lavado a sangue?
então dessa vez ninguém iria interferir, ninguém e já havia presentido a aproximação de outro personagem sedento de ódio.
Ele me dava muito medo, sempre fugia quando sentia a sua presença por perto.
Nunca o vi, ele nunca me viu, não nos encontramos. Mas geralmente quando isso acontecia eu saía a caminhar pelas ruas próximas, esperando o tempo passar, até não sentir mais o perigo. E era então que o mais das vezes, me deparava com grupos de espíritos barulhentos, horríveis, ferozes e malvados. Fugia, fugia feito louca, escondia-me em casas ou ruas tranquilas. hoje sei que só conseguia quarida porque não estava desamparada, pois protetores que minha vibração desequilibrada não deixava perceber, me protegia abrindo passagens em lares abençoados pela proteção vibratória ou guardiões de quarteirões que eu também não percebia me intuiam onde encontrar abrigo.
Passado o perigo, lá estava eu novamente a postos. 
Comecei a me sentir cansada, aborrecida mesmo da vida que levava a anos; nos momentos em que podia me comunicar com ele, comecei a sentir que uma barreira se erguia entre nós; o medo de perdê-lo aumentou, passei a ficar aturdida, impotente, meus apelos já não o atingiam como antes. Que fazer? Buscar ajuda onde? Com quem?
Se todos esses anos aqui não busquei fazer a mizade? Como encontrar reforços para meus propósitos  já então não tão importantes?
O desespero novamente começou a dominar-me.
Tentei influenciar alguma amizades, fazer aliados, aliadas,tinha que me fortalecer. Passei a praticamente a conviver com algumas destas pessoas, estudar-lhes os sentimentos, pensamentos e envolvê-las com os meus e foi aí que encontrei não o que esperava; Porém o que eu precisava.
Quando fui descoberta, identificada, localizada, tive e hoje sou grata a todos por isso, tive então o prazer de descobrir vários velhos amigos e conhecidos do passado embuidos no intuito de evoluir, aprender. esses velhos amigos ao me identificare alguns em sonho, outros acrodando vagas recordações no inconsciente, resolveram me auxiliar. Então, comomães e pais queridos que por amor aos filhos, os admoestam com energia, me fizeram despertat. 
Ah! Pai Celeste, que todos aqueles que como eu encontre amigos assim pelos caminhos dos seus descaminhos! Com que amor! Com que carinho me cercaram, me ouviram, e elucidaram!
Só então pude ver o velho e querido Mentor da caravan a de quem fugi anos atrás, me esperava de braços abertos, com o mesmo sorriso bondoso nos lábios e no olhar.
Envolvida por tanto amor, pude finalmente despertar de vez; E as lágrimas que usei para enganar, para conquistar e alimentar sentimentos não nobres que foram o movel desta caminhada infeliz, ficou preso à garganta porque maior era o constrangimento, a vergonha. Num lugar segundo o querido mentor eu deveria estar trabalhando, prestando socorro em nome do Amor Maior, nesse momento, era eu socorrida e ajudada em nome de amor não egoita. Grande, tão grande foi a emoção, e tão sublime aquele amor que iluminou e aqueceu, transformou e reequilibrou, que enorme necessidade de voltar lá no  ponto de partida, inicio desta parte da história. O recomeço que já sei poderá trazer de volta junto àqueles que me amam, e a quem aprenderei a amar com humildade, sem a sombra do monstro do egoismo.
O caminho será longo com certeza, mas creio e espero estar mais amadurecida, e o sofrimento sentido e causado, serão exatamente este o meu crchá8 para não recair . Nunca mais quero fazer sofre. Nunca mais quero ser causadora de lágrimas vertidas. Ao querido amigo e companheiro de infortúnio, creio que tão cedo não voltarei a ver, porém espero poder contar com suas precesm em favor do meu total restabelecimento, e quando e se eu tiver merecimento . Digo isso como uma promessa feita na hora do Adeus, que significa entregar ao Pai de Misericórdia os rumos dos nossos destinos.
Assim, um dia quem sabe eu ´possa volta em novas condições e com um novo capítulo dessa história, agora sem tantas dores causadas pelos desenganos.
Até lá A deus.
          Cathie.
03-07-1989

Nota: Essa história povoou meus pensamentos de forma insistente o dia inteiro, até a essa hora, madrugada adentro, quando entendi que precisava coloca-la no papel, forma pela qual me livraria . Dito e feito. Aqui está, antes pedi licença ao personagem e desculpas aos envolvidos.
Meu carinho e respeito também estão nestas páginas. 

                   (  Psicografia de Eunice Fomm)
                        03-07-98 (04:00')

* Crachá = Palavra de origem francesa (crachat) que significa Grã -Cruz, insignia,m condecoração que se leva ao peito.

As Profissões de Minha Mãe



Minha mãe foi, com certeza, a mulher que mais profissões exerceu em toda sua longa vida, sem ter sequer concluído o curso fundamental.
Tudo que ela aprendeu foi nas primeiras quatro séries que cursou, quando criança. Contudo, era de uma sabedoria sem par.
Descobri que minha mãe era uma decoradora de grandes qualidades, à medida que eu crescia e observava que ela sempre tinha um local no melhor móvel da casa, para as pequenas coisas que fazíamos na escola, meu irmão e eu.
Em nossa casa, nunca faltou espaço para colocar os quadrinhos, os desenhos, os nossos ensaios de escultura em barro tosco.
Tudo, tudo ganhava um espaço privilegiado. E tudo ficava lindo, no lugar que ela colocava.
Descobri que minha mãe era uma diplomata, formada na melhor escola do mundo (nosso lar), todas as vezes que ela resolvia os pequenos conflitos entre meu irmão e eu.
Fosse a disputa pela bicicleta, pela bola, pelo último bocado de torta, de forma elegantemente diplomática ela conseguia resolver. E a solução, embora pudesse não agradar os dois, era sempre a mais viável, correta, honesta e ponderada.
Descobri que minha mãe era uma escritora de raro dom, quando eu precisava colocar no papel as idéias desencontradas de minha cabecinha infantil.
Ela me fazia dizer em voz alta as minhas idéias e depois ia me auxiliando a juntar as sílabas, compor as palavras, as frases, para que a redação saísse a contento.
Descobri que minha mãe era enfermeira, com menção honrosa, toda vez que meu irmão e eu nos machucávamos.
Ela lavava os joelhos ralados, as feridas abertas no roçar do arame farpado, no cair do muro, no estatelar-se no asfalto.
Depois, passava o produto antisséptico e sabia exatamente quando devia usar somente um pequeno band-aid, o curativo ou a faixa de gaze, o esparadrapo.
Descobri que minha mãe cursara a mais famosa Faculdade de Psicologia, quando ela conseguia, apenas com um olhar, descobrir a arte que tínhamos acabado de aprontar, o vaso que tínhamos quebrado.
E, depois, na adolescência, o namoro desatado, a frustração de um passeio que não deu certo, um desentendimento na escola.
Era uma analista perfeita. Sabia sentar-se e ouvir, ouvir e ouvir. Depois, buscava nos conduzir para um estado de espírito melhor, propondo algo que nos recompusesse o íntimo e refizesse o ânimo.
Era também pós-graduada em Teologia. Sua ciência a respeito de Deus transcendia o conteúdo de alguns livros existentes no mundo.
O seu era o ensino que nos mostrava a gota a cair da folha verde na manhã orvalhada e reconhecer no cristal puro, a presença de Deus.
Que nos apontava a fúria do temporal e dizia: Deus vela. Não se preocupem.
Que nos alertava a não arrancar as flores das campinas porque estávamos pisando no jardim de Deus. Um jardim que Ele nos cedera para nosso lazer, e que devíamos preservar.
Ah, sim. Ela era uma ecologista nata. E plantava flores e vegetais com o mesmo amor. Quando colhia as verduras para as nossas refeições, dizia: Não vamos recolher tudo. Deixemos um pouco para os passarinhos. Eles alegram o nosso dia e merecem o seu salário.
Também deixava uns morangos vermelhinhos bem à mostra no canteiro exuberante, para que eles pudessem saboreá-los.
Era sua forma de manifestar sua gratidão a Deus pelos Seus cuidados: alimentando as Suas criaturinhas.
Minha mãe, além de tudo, foi motorista particular. Não se cansava de ir e vir, várias vezes, de casa para a escola, para a biblioteca, para o dentista, para o médico, para o teatro e de volta para casa.
Também foi exímia cozinheira, arrumadeira, passadeira, babá. E tudo isto em tempo integral.
Como ela conseguia, eu não sei. Somente sei que agora ela está na Espiritualidade. E Deus, como recompensa, por tantas profissões desempenhadas na Terra, lhe deu uma missão muito, muito especial: a de anjo guardião dos filhos que ficaram na bendita escola terrena.
Redação do Momento Espírita. Disponível no CD Momento Espírita, v. 12, ed. Fep. Em 08.05.2009.

Perto de Deus











Entre a alma, prestes a reencarnar na Terra, e o Mensageiro Divino travou-se expressivo diálogo:
– Anjo bom – disse ela –, já fiz numerosas romagens no mundo. Cansei-me de prazeres envenenados e posses inúteis... Se posso pedir algo, desejaria agora colocar-me em serviço, perto de Deus, embora deva achar-me entre os homens...
– Sabes efetivamente a que aspiras? que responsabilidade procuras? – replicou o interpelado. – Quando falham aqueles que servem à vida, perto de Deus, a obra da vida, em torno deles, é perturbada nos mais íntimos mecanismos.
– Por misericórdia, anjo amigo! Dar-me-ás instruções...
– Conseguirás aceitá-las?
– Assim espero, com o amparo do Senhor.
– O Céu, então, conceder-te-á o que solicitas.
– Posso informar-me quanto ao trabalho que me aguarda?
– Porque estarás mais perto de Deus, conquanto entre os homens, recolherás dos homens o tratamento que eles habitualmente dão a Deus...
– Como assim?
– Amarás com todas as fibras de teu espírito, mas ninguém conhecerá, nem te avaliará as reservas de ternura!... Viverás abençoando e servindo, qual se carregasses no próprio peito a suprema felicidade e o desespero supremo. Nunca te fartarás de dar e os que te cercarem jamais se fartarão de exigir...
– Que mais?
– Dar-te-ão no mundo um nome bendito, como se faz com o Pai Celestial; contudo, qual se faz igualmente até hoje na Terra com o Todo-Misericordioso, reclamar-se-á tudo de ti, sem que se te dê coisa alguma. Embora detendo o direito de fulgir à luz do primeiro lugar nas assembléias humanas, estarás na sombra do último... Nutrirás as criaturas queridas com a essência do próprio sangue; no entanto, serás apartada geralmente de todas elas, como se o mundo esmerasse em te apunhalar o coração.Muitas vezes, serás obrigada a sorrir, engolindo as próprias lágrimas, e conhecerás a verdade com a obrigação de respeitar a mentira... Conquanto venhas a residir no regozijo oculto da vizinhança de Deus, respirarás no fogo invisível do sofrimento!...
– Que mais?
– Adornarás as outras criaturas para que brilhem nos salões da beleza ou nos torneios da inteligência; entretanto, raras te guardarão na memória, quando erguidas ao fausto do poder ou ao delírio da fama. Produzirás o encanto da paz; todavia, quando os homens se inclinem à guerra, serás impotente para afastar-lhes o impulso homicida... Por isso mesmo, debalde chorarás quando se decidirem ao extermínio uns dos outros, de vez que te acharás perto do Todo-Sábio e, por enquanto, o Todo-Sábio é o Grande Anônimo entre os povos da Terra...
– Que mais?
– Todas as profissões no Planeta são honorificadas com salários correspondentes às tarefas executadas, mas o teu ofício, porque estejas em mais íntima associação com o Eterno e para que não comprometas a Obra da Divina Providência, não terá compensações amoedadas. Outros seareiros da Vinha Terrestre serão beneficiados com a determinação de horários especiais; contudo, já que o Supremo Pai serve dia e noite, não disporás de ocasiões para descanso certo, porquanto o amor te colocará em permanente vigília!... Não medirás sacrifícios para auxiliar, com absoluto esquecimento de ti; no entanto, verás teu carinho e abnegação apelidados, quase sempre, por fanatismo e loucura... Zelarás pelos outros, mas os outros muito dificilmente se lembrarão de zelar por ti... Farás o pão dos entes amados...Na maioria das circunstâncias, porém, serás a última pessoa a servir-se dos restos da mesa, e, quando o repouso felicite aqueles que te consumirem as horas, velarás, noite adentro, sozinha e esquecida, entre a prece e a aflição... Espiritualmente, viverás mais perto de Deus, e, em razão disso, terás por dever agir com o ilimitado amor com que Deus ama...
– Anjo bom – disse a Alma, em pranto de emoção e esperança –, que missão será essa?
O Emissário Divino endereçou-lhe profundo olhar e respondeu num gesto de bênção:
– Serás mãe!...
XAVIER, Francisco Cândido. Estante da vida. Pelo Espírito Irmão X. FEB. Capítulo 13.

Gratidão à Mamãe





Carta de Agradecimento

Mãezinha querida:
Conceda-me sua bênção!
Trago os olhos orvalhados de lágrimas ante o calidoscópio das recordações da nossa inesquecível comunhão terrestre.
Você havia programado para sua filha toda uma trajetória de felicidade e empenhou-se para que se tornasse exequível a consecução dos seus planos.
Investiu sua existência abençoada pela ternura e pelo amor, sem propor qualquer exigência.
Desde os primeiros dias da nossa convivência, enquanto me embalava nos braços cantando as ternas canções de ninar, o seu pensamento voava na direção do futuro, pintando as paisagens ditosas para sua menina.
Cresci sob o céu generoso do seu coração aberto ao enternecimento, sempre irrigada e mantida pela inefável vigilância do seu devotamento.
À semelhança de uma delicada flor, você cuidava de mim, impedindo que os fatores de destruição me alcançassem.
Enrijeceu-me os sentimentos morais em torno dos deveres e das responsabilidades, desenvolveu-me a inteligência com os recursos da sua pedagogia sábia e impulsionou-me ao progresso espiritual...
Mas eu não me dava conta, porém, no meu estado de crescimento intelecto-moral, dos sacrifícios que tudo isto lhe causava, sem compreender que o pavio da vela que produz luz, gasta-se enquanto arde e consome o combustível que sustenta a claridade.
Foi, desse modo, que você partiu para a imortalidade, quando estava a um passo do triunfo terreno.
Jamais olvidarei o seu olhar de despedida, quando os lábios já não podiam emitir os sons das palavras.
Logo depois, alcancei o pódio da glória e recebi muitas homenagens.
Ninguém pensou, no entanto, que eu era o fruto da sua devoção, o resultado do seu miraculoso trabalho de modelar a argila que eu era, elaborando aquilo em que me transformei.
Venho hoje agradecer-lhe, estrela da minha noite e luz perene de todos os meus dias.
As palavras são muito pobres para expressar-lhe o meu amor infinito e toda a minha gratidão.
Enquanto as mães tecerem a túnica de proteção enobrecedora para os filhos, a Humanidade estará garantida e avançará conquistando o infinito.
Quando vemos o desar e o sofrimento na Terra, em verdadeiro campeonato de alucinações, percebemos que somente o amor, conforme o possuem as mães, poderá deter o avanço dessas aflições tormentosas.
As mães logram atenuar a violência e a loucura generalizada, muitas vezes sendo suas vítimas em holocaustos de auto-doação, que terminam por modificar a Terra em agonia...
No dia dedicado a todas as mães, desejo transferir para você, que prossegue acompanhando-me do zimbório celeste, todo o meu carinho e afeto, à medida que você vem deixando o rastro iluminado para que eu possa um dia alcançá-la no Paraíso, após concluída a minha tarefa humana.
Eis, porém, que agora, liberta dos grilhões constritores da matéria, inicio a ascensão em sua busca, aguardando o seu apoio e proteção.
Mãezinha querida!
Que Deus a abençoe sempre!
Divaldo Pereira Franco. Pelo Espírito Amélia Rodrigues. Psicografia de Divaldo Pereira 

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Coração Maternal



Mãe, que te recolhes no lar, atendendo à Divina Vontade, não fujas à renuncia que o mundo te reclama ao coração.
Recebeste no templo familiar o sublime mandato da vida.
Muitas vezes, ergueste cada manhã, com o suor do trabalho, e confiaste à noite, lendo a página branca das lagrimas que te emanam da lama ferida.
Quase sempre, a tua voz passa desprezada, com vazio rumor o alarido das discussões domestica, e as tuas mãos diligentes servem com sacrifício, sem que ninguém lhes assinale o cansaço...
Lá fora, os homens guerreiam, entre si, disputando a posse efêmera do ouro ou da fama, da evidencia ou da autoridade...Além, a mocidade , em muitas ocasiões,grita festivamente, buscando o mentiroso prazer do momento rápido...
Enquanto isso, medita e esperas, na solidão da prece,com que te elevas ao Alto, rogando a felicidade daqueles de quem te fizeste o gênio guardião.
Quando o santo sobe às eminências do altar, ninguém te vê nas amarguras da base, e quando o herói passa, na rua, coroado de louros, ninguém se lembra de ti, na retaguarda de aflição.
Deste tudo e tudo ofereceste, entretanto, raros se recordam de que teus olhos jazem nevoados de pranto e de que padeces angustiosa fome de compreensão e carinho.
No entanto, continuas amando e ajudando, perdoando e servindo...
Se a ingratidão te relega à sombra na Terra, o Criador de tua milagrosa abnegação vela por ti dos Céus, através do olhar cintilante de milhões de estrelas.
Lembra-te de que Deus a fonte de todo o amor e de toda a sabedoria, é também o Grande Anônimo e o Grande Esquecido entre as criaturas.
Tudo passa no mundo...
ajuda e espera sempre.
Dia virá em que o Senhor, convertendo os braços da cruz de teus padecimentos em grandes asas de luz, transformará tua alma em astro divino e iluminar para sempre a rota daqueles que te propuseste socorrer.


Pelo Espírito Meimei
XAVIER, Francisco Cândido. Cartas do Coração. Espíritos Diversos. LAKE.

Álbum Materno-









 




...E nós respigamos alguns tópicos do álbum repleto de fotos, que descansava na penteadeira de Dona Silvéria Lima, ao lermos, enternecidamente, a história do filho que ela própria escrevera.
1941 – Outubro, 16 – Meu filho nasceu, no dia 12. Sinto-me outra. Que alegria! Como explicar o mistério da maternidade? Meu Deus, meu Deus!... Estou transformada, jubilosa!...
Outubro - 18 – Meu filho recebeu o nome de Maurício. Aos seis dias nascido, parece um tesouro do Céu em meus braços!...
Outubro – 20 – Recomendei a Jorge trazer hoje um berço de vime, delicado e maior. O menino é belo demais para dormir no leito de madeira que lhe arranjamos. Coisa estranha!... Jorge, desde que se casou comigo, nada reclamou... Agora, admite que exagero. Considerou que devemos pensar nas crianças menos felizes. Apontou casos de meninos que dormem no esgoto, mas, que temos nós com meninos de esgoto? Caridade!...Caridade é cada um assumir o desempenho das próprias obrigações. Meu marido está ficando sovina. Isso é o que é...
1942 – Novembro, 11 – Mauricinho adoeceu. Sinto-me enlouquecer... Já recorri a seis médicos.
1943 – Dezembro, 15  - O pediatra aconselhou-me deixar a amamentação e mandou que Mauricinho largue a chupeta. Repetiu instruções, anunciou, solene, que a educação da criança deve começar tão cedo quanto possível. Essa é boa! Eu sou mãe de Mauricinho e Mauricinho é meu filho. Que tem médico de se intrometer? Amamento meu filho e dou-lhe a chupeta, enquanto ele a quiser.
1944 – Março, 13 – Mauricinho, intranqüilo, arranhou, de leve, o rosto da ama com as unhas. Brincadeira de criança bobagem. Jorge porém, agastou-se comigo por não repreende-lo. Tentou explicar-me a reencarnação. Assegurou que a criança é um Espírito que já viveu em outras existências, quase sempre tomando novo corpo para se redimir de culpas anteriores, e repisou que os pais são responsáveis pela orientação dos filhos, diante de Deus, porque os filhos (palavras do coitado do Jorge) são companheiros de vidas passadas que regressam até nós, aguardando corrigenda e renovação... Deu –me vontade de rir na cara dele. Antes do casamento, Jorge já andava enrolado com espíritas... Reencarnação!... Quem acredita nisso? Balela... Chega em momento de nervosismo, a criança chora e será justo espanca-la, simplesmente por essa razão?    
1946 – Março, 15 -  Jorge admoestou-me com austeridade. Parecia meu avô, querendo puxar-me as orelhas. Declarou que não estou agindo bem. Acusou-me. Tratou-me como se eu fosse irresponsável. Tem-se a impressão de que é inimigo do próprio filho. Queixou-se de mim, alegou que estou deixando Maurício crescer como um pequeno monstro (que palavra horrível!), tão só porque o menino, ontem, despejou querosene no cão do vizinho e ateou fogo... Era um cachorro intratável e imundo. Certamente que não estou satisfeita por haver Maurício procedido assim, mas sou mãe... Meu filho é um anjo e não fez isso conscientemente. Talvez julgasse que o fogo conseguisse acabar com a sujeira do cão.
1948 – Abril, 9 – Crises de Maurício. Quebrou vidraças  e pratos, esperneou na birra e atirou um copo de vidro nos olhos da cozinheira, que ficou levemente machucada, seguindo para o hospital... Jorge queria castigar o menino. Não deixei. Discutimos. Chorei muito. Estou muito infeliz.
1950 – Setembro, 5 – A professora de Maurício veio lastimar-se. Moça neurastênica. Inventou faltas e mais faltas para incriminar o pobre garoto. Informou que não pode mantê-lo, por mais tempo, junto dos alunos. Mulher atrevida! Pintou meu filho como se fosse o diabo. Ensinei a ela que a porta da rua é serventia da casa. Deixa estar! Ela também será mãe... Que bata nos filhos dela!...
1952 – Maio, 16 – Maurício já foi expulso de três colégios. Perseguido pela má sorte o meu inocentinho!... Jorge afirma-se cansado, desiludido... Já falou até mesmo num internato de correção... Meu Deus, será que meu filho somente encontre amor e refúgio comigo? Tão meigo, tão bom!... Prefiro desquitar-me a permitir que Jorge execute qualquer idéia de punição que, aliás, não consigo compreender... Meu filho será um homem sem complexos, independente, sem restrições... Quero Maurício feliz, feliz!...
1956 – Meu marido quer empregar nosso filho numa casa de móveis. Loucura!... Acredita que Mauricinho precisa trabalhar sob disciplina. Que plano!... Meu filho com patrão... Era o que faltava!... Temos o suficiente para garantir-lhe sossego e liberdade.
1957 – Janeiro, 14 – Jorge está doente. O médico pediu que lhe evitemos dissabores ou choques. Participou-me, discreto, que meu marido tem o coração fatigado, hipertensão. Desde o ano passado, Jorge tem estado triste, acabrunhado com as calúnias que começam a aparecer contra o nosso filhinho. Amigos-ursos fantasiaram que Maurício, em vez de freqüentar o colégio, vive nas ruas, com vagabundos. Chegaram ao desplante de asseverar que meu filho foi visto furtando e, ainda mais... Falaram que ele usa maconha em casas suspeitas. Pobre filho meu!... Sendo filho único, Maurício necessita de ambiente para estudar, e se vem, alta madrugada, para dormir, é porque precisa do auxílio dos colegas, nas várias residências em que se reúnem com os livros.
1958 – Outubro, 6 – Jorge ficou irado, porque exigi dele a compra de um carro para Maurício, como presente de aniversário. Brigou, xingou, mas cedeu...
1959 – Junho, 15 – Estou desesperada. Jorge foi sepultado ontem. Morreu apaixonado, diante da violência do delegado policial que intimou Mauricinho a provar que não estava vendendo maconha. Amanhã, enviarei um advogado ao Distrito. Se preciso, processarei o chefe truculento... Ninguém arruinará o nome de meu filho que é um santo... Oh! Meu Deus, como sofrem as mães!...
1960 – Agosto, 2 – Duas mulheres, com a intenção de arrancar-me dinheiro. Disseram que meu filho lhes surrupiou jóias. Velhacas e mandrionas. Maurício jamais desceria a semelhante baixeza. Dou-lhe mesada farta. Expulsei as chantagistas e, se voltarem, conhecerão as necessárias conseqüências.
1961 – Fevereiro, 22 – Nunca pensei que o nosso velho amigo Noel chegasse a isso!... Culpar meu filho! Sempre a mesma arenga... Maurício na maconha. Maurício no furto! Agora é um dos mais antigos companheiros de meu esposo que vem denunciar meu filho como incurso num suposto crime de estelionato, comunicando-me, numa farsa bem tramada, que Maurício lhe falsificou a letra num cheque, roubando-lhe trezentos contos... Tudo perseguição e mentira. Já ouvi dizes que Noel anda caduco. Usurário caminhando para o hospício. Essa é que é a verdade... Sou mãe!... Não permitirei que meu filho sofra, nunca admiti que ninguém levantasse a voz contra ele... Maurício nasceu livre, é livre, faz o que entende e não é escravo de ninguém. Estou revoltada, revoltada!...
Nesse ponto, terminavam as confidências de Dona Silvéria, cujo corpo estava ali, inerte e ensangüentado, diante de nós, os amigos desencarnados, que fôramos chamados a prestar-lhe assistência. Acabara de ser assassinada pelo próprio filho, obsidiado e sequioso de herança.
Enquanto selecionávamos as últimas notas do álbum singular, Maurício, em saleta contígua, telefonava para a Polícia, depois de haver armado habilmente a tese de suicídio.


 Do Livro Contos Desta e Doutra Vida – Espírito Irmão X – Psicografia Francisco Cândido Xavier

terça-feira, 7 de maio de 2013

Adeus colesterol, glicemia, lipídios e triglicerídeos



Um segredinho revelado...






Alguns anos atrás, um ex-professor meu mostrou-me uma análise de sangue; o que eu vi me deixou impressionado.

Os cinco principais parâmetros do sangue, ou seja: ureia, colesterol, glicemia, lipídios e triglicerídeos apresentavam valores que, em muito excediam os níveis permitidos.

Comentei que a pessoa com aqueles índices já deveria estar morta ou, se estava viva, isto seria apenas por teimosia.

O professor, então, mostrou o nome do paciente que, até então, tinha sido ocultado pela sua mão. O paciente era ele mesmo!

Fiquei estupefato! E comentei: "Mas como? E o que você fez?".

Com um sorriso ele me apresentou a folha de uma outra análise, dizendo: "Agora, olhe esta, compare os valores dos parâmetros e veja as datas".

Foi o que eu fiz. Os valores dos parâmetros estavam nitidamente dentro das faixas recomendadas, o sangue estava perfeito, impecável, mas a surpresa aumentou, quando olhei as datas; a diferença era de apenas um mês (entre as duas análises da mesma pessoa)!

Perguntei: "Como conseguiu isso? Isso é, literalmente, um milagre!"

Calmamente, ele respondeu que o milagre se deveu a seu médico, que lhe sugeriu um tratamento obtido de outro médico amigo. Este tratamento foi utilizado por mim mesmo, várias vezes, com impressionantes resultados.

Aproximadamente, uma vez por ano, faço análise de meu sangue e, se algum dos parâmetros estiver apresentando tendência ao desarranjo, volto imediatamente a repetir esse processo. Sugiro que você o experimente.

Aqui está o SEGREDO: Semanalmente, por 4 semanas, compre, na feira ou em supermercado, pedaços de abóbora. Não deve ser a abóbora moranga e sim a abóbora grande, que costuma ser usada para fazer doce. Diariamente, descasque 100 gramas de abóbora, coloque os pedaços no liquidificador (crú), junto com água (SÓ ÁGUA!), e bata bem, fazendo uma vitamina de abóbora com água.

Tome essa vitamina em jejum, 15 a 20 minutos antes do desjejum (pequeno almoço/café da manhã). Faça isso durante um mês, toda vez que o seu sangue precisar ser corrigido.

Poderá controlar o resultado, fazendo uma análise antes e outra depois do tratamento com a abóbora. De acordo com o médico, não há qualquer contra-indicação, por tratar-se apenas de um vegetal natural e água (não se usa açúcar!).

O professor, excelente engenheiro químico, estudou a abóbora para saber qual ou quais ingredientes ativos ela contém e concluiu, pelo menos parcialmente, que nela está presente um solvente do colesterol de baixo peso molecular: o colesterol mais nocivo e perigoso - LDL .

Durante a primeira semana, a urina apresenta grande quantidade de colesterol LDL (de baixo peso molecular), o que se traduz em limpeza das artérias, inclusive as cerebrais, incrementando, assim, a memória da pessoa..

ABÓBORA... Não faça disso um segredo... DIVULGUE!