sábado, 7 de abril de 2018

Lava-Jato A FARSA À JATO DO TEMPO

carta de Dom Paulo Jackson,Bispo de Garanhuns- Pernambuco

Hoje, pela primeira vez, um sinal triste de alerta acendeu em minha vida. Não foi um sinal de um problema de saúde e nem foi o sinal de algo ruim com as pessoas que eu amo. Foi um sinal de decepção e talvez, asco, com as pessoas e instituições do meu país.

Desde pequeno, sempre tive uma noção muito clara de como as relações humanas são viciadas de falsidade, inveja e preconceito. Tinha uma sensibilidade muito grande em reconhecer o lado bom e ruim de cada um e em perceber injustiças, mas sempre acreditei no poder dos bons sentimentos e da evolução consciente. Principalmente, a de que a sapiência não vem apenas do "conhecer as coisas", e sim do conhecer-te a ti mesmo. O sábio, para mim, sempre foi sinônimo de humildade, respeito e da noção de que a verdade absoluta não nos pertence.

Mas hoje, me senti sinceramente frágil. Tive uma triste sensação de raiva e desalento com o clima negativo que vivemos em nosso país. Por isso, parei um pouco para refletir...

Todo mundo que me conhece sabe que sempre defendi a ética e a imparcialidade na análise de fatos e principalmente de pessoas. Sempre fiz opção por defender os acertos do que apontar os erros, principalmente porque sempre tive a noção que julgar o próximo é uma das tarefas mais difíceis do ser humano, o que deve sempre ser evitado. Por isso, nunca gostei de perseguições, preconceitos e generalizações. Frequentemente, exponho, nas redes sociais, minhas posições de defender o ex presidente Lula, a presidenta Dilma e os méritos de seus governos, mas sempre fui aberto ao debate. Minhas críticas não buscam a sordidez de desmerecer as pessoas, mas de questionar a imparcialidade e perseguição da Imprensa e também a hipocrisia e a argumentação pobre do debate político no Brasil. O que mais me impressiona é como a maioria das pessoas ,que geralmente propagam o ódio, se deixam conduzir (ou manipular) pela virulência e parcialidade  das notícias que são bombardeadas  na Imprensa e nas redes sociais.

Essa ano, mesmo com uma série de provas vivas de malas de dinheiro do PMDB e do PSDB, com uma escancarada comprovação da manipulação de delações pelo Sr. Moro(caso Tacla Duran), MP e o procurador Janot, e uma série de suspeitas levantadas contra o Sr. Gilmar Mendes, o Senador Aécio, Serra, Alckmin, Temer, Jucá, Geddel, Loures, Padilha,procuradores e outros, com a maioria das suspeitas comprovadas com provas materiais (gravações, vídeos, contas nominais),  o foco NOVAMENTE se voltou contra LULA.

O Revoltante é que as denúncias voltam a ser requentadas sem que nenhuma prova material seja apresentada, uma vez que as delações não trazem nenhum dado concreto de contas em nome de Lula ou Dilma, gravações de vídeo, áudio, documentos assinados ou qualquer coisa que permita comprovar que a palavra de um réu encarcerado, submetido a todo tipo de pressões, não seja apenas a vontade de ver sua pena diminuída falando a palavra mágica: LULA.

O aumento da popularidade de Lula, a cada dia, com o sucesso de sua caravana no Nordeste e o crescimento de sua candidatura nas pesquisas, parece ter despertado a ira dos golpistas, mal amados e manipulados. Eles não irão se sossegar. A Imprensa podre repetirá a frase LULA em suas principais notícias. Factóides e delações sem provas serão produzidos em série e mais uma vez a imparcialidade será esquecida.

Estranhamente, se esquece todo o resto. Desde a absurda tentativa de vender e privatizar a Amazônia e nossas principais empresas, os sucessivos pacotes de maldade contra os direitos da população até a evidência de que a nossa Lava-jato sempre foi uma verdadeira FARSA À JATO.
EM TEMPO: A cada dia que passa, me convenço mais que o Lula é uma causa a ser defendida, muito mais do que sua figura humana. Tenho muito respeito e admiração por sua história e seu legado. Reconheço também seus erros e acho um grande engano achar que podem destruir o símbolo que ele representa. Se querem condenar Lula por pedir contribuições para o partido, que apenas para o PT são chamadas de propina, que façam o mesmo com todos os outros políticos. Se querem condenar o Lula por enriquecimento ilícito, que encontrem contas em seu nome, documentos, escrituras e dados concretos e não meras ilações de que tal dinheiro, tal imóvel, tal reforma, seria para o uso do Lula. Se não tem escritura, posse, propriedade e prova do uso pessoal e efetivo da suposta propina, que se busque algo além da oportuna delação de um réu em busca de liberdade e redução de pena. Sugiro buscar áudios e vídeos, tal como conseguiram do Aécio. 

D. Paulo Jackson, Bispo de Garanhuns-PE.

quinta-feira, 1 de março de 2018

Quais são as causas de tanta violência?

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A violência tem aumentado consideravelmente em nossos dias. Às vezes nos questionamos se hoje o mundo está mais violento que antes, mas o que percebemos é a facilidade dos meios de comunicação que nos fazem saber das notícias no momento em que está acontecendo. A mídia aproveita ainda certo prazer que muitos têm em ouvir estas notícias cada vez mais agressivas, violentas e cheias de detalhes que nos apavoram sempre que nos são mostradas e fazem dos fatos violentos como se fosse só isto que estivessem acontecendo no mundo.

Este aumento significativo da violência nos centros urbanos faz-nos pensar que houve um retrocesso no processo evolutivo do Espírito. Mas, como sabemos que o Espírito não retroage nesta caminhada em direção ao progresso, o fato nos comprova que está havendo uma incidência muito grande na reencarnação de Espíritos ainda dominados por instintos, sem noção razoável do bem e do mal, com ausência do senso moral. Obedecendo apenas aos impulso primários, cometem toda sorte de violência, sem um sentimento de remorso.

Quais são as causas de tanta violência? Afastamento de Deus – falta de Religião, separação da Ciência e Religião, filosofia materialista, educação equivocada - materialista ou declínio da educação? Podemos dizer que tudo isso colabora para aumentar a violência, mas, resumindo, diríamos que o problema maior é a falta de espiritualização do homem. O resto, miséria, crueldade, egoísmo, injustiças, leis imperfeitas, fanatismo, desagregação familiar, ódios, corrupção e tudo o mais não passam de efeitos, mediatos ou imediatos.

Como somos ainda egoístas e orgulhosos, vamos ignorando o código de conduta deixado por Jesus, em Seu Evangelho; esquecendo que somos Espíritos imortais e que viemos de Deus, destinados à perfeição e felicidade; que viemos de outra dimensão e de outras existências pretéritas e que estamos aqui para promover o nosso reajuste dos equívocos cometidos no passado e buscar nosso desenvolvimento espiritual; e que vamos prosseguir nos diversos ciclos reencarnatórios, pelo aprendizado constante, sofrendo enquanto não aprendemos a amar, até chegarmos ao estágio de Espíritos puros e dedicados unicamente ao trabalho do amor e da paz.

Espíritos endurecidos, ainda ligados ao mal, percebendo que não voltarão tão cedo a reencarnar no Planeta Terra nesta nova fase de Regeneração, se dedicam a toda sorte de desmandos, tentando dificultar a implantação do Reino de Deus em definitivo, primeiro em nós e depois no novo mundo que começa a se vislumbrar, bem como a formação de um só rebanho tendo o Cristo como o único Pastor.

Aqueles que tiveram sua última chance de reencarnar neste período de transição e não estão aproveitando, vão se deixando envolver facilmente por estes irmãos que não querem a vitória do Cordeiro de Deus, criando este clima de muitas dores ainda, de muita violência, fazendo que se cumpram o que o Cristo dizia sobre estes tempos de mudança.

Joanna de Ângelis nos diz que "o violento deve ser examinado como alguém perturbado em si mesmo, em lamentável processo de agravamento. Não obstante, merece tratamento a agressividade (a violência) que procede do espírito, cujos germens o contaminam em decorrência da predominância dos instintos materiais que o governam e o dominam".

A Doutrina Espírita oferece uma solução para a violência que cresce nas cidades: a educação, não apenas a educação acadêmica, mas a educação moral, formadora de caracteres saudáveis, que transforma o homem velho no homem novo, formando, por consequência, uma sociedade mais justa e altruísta. É o "amai-vos e instruí-vos" recomendado pelo Espírito de Verdade.

O Espiritismo é, portanto, um dos grandes antídotos para a violência... Aquele que conhece o Espiritismo sabe que terá de se modificar interiormente, se quiser ser mais feliz. Marco Prisco em “Luzes do Alvorecer”, psicografia de Divaldo Franco, nos diz que “somente quem ama e se reveste de bondade pode resistir aos conflitos e desafios perturbadores da sociedade agressiva que prefere ignorar o Bem.”

Em "O Livro dos Espíritos", questão 756, Allan Kardec pergunta aos Espíritos Superiores se “a sociedade dos homens de bem se verá algum dia expurgada dos seres malfazejos”. Os Espíritos responderam que “a Humanidade progride. Esses homens, em quem o instinto do mal domina e que se acham deslocados entre pessoas de bem, desaparecerão gradualmente, como o mau grão se separa do bom, quando este é joeirado. Mas, desaparecerão para renascer sob outros invólucros (...)”.

Richard Simonetti nos lembra que "quando a contenção da violência deixar de ser um problema policial e se transformar em questão de disciplina do próprio indivíduo; quando a paz for produto não da imposição das leis humanas, mas da observação coletiva das leis divinas, então viveremos num mundo melhor."

Acreditamos, assim, que somente quando o homem aprender a "amar o próximo como a si mesmo" e perceber que "fora da caridade não há salvação" é que conseguiremos implantar a paz, primeiro em nossos corações e depois em toda a Humanidade.

Encerrando com Divaldo Franco que nos diz: " Nunca houve tanto amor na Terra, como hoje, embora as aparências informem o contrário. Jamais, na Terra, tantos se preocuparam com outros tantos, como agora. (...) Assim, confiemos no amor, amando a todos, indistintamente, mesmo aqueles que, por prazer mórbido e vitimados por psicopatologias que fingem ignorar, nos perseguem, caluniam, impossibilitados de superar-nos. Consideremo-los nossos irmãos necessitados e, sem revidar, espalhemos a simpatia, o otimismo e a esperança que dominarão a Terra, logo mais. Vale a pena confiar no Bem e vivê-lo, conforme a Doutrina Espírita: “Fora da caridade não há salvação”.

“Bem-aventurados os que são brandos, porque possuirão a Terra. Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus.” (Jesus -Mateus, 5:4-9)

Fonte: Coluna Espírita AQUI.:

terça-feira, 14 de novembro de 2017

A ESTRANHA E PERIGOSA PROXIMIDADE COM O REI-SOL


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''POR .: _Rafael Galvão
A ESTRANHA E PERIGOSA PROXIMIDADE COM O REI-SOL
Como temos acompanhado o Governo Temer, dia a dia, tem aberto seu “baú de maldades” para com a população brasileira, principalmente com os pobres, e tem sido benevolente com os ricos e com nações estrangeiras. Em especial com os EUA.
É informação privilegiada aqui. Uma Base aérea de Alcântara, ali. Base estadunidense no coração da Amazônia acolá. O Pré-sal pseudoleiloado mais à frente. Numa sanha de lesar o país – NUNCA ANTES VISTO EM NOSSA HISTÓRIA – Temer, o temerário, entrega, dá e oferta o patrimônio de toda a sociedade. Colocando em risco o futuro da nação brasileira.
Na Política, assim como na astrofísica, a aproximação de corpos celestes menores com os de maior grandeza, tende a atrair os menores, uma vez que o campo gravitacional das grandes estrelas são infinitamente maiores. A tendência é o corpo de maior densidade absorver o de menor. Portanto, essa aproximação irresponsável e despudorada do Brasil com os EUA levará o país a um retrocesso enorme, afinal, o que é bom para os EUA não é bom para o Brasil.
O Império, se sentindo ameaçado por uma China em forte ascensão e por uma Rússia armada até os dentes e pelo surgimento dor BRICS – Grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul - resolve marcar posição e território. Investe, agora no denominado Golpe “Soft”.Utiliza-se da mídia vassala nacional e de parte do Judiciário apátrida para derrubar governos, mudar leis, cassar direitos. Promover o retrocesso.
O Império, “tal qual a dona do bordel”, não aceita concorrência. Nem o “livre mercado” que tanto prega, mas sabota na surdina. Prega a Democracia, mas investe nos Golpes e ditaduras no mundo. Dinheiro acima de tudo!
O Governo corrupto, golpista, ilegítimo, antipatriótico chafurda nesse lamaçal estadunidense. Regozija-se, se farta e empapuça em meio a um povo que se queda desamparado, entorpecido. Ainda desnorteado com tantas incursões destrutivas de um grupo alçado ao poder através de uma quebra do rito democrático e das instituições.
A sombra do “grande irmão do norte” é para nós um impedimento de crescermos com independência, com saúde e autonomia. Essa “tutela” neocolonial é evidente nas ações de um governo nitidamente identificado com os interesses das transnacionais, dos grupos financeiros. Do capital volátil. Em prejuízo ao capital produtivo nacional.
Temer, que antes de tomar posse já era acusado de ser informante da embaixada dos EUA em Brasília, mostra que é bom funcionário do Tio Sam, fazendo aquilo que nem FHC sonharia em fazer: Inviabilizar o projeto de Nação tão sonhado por inúmeros brasileiros que deram suas vidas à causa, ao país e ao semelhante.
O Império, mesmo carcomido pelo “azinhavre das moedas viciadas” ainda demonstra pujança – afinal de contas, sua economia é maior que de toda a Europa – e ainda quer marcar seus territórios pelo mundo. Ainda mais agora que tem tido alguns reveses no Oriente Médio. Por isso o Brasil não pode sair debaixo de suas garras. Afinal, quem seguraria esse gigante uma vez acordado de seu “berço esplêndido”? Uma vez com uma política econômica que buscasse viabilizá-lo como potencia? Uma vez que tivesse uma política externa que pregasse “a autodeterminação” dos povos? Que fosse protagonista nos BRICS? Com Uma reserva monstruosa de Petróleo... Quem seguraria esse gigante? Por isso ele deve permanecer em coma!
A salvação do Brasil reside em uma consciência que transcenda ao patriotismo. Precisamos de consciência nacionalista. De defesa dos interesses nacionais. Da busca do Brasil Potencia afim de influir no Grande Tabuleiro das Nações. Uma potencia humanista, anti-imperialista, com poder de influencia. Agindo em conjunto com nações em desenvolvimento e com as nações do chamado Terceiro Mundo. Objetivando o fim da fome e miséria no mundo. Um papel digno.
Por isso nosso campo político, o campo progressista, deve ter consciência da importância histórica desse momento. Deve deixar suas querelas e disputas de lado e marchar rumo à unidade, objetivando esse país que todos queremos. Com JUSTIÇA SOCIAL mas INDEPENDENTE! Fazendo seu próprio caminho. O Brasil é maior que todos nós, nossas disputas, vaidades, visão de hegemonia e caprichos. Unidade deve ser nossa palavra de ordem!
Que, enfim, o “Gigante” acorde e tome as rédeas do seu destino pelas mãos e cumpra sua missão num mundo cujo sobrenome é desigualdade. Só depende de nós!
“... Ou ficar a Pátria livre ou morrer pelo Brasil...”
Rafael Galvão
Ex Subsecretário de Trabalho do DF
Ex Coordenador-Geral do PROJOVEM TRABALHADOR - MTE
Ex Diretor Nacional de Qualificação - MTE''

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Não se esqueça de me lembrar


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Minha face será esquecida.
Meu semblante tornar-se-á lembrança distante.
Meus modos e hábitos tornar-se-ão com o tempo desconhecidos.
Mas as palavras ficarão.
De tempos em tempos alguém há de citar;
Uma frase, um verso ou uma rima.
E onde eu estiver ei de sorrir pela lembrança querida.
Pela lembrança do momento vivido que trouxe aquele argumento.
Pela lembrança de uma vida esquecida no tempo.
Só lembrada nas paginas amareladas de um velho livro.
De uma folha jogada.

De um dia vivido.

Monica Regina Cardoso



      

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Onde reside o valor do Ser Humano?







Por Babi_ “O Ser humano é estranho…
Briga com os vivos, e leva flores para os mortos;
Lança os vivos na sarjeta, e pede um “bom lugar para os mortos”;
Se afasta dos vivos, e se agarra desesperados quando estes morrem;
Fica anos sem conversar com um vivo, e se desculpa, faz homenagens, quando este morre;
Não tem tempo para visitar o vivo, mas tem o dia todo para ir ao velório do morto;
Critica, fala mal, ofende o vivo, mas o santifica quando este morre;
Não liga, não abraça, não se importam com os vivos, mas se autoflagelam quando estes morrem…
Aos olhos cegos do homem, o valor do ser humano está na sua morte, e não na sua vida.

É bom repensarmos isto, enquanto estamos vivos!”
(Papa Francisco)

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

''A origem de "coxinha"

    
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''A origem de "coxinha"
Texto de Márcia Tigani, médica psiquiatra, escritora e poetisa
"Quando estou entre meus amigos eu costumo relatar uma historieta acerca da gênese da expressão "coxinha". Hoje, depois que um amigo me pediu para contá-la novamente, eu achei que seria uma boa hora para registrá-la por aqui para que todos vcs pudessem conhecê-la.
O nome/ termo "Coxinha" veio de uma gíria já existente há décadas na cidade de São Paulo e que antes designava apenas um xingamento direcionado aos policiais. “Encarregados de fazer a ronda, eles se alimentavam de coxinha em bares e lanchonetes – e, em troca, garantiam a segurança local."
Prestavam, em meio ao seu turno de serviço público, um bico de segurança momentânea a certos comerciantes que lhes ofereciam como pagamento apenas migalhas (coxinha e café coado).
Esses policiais costumavam e ainda costumam espantar das portas das padarias e similares os pivetes e os jovens moradores das comunidade locais. Eles costumavam e costumam espantar/afastar jovens que muitas vezes cresceram juntamente com seus irmãos e que por vezes frequentaram ou frequentam as mesmas escolas que eles frequentaram. Ou seja, são todos conhecidos, têm o mesmo berço econômico e social.
Tais jovens, ao serem "afastados/espantados" para longe dos estabelecimentos comerciais guardados pelos policiais ficavam furiosos e gritavam para os tais policiais: "seu coxinha, vc sabe que eu não sou bandido. Vc me conhece. Vc está defendendo esse cara em troca de uma mísera coxinha. Coxinha, coxinha!"
Ou seja, o coxinha, naquele contexto, era um Xingamento dirigido a um policial que se escondia de sua própria condição (pobre, favelado e sem estirpe, mas que enganado por seu uniforme, pensava ser igual ou próximo ao rico comerciante e o avesso dos jovens pobres que ele espantava do local).
A expressão coxinha passou então a ser sinônimo daquele que defende um status quo ao qual ele não pertence. Ele defende os ricos, pensa ser rico, mas na verdade é um objeto a serviço dos ricos. Um instrumento para subjugar os seus iguais. O coxinha nunca terá o poder de um Aécio, dos Marinho ou de qualquer outro milionário ou mero empresário, mas ao defendê-los, o coxinha julga ser igual a eles.
Esses milionários não reconhecem o coxinha como seu par em igualdade, mas sim como um instrumento barato que defende e garante que ele (milionário) sempre tenha mais e mais.
O coxinha (na acepção primeira) é o policial que faz segurança na frente das padarias: defende o rico comerciante, acha q é amigo do dono da padaria, mas no fundo é apenas um instrumento barato. Esse policial vira as costas para os seus iguais, impede-os de esmolar por ali, usa da força para tira-los do campo do rico comerciante. Mas, caso uma desventura aconteça e esse policial venha a perder o seu emprego, esse rico comerciante não lhe garantirá direitos, nem comida e nem apoio. De modo oposto, os seus iguais, a sua comunidade, certamente lhe oferecerão o apoio necessário e até farão alguma rifa para ajudar sua família a não passar fome.
É isso: o coxinha é aquele que luta por alguém que nunca, jamais irá garantir-lhe os direitos de que ele precisa. O coxinha é o enganado. O termo se generalizou e passou a descrever o cara que pensa que um governante rico e poderoso irá construir melhorias para os trabalhadores, quando na verdade esses trabalhadores receberão desse tipo de governante apenas migalhas.
O coxinha pensa que é classe dominante. Ele se uniformiza à classe dominante: usa camisa polo de marca, já foi aos states, comprou casa e SUV financiados, critica as cotas e os nordestinos, fala mal do SUS e da ignorância da faxineira. O coxinha é o policial uniformizado na porta da padaria que pensa ser diferente dos jovens da comunidade. O coxinha é o cara que põe gel no cabelo e sai por aí esnobando o seu brega Rolex e pensa ser igual ao CEO da multinacional. Ambos enganados, ambos coitados, ambos à mercê da fuga de suas origens.
Essa é a história da gênese da expressão coxinha e que eu desencravei há alguns anos em uma das tantas pesquisas que fiz por São Paulo.
Coxinhas são aqueles que viverão ao sabor das migalhas frias acompanhadas de café coado. A eles restará sempre e tão somente a azia e a má digestão, pois quem se iguala ao diferente recebe o que esse diferente acha que ele merece: coxinhas frias e nunca uma CLT."

COPIADO DE .:Rita Candeu

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

LULA em; _'O que é que eu tenho, Excelência? '


Nos braços do povo, a chegada de Lula a Curitiba para depor

 


Recopiado de.;

LULA, ontem, 
VIA Eros Antonio Ferreira Lang: 
"Meritíssimo, Vossa Excelência acha que eu, em troca do que fiz para todos os brasileiros, dos mais miseráveis aos mais ricos, sem nenhuma luta de classes, sem nenhuma revolução sangrenta, a ponto de entregar meu governo com aprovação de 80%, e com esse reconhecimento nacional e mundial todo, iria me comprometer recebendo como recompensa um tríplex que mal vale R$ 2 milhões e um sítio de terceira categoria? 
Se eu quisesse recompensa pelo simples cumprimento de minhas obrigações como presidente da República, e se eu sou o maior corrupto deste país, como a mídia poderosa anda espalhando por aí, eu seria o dono e usufrutuário, com tudo passado em cartório, com tudo faturado e pago, de um conjunto de bens à altura dessa fama toda. 
Eu seria o dono da cobertura de Sérgio Cabral, na praia do Leblon, do apartamento de Fernando Henrique na Avenue Foch, em Paris, da mansão do dono do Banco Safra, que valem, respectivamente, 20, 20 e 200 vezes o tal tríplex de Guarujá. 
Em vez do sítio em Atibaia, eu teria a suntuosa fazenda de Fernando Henrique em Minas Gerais, ou um aeroporto privado construído com o dinheiro público, como Aécio Neves. 
Eu teria ligações com o tráfico de drogas e armas, com o PCC. 
Eu teria a mansão de 1.100m2 dos donos da Globo em terreno de 29 hectares da Marinha em área de proteção ambiental, com praia privativa, em Paraty. 
Eu teria ainda haras, helicóptero, jatinho, iate, tudo de alto luxo, uma grande coleção de obras de arte de alta cotação no mercado. 
Eu seria o dono do maior museu particular de arte sacra do Brasil na cobertura do finado Antônio Carlos Magalhães. 
Eu teria ainda o império de José Sarney no Maranhão. Eu seria tão rico quanto Jorge Bornhausen, Sílvio Santos, Paulo Maluf. 
Eu teria uma fazenda com 500.000 cabeças de gado, como o banqueiro Daniel Dantas. 
Eu teria a casa da Dinda e uma frota de carros os mais luxuosos e sofisticados, como Fernando Collor. Eu teria um bom punhado de ações do Banco Itaú, do Bradesco, do Safra, do Santander e de várias empresas que não pagam impostos e sonegam à Previdência Social. 
Eu teria muitos milhões de reais aplicados em ouro, renda fixa e depósitos em paraísos fiscais. 
Eu seria o dono de um império midiático para receber polpudas verbas de propaganda do governo. 
O que é que eu tenho, Excelência? 
Onde é que eu moro, Dr. Moro? 
Será que não posso continuar tomando minha cachacinha, comendo minha mortadela, meu churrasco? 
Será que não vou poder mais sair pelas ruas e cair nos braços do povo, esse povo que tanto deseja que eu volte ao Planalto? 
Será que eu vou ser condenado e preso sem prova?" 
E virando-se para Deltan Dallagnol: "isso é justo, Sr. Procurador?"

    

quarta-feira, 12 de julho de 2017

NÃO HÁ CADEIA SUFICIENTE PARA LULA



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NÃO HÁ CADEIA SUFICIENTE PARA LULA

Texto do professor da UNB - Perci Coelho de Souza
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Não há cadeia suficiente para Lula, não há construção erigida que suporte tamanha pena, que dê conta de tanto pecado. Haja grades de ferro e de aço que sejam capazes de segurar, de reter e de trancafiar tanta coisa numa só, tanta gente num só homem. Não há cadeia no mundo que seja capaz de prender a esperança, que seja capaz de calar a voz.
Porque, na cadeia de Lula, não cabe a diversidade cultural
Não cabe, na cadeia de Lula, a fome dos 40 milhões
Que antes não tinham o que comer
Não cabe a transposição do São Francisco
Que vai desaguar no sertão, encharcar a caatinga
Levar água, com quinhentos anos de atraso,
Para o povo do nordeste, o mais sofrido da nação.
Pela primeira vez na história desse país.
Pra colocar Lula na cadeia, terão que colocar também
O sorriso do menino pobre
A dignidade do povo pobre e trabalhador
E a esperança da vida que melhorou.
Ainda vai faltar lugar
Para colocar tanta Universidade
E para as centenas de Escolas Federais
Que o ‘analfabeto’ Lula inventou de inventar
Não cabem na cadeia de Lula
Os estudantes pobres das periferias
Que passaram no Enem
Nem o filho de pedreiro que virou doutor.
Não tem lugar, na cadeia de Lula,
Para os milhões de empregos criados,
(e agora sabotados)
Nem para os programas de inclusão social
Atacados por aqueles que falam em Deus
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O ex-presidente Lula ganhou nesta quarta-feira o título de doutor honoris causa da Universidade de Salamanca, na Espanha. O título é o 27ª honoris causa ...


E jogam pedras na cruz.                                          
Não cabe na cadeia de Lula
O preconceito de quem não gosta de pobre            
O racismo de quem não gosta de negro
A estupidez de quem odeia gays
Índios, minorias e os movimentos sociais.
Não pode caber numa cela qualquer
A justiça social, a duras penas, conquistada.
E se mesmo assim quiserem prender
– querer é Poder (judiciário?),
Coloquem junto na cadeia:
A falta d’água de São Paulo,
E a lama de Mariana (da Vale privatizada)
O patrimônio dilapidado.
E o estado desmontado de outrora
Os 300 picaretas do Congresso
E os criadores de boatos
Pela falta de decência
E a desfaçatez de caluniar.
Pra prender o Lula tem que voltar a trancafiar o Brasil.
O complexo de vira-latas também não cabe.
Nem as panelas das sacadas de luxo
O descaso com a vida dos outros
A indiferença e falta de compaixão
A mortalidade infantil
Ou ainda (que ficou lá atrás)
Os cadáveres da fome do Brasil.
Haja delação premiada
Pra prender tanta gente de bem.
Que fura fila e transpassa pela direita
(sim, pela direita)
Do patrão da empregada, que não assina a carteira
Do que reclama do imposto que sonega
Ou que bate o ponto e vai embora.
Como poderá caber Lula na cadeia,
Se pobre não cabe em avião?
Quem só devia comer feijão
Em vez de carne, arroz, requeijão
Muito menos comprar carro,
Geladeira, fogão – Quem diz?
Que não pode andar de cabeça erguida
Depois de séculos de vida sofrida?
O prestígio mundial e o reconhecimento
Teriam que ir junto pra prisão
Afinal, (Ele é o cara!)
Os avanços conquistados não cabem também.
Querem por Lula na cadeia infecta, escura
A mesma que prendeu escravos,
‘Mulheres negras, magras crianças’
E miseráveis homens – fortes e bravos
O povo d’África arrastado
E que hoje faz a riqueza do Brasil.
Lula já foi preso, ele sabe o que é prisão.
Trancafiado nos porões da ditadura
Aquela que matou tanta gente,
Que tirou nossa liberdade
A mesma ditadura que prendeu, torturou.
Quem hoje grita nas ruas
Não gritaria nos anos de chumbo
Na democracia são valentes
Mas cordatos, calados, covardes
Quando o estado mata, bate e deforma.
Luis Inácio já foi preso,
Também Pepe Mujica e Nelson Mandela.
Quem hoje bate palmas, chora e homenageia,
Já foi omisso, saiu de lado e fez que não viu.
Não vão prender Lula de novo
Porque na cadeia não cabe
Podem odiar o operário
O pobre coitado iletrado
Que saiu de Pernambuco
Fugiu da seca e da fome
Pra conquistar o Brasil
E melhorar a vida da gente
Mas não há
Nesse mundão de meu Deus
Uma viva alma que diga
Que alguém tenha feito mais pelo povo
Do que Lula fez no Brasil.
“Não dá pra parar um rio
quando ele corre pro mar.
Não dá pra calar um Brasil,
quando ele quer cantar.”
Lula lá!Imagem relacionada

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