domingo, 23 de abril de 2017

Verdadeira Aula de Teologia



‘’Fora da igreja não há salvação ?
A necessidade da Igreja para a salvação


       Pe. Antônio Piber
                   

     
O tema da necessidade da Igreja para a salvação impõe-se com urgência quando alguns usam o axioma “Extra Ecclesiamnullasalus”(escrevendo errado o latim e atribuindo-o, com equivoco, a Santo Agostinho) numa perspectiva excludente e negativa, o que é surpreendente, pois se compreendermos de fato que “fora da Igreja não há salvação”, cabe a pergunta: onde está a verdadeira Igreja que salvaria?Nos ortodoxos? Nos romanos? Nos Brasileiros? Nos Reformados? Se é um fato, como fica o “onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome eu estarei no meio deles” (Mt 18,20)?
E qual igreja é a tal que fora dela não há salvação? Já que são muitas as denominações (mesmo católicas), cada uma se arvorando a mais “única” e a mais “verdadeira”. Jesus disse que viriam alguns “falsos profetas” que diriam que “o Reino de Deus está aqui, o Reino de Deus está ali”, mas o que não compreendem, não querem perceber, na sua soberba e egoísmo, é que “o Reino de Deus está no meio de vós” (Lc 17,20-25).
Importa perguntar-nos se, de fato, compreendemos Jesus como pleno e suficiente Salvador, ou se continuamos buscando subterfúgios idolátricos para não O aceitarmos de fato? Importa também nos interrogarmos sobre a posição da cristandade em face do mundo que a rodeiae que serviço ela, e nós, como Seus ministros, queremos ou não prestar, se estamos no mundo imitando Jesus “como aquele que serve” (Lc 22,26) ou se queremos nos servir, condenando-nos nós mesmos ao inferno?
Este é um problema teológico que suscita um inquérito histórico positivo. Assim que, ao citarmos “extra Ecclesiamnullasalus”, deveríamos ser levados a interrogar-nos sobre o seu sentido e contexto original, se não correremos o risco de que nos seja imputada a pecha da ignorância, da arrogância e da má vontade e de usarmos um dos Santos Padres, um dos Bispos Mártires da maior grandeza, para apenas tentar justificar nossos preconceitos anti-ecumênicos.
Pois bem, vamos a São Cipriano: esta fórmula surgiu no contexto das perseguições, das provações infligidas pelo Impero Romano aos cristãos e às cristãs, e ela se situa na perspectiva da parusia iminente. O contexto é o conflito entre a igreja do Norte da África e a igreja de Roma a proposito da validade dos Sacramentos administrados por hereges e cismáticos. São Cipriano defende firmemente a não validade destes Batismos e o dos “relapsos” e justifica sua posição, declarando que “fora da Igreja não há salvação”. Logo, como se poderia pôr o problema dum Batismo válido fora da Igreja? Essa atitude rigorista apoia-se, no entanto, a despeito da formula, sobre um elemento positivo: foi em Cristo que Deus deu a salvação ao mundo; Cristo prolongou esta salvação com a fundação da Igreja; a unidade e a comunhão da Igreja reunida em volta do Bispo é o instrumento da salvação, porque a comunidade dos cristãos é precisamente o local onde se comunicam o Pai, o Filho e o Espirito Santo. Fora dessa unidade, também constituída pela fides integra, não há lugar senão para a obra do anti-Cristo, que semeia a desunião, a discórdia, o ódio, a arrogância e o egoísmo, semeando assim a perdição e anunciando a proximidade do fim do mundo.
A reconstituição exata da origem histórica de um adagio patrístico não traz ainda a clareza desejada, se ao mesmo tempo não se alargar o inquéritoà sua base escriturística e a sua proclamação pelo Magistério. Não basta um dos Santos Padres ter falado, para que tal coisa se torne uma verdade de fé. No que diz respeito a Escritura, ela diz claramente da necessidade da fé e do Batismo, mas também da Vontade salvífica de Deus. O próprio São Paulo ensina que, embora a salvação nunca seja proposta independentemente da Igreja, os não batizados podem misteriosamente participar da redenção de Cristo. Além disso, saliento queexiste uma espécie de pertença anônima a Cristo, pois em Mateus 25,34-40 o Juiz diz àqueles que se encontram à Sua direita: “Vinde benditos de meu Pai, e recebei o reino que foi preparado para vós desde a fundação do mundo. Porque eu tive fome e vós me destes de comer”. A reação dos eleitos merece ser sublinhada: “Senhor, quando foi que o vimos com fome?”. Eles não se lembraram de ter encontrado o Cristo. Então o Rei responde: “Àquilo que fizestes aos mais humildes dos meus irmãos, foi a mim que o fizestes”. Existe, pois, um encontro não explicito, de Cristo, que se produz no momento do encontro com o próximo”. A favor deste cristianismo “implícito”, citamos também o discurso de São Paulo no Aerópago “Venho vos anunciar aquele a quem honrais, sem o conhecerdes” (At 17,23).
A necessidade da igreja romana para a salvação foi formalmente declarada pelo papa Inocêncio III (cf. Denz. 423), mas alguém, em sadia consciência considera válido ou relevante o que este Papa declarou? Também o concilio do Latrão IV (cf. Dens. 430) e Bonifácio VIII, na bula Unam Sanctam, ondeafirmou que quem não se sujeitasse a ele, não iria para o Céu... O concílio de Florença (Denz 570b) afirma: “Nem os pagãos, nem também os judeus, os heréticos, os cismáticos possuirão a vida eterna”, no entanto, Jesus Cristo afirmou: “Bem aventurado os misericordiosos porque alcançarão misericórdia. Bem aventurado os puros de coração, porque varão a Deus. Bem aventurado os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus. Bem aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus” (Mt 5,7-10). Não é uma questão de opinião, mas sim de opção...
Para São Cipriano, não havia validade dos Sacramentos ministrados pelos que não estavam em comunhão com a Igreja Católica que ele representava e que era, naquele tempo, a do Norte da África; o Bispo de Roma, para ele, era o lado oposto, a não ortodoxia liberal e moderna. Um clérigo de qualquer denominação separada das outras, que publica esta frase, é no mínimo um equivocado..., se aceitarmos (e publicarmos) o axioma de São Cipriano, devemos aceitar (e publicar) que, de fato, os Sacramentos que ministramos são inválidos e ilícitos e que não somos a Igreja, mas sim um arremedo e que, decididamente, não estamos na salvação...
É preciso com urgência que se coloque a lume a doutrina do Evangelho, que os novos tenham humildade para aprender dos mais velhos e que todos estudemos, estudemos a sadia Teologia e, sobretudo, que tenhamos uma radical experiência ecumênica e arregacemos as mangas, colocando os pés no chão na pastoral e na missão, parando de perder tempo com picuinhas na internet... Que façamos sempre de novo, diuturnamente, uma leitura orante da Bíblia, como lectio divina, principalmente dos Escritos Apostólicos. E que no estudo da Teologia, se tome muito a serio a teologia do Batismo como incorporação em Cristo, na Ireja de Cristo, independente do nome que ela assuma.
Ora, todos os batizados em Cristo, ficam incorporados á Igreja de Cristo, independente do nome que ela tenha. Isto alarga a perspectiva da problemática respeitante aos membros da Igreja e á salvação “fora” da Igreja, se não for assim, somos obrigados a reconhecer que as Igrejas não romanas, não são verdadeiramente a Igreja, mas sim, para usar uma expressão do então cardeal Ratzinger: “São apenas comunidades religiosas” (Dominus Iesus, 3).Cito aqui a feliz expressão do papa Pio XI, quando em alocução a 9 de janeiro de 1927, lembrava que “os pedaços arrancados a uma rocha aurífera, contém também ouro” (Osserv. Romano, 10-11, jan. 1927).
Convido a que reconheçamos o agir de Deus nas outras Igrejas e nas outras religiões, e a sabermos que “o Espirito sopra onde quer” (Jo 3,8).
Mas o que a Bíblia diz exatamente sobre os aspectos subjetivos exigidos pela obtenção da salvação? Em primeiro lugar, aquele e aquela que possui o amor e a caridade, possui tudo, conforme Mateus 22, 35-40; Romanos 13,9ss; Mateus 25,31-46, Primeira aos Corintos 13 (sobretudo o versículo 13) e a Primeira Joao 4. A atitude para com o próximo é decisiva para a salvação, este é o maior ensinamento da Parábola do Bom Samaritano (cf .Lc 10,30-37). Mas a Escritura ensina que nenhum homem ou mulher possui realmente esta caridade, por que todos somos prisioneiros de nosso egoísmo. É esta a razão porque todos e todas deveríamos ser condenados (cf. Rm 3,23). Contudo, isto só não acontece devido a superabundância da graça de Cristo, de Seu amor incondicional por nós todos e todas, os pecadores e as pecadoras. A caridade é, pois, determinante, e quem não tiver amor no coração e não tiver uma caridade prática, não se salva, independente de estar nessa ou naquela Igreja, nessa ou naquela religião; mas como ela, a caridade, não é suficiente, devemos crer, devemos ter fé em Jesus e o aceitarmos como Nosso Salvador. Esta fé é o reconhecimento cheio de amor da impotência do homem e da mulher e é, consequentemente, a abertura à ajuda de um Outro. Toda a humanidade vive desse serviço de complementariedade realizado por Jesus Cristo. A vocação da Igreja é também participar nele, servindo. Ela não é um clube de salvação fechado em sim mesmo, mas sim a comunidade daquelese daquelas que são chamados e chamadas a colocar-se ao serviço da multidão. É isto que São Paulo, os Santos Padres, e os Teólogos da Libertação, tão incompreendidos, tentaram nos ensinar... É impossível negar o discurso inaugural do Evangelho na sinagoga de Nazaré: “O Espirito de Deus está sobre mim, para anunciar uma boa nova de libertação aos pobres” (Lc 4,16-30).
“A religião pura e sem mácula aos olhos de Deus e nosso Pai”, afirma o Apóstolo Tiago “é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas aflições, e conservar-se puro da corrupção do mundo” (Tg 1,27), “porque os olhos do Senhor estão sobre os justos e seus ouvidos, atentos a seus rogos; mas a força do Senhorestá contra os que fazem o mal” (Tg 3,12). E o que é a salvação? É livrar-se dos pecados? Se é, “a caridade cobre a multidão dos pecados”( Tg 4,8).
A graça proveniente de Deus não atua só ocasionalmente e para uns privilegiados, Deus não têm preferidos, pois “reconhecemos que Deus não faz acepção de pessoas, mas sim que em todas as nações lhe é agradável aquele que pratica a justiça” (At 10,34). Praticar a justiça é o que a Deus lhe agrada? Isto resolve radicalmente a questão da salvação dos e das que estão “fora” da Igreja e daqueles e daquelas que ignoram a mensagem evangélica. Sim, ele ou ela não é desta nação/igreja, mas “pratica a justiça”, pois bem, ele ou ela agrada mais a Deus do que os e as que dizem “Senhor, Senhor”, “pois não é o que diz Senhor, Senhor que irá para o Céu, mas o que faz a vontade de Deus” (Mt 7,21-23)... Quando uma mulher do povo exclama que “os seios que amamentaram” Jesus são benditos, ele contesta que “mais feliz é quem houve a Vontade de Deus e a pratica” (Lc 8,21). “Quem observa os Seus Mandamentospermanece em Deus e Deus nele. É nisto que reconhecemos que ele permanece em nós: pelo Espirito Santo” (1Jo 3,24b).
Naturalmente que a distinção (e não a separação, pois ela não há) entre a ordem natural e a ordem sobrenatural, fica preservada. A salvação é uma graça oferecida, não pela própria existência humana, mas em virtude da Vontade de salvação de Deus, absolutamente livre, mas real, que se estende a todos os homens e a todas as mulheres, sem exceção. Com a morte de Jesus Cristo “o véu do templo se rasgou de cima abaixo” (Mc 15,37-38), demonstrando que não há mais separação entre o Santo dos Santos e o “pátio dos gentios”.
Se não, estão condenadas as crianças mortas sem batismo? E os Profetas e as Santas Mulheres do Antigo Testamento?
Compreendo que a dificuldade em ter um espirito ecumênico e liberto, misericordioso e solidário e usam estas frases isoladas, fora do contexto e da intenção do autor, leva a estes erros. No entanto, peço que tomemos cuidado, pois um dia esta prática poderá se voltar contra nós e poderemos ouvir de Jesus o “afastai-vos de mim, malditos, ide para o fogo eterno, destinado ao demônio e aos seus anjos”... (Mt 25, 41), pois ao “bom ladrão” Jesus disse: “ainda hoje estarás comigo no paraíso” (Lc 23,43) e perturbadoramente afirmou que “Sodoma, no dia do juízo, será tratada com menos rigor do que Cafarnaum” (cf. Mt 11,24), Sodoma, a que “será tratada com menos rigor”, nós sabemos o que é, mas e Cafarnaum? Além de ser a cidade de São Pedro (cf. Mc 1,29), é a dos “fariseus hipócritas” (cf. Lc 10,13-15). Se os nossos critérios de salvação são esses, estejamos atentos, pois não seria de nós que Jesus Cristo teria dito que “os ladrões e as prostitutas os precederão nos reino dos Céus” (Mt 21,31)?
Penso que Jesus Misericordioso está querendo abrir largamente as portas do Reino, a “Casa do Pai” mas alguns, infiéis porteiros e maus pastores, “servos inúteis” (cf. Lc 17,5-10)insistem em fechá-la... “ai de vós hipócritas, que não entram e não deixam ninguém entrar” (Mt 23,13).
“O amor vem de Deus e todo o que ama conhece a Deus e é nascido de Deus” (1Jo 4,7).
“Caríssimos, se a nossa consciência não nos censura, temos confiança diante de Deus” (1Jo 3,21).

Nossa Senhora, Mãe da Igreja, rogai por nós!’’


Por Pe. Piber

Um amigo Padre Sagrado a Bispo

Desde quando acessei o velho orkut, conheci uma pessoa muito especial, a quem adquiri um enorme respeito e admiração. Tempo vai, tempo vem, muitas mudanças, e acabamos evoluindo nas redes sociais, até chegar no facebook, e lá estava ele.
Muitas histórias, muita água passando por baixo das pontes da vida. Os amigos davam uma sumida, e volta e meia nos encontramos  novamente.
E tem amigos que quando aparecem  só nos causam alegrias!
HOJE FUI NOVAMENTE SURPREENDIDA por esse querido amigo, cuja virtualidade, não difere em nada todo o sentimento que nutro por sua pessoa, pelo contrário só faz crescer.
Bom, amigos, eu falo da pessoa de um padre, e já adianto que eu não sou católica, e esse fato se explica pela genialidade desse  personagem, coisa que vocês poderão conferir, logo mais, quando eu  compartilhar aqui a sua mensagem de hoje.

Agradeço a jesus, por colocar entre nós os humanos, pessoas tão especiais como esse mensageiro Dele:


" Padre'Antonio Piber
22 de abril às 09:32 ·
Caros amigos e amigas, como é costume, antes da sagração de um bispo, divulga-se uma pequena biografia do Eleito:
Curriculum de Dom Piber
Dom Piber, nascido Gelson Antonio Piber, na cidade de Mata, RS, a 24 de maio de 1962, filho de Ellimar Piber e Teresa Hilda Schopf Piber, já falecidos, com quatro irmãos e cinco irmãs, cresceu em uma família ecumênica na qual seus parentes eram católicos, luteranos e anglicanos, convivendo com o ecumenismo não teórico, mas praticado no dia a dia.
Estudou o primário e o secundário em Mata, RS, cursando História em Porto Alegre no inicio dos anos 80, em 1986 ligou-se à a Fraternidade Missionária Ecumênica (hoje extinta), na qual fez estudos teológicos com formação na Faculdade de teologia do Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro e na Escola Superior de Teologia (da Igreja Luterana) em São Leopoldo, RS.
Fez missões populares no Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Maranhão, Pará, Bahia, Rio Grande do Norte e Ceará e trabalhou como Missionário no Uruguai, Argentina, Angola e nos Estados Unidos.
Ordenado Sacerdote por Dom Roberto Garrido Padin em 2008, em Salvador, BA, foi Cura da Catedral, Vigário Geral do Nordeste, Coordenador Estadual do CONIC-BA e Pároco em São Gonçalo, RJ, posteriormente nomeado Administrador Diocesano de Itumbiara, GO, e organizador e Reitor do Seminário São Carlos do Brasil, trabalhou como missionário entre os ciganos Calons do Sul de Goiás.
É professor de teologia, escritor e conferencista e missionário.
Foi professor de História e Coordenador Estadual das Escolas da Febem, no Estado do Rio Grande do Sul.
Ativista dos Direitos Humanos, foi Conselheiro Estadual da Fraternidade Cristã de Doentes e Deficientes (do RS) e Conselheiro Nacional dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes e do Conselho Nacional para a Livre Orientação Sexual do Governo Federal.
Pós graduado em História, é Doutor em Teologia, pela Escola Superior de Teologia-EST, com a Tese “Cartas de Paulo: o Evangelho Subversivo”. Em 2005 e 2007, a convite da ONU, fez conferências sobre Direitos Humanos no Canadá e nos EUA; em 2007 foi agraciado com o internacional Prêmio Phenix (Phenix International Award), da Metropolitan Community Church, que contempla serviços relevantes prestados na Área dos Direitos Humanos.
Fundador do Mosteiro Domus Mariae, recebeu a bênção abacial a 15 de maio de 2016.
Atualmente Abade do Mosteiro Domus Mariae, em Goiás, Secretário do Arcebispado do Rio de Janeiro e Reitor do Seminário São João da Cruz.
Ingressou na Igreja Apostólica Vetero Católica do Brasil-Fidelitas em 2015, sendo eleito Primeiro Bispo de Goiás a 15 maio de 2016.

*Parabéns Padre Antonio Piber! Que Jesus o ilumine sempre na sua caminhada iluminando almas!

quarta-feira, 19 de abril de 2017

O TEMPO É O AGORA


           Resultado de imagem para nuvem branca



Por.: Prof:-Vicente Cascione


O TEMPO É O AGORA
Vivi a maior parte da minha vida exercendo o ofício de ensinar. Mas nem sei se consegui transmitir com bons resultados o meu conhecimento aos alunos, primeiro, aos adolescentes no antigo ginásio, e, depois, nas décadas escoadas em espaços universitários.
Agora, penso no tempo perdido como professor. Teria sido melhor, para mim, aproveitá-lo aprendendo mais.
De minhas múltiplas ignorâncias e dúvidas, algumas eram superáveis, outras evidentemente, não. Mas, quanto mais eu pudesse pensar e conhecer, mais minha mente seria fértil e floresceria.
Mal ensinei o que eu sabia, e, tragicamente faltou-me ensinar tudo quanto não pude saber.
Com tristeza, preocupação e desânimo, vejo a ânsia de aprender ir murchando na mente de algumas pessoas, levando-as a um tipo de jejum intelectual, de anorexia cerebral. Quando alguém diz: deu branco! fez uma constatação de que algo guardado em sua memória, ou em seu conhecimento, apenas resolveu esconder-se momentaneamente.
Mas parece haver, nesta pós-modernidade retrógrada, uma intenção crescente de fazer desse branco não apenas um fenômeno ocasional, lapso de memória, simples esquecimento inesperado, e, sim, uma deliberada vontade de criar e cultivar o branco, o vazio, o oco, o vácuo nas moradas baldias da mente.
Quem não quer pensar, e aprender por livre e espontânea vontade...tudo bem. Mas, para os desprovidos e excluídos da oportunidade de saber, nada bem!
De qualquer modo, cérebros vazios, por escolha pessoal, ou em razão de dificuldades dominantes, não produzem bons pensamentos, raciocínios lógicos, argumentos sólidos, opiniões consistentes, e escolhas ou descobertas de caminhos úteis, corretos e precisos para a condução da vida nesse estágio de nossa condição humana sempre longínqua do plano ideal, e distanciada da perfeição.
O angustiante dilema, para alguém diante de sua própria existência, é como encarar o tempo, essa areia fugidia vazando no funil das ampulhetas. Enquanto os pequeninos grãos do passado aumentam de volume no espaço inferior, a areia do presente escoa minguando a cada segundo.
Os homens imaginam estar a construir o futuro, e esquecem-se do minuto fatal que o interrompe em seu imaginário advento.
Temos a idéia de que o curso do tempo colocará as coisas em ordem, dando-nos a possibilidade de pouco a pouco edificarmos o futuro. Na verdade não existe um dia seguinte tutelado por ninguém. È em cada instante imediato que nos cabe por ordem em nós mesmos, em cada átimo de tempo.
O filósofo Krishnamurti narra a história de um discípulo que se aproximou de Deus para pedir que lhe fosse ensinada a verdade. O pobre Deus, exausto, disse-lhe: -“ Meu amigo, hoje faz muito calor, e eu te peço que me traga um copo d’água”.
O discípulo saiu em busca de água, bateu numa porta e foi atendido por uma linda e jovem mulher. Ambos cegaram de encantamento, amaram-se, casaram-se e tiveram muitos filhos.
Certo dia, as nuvens explodiram em chuva torrencial. E choveu. E choveu com a intensidade dos dilúvios. Inundaram-se as ruas, as correntezas cresceram, casas foram arrastadas, e aquele discípulo, em desespero gritou diante de Deus: - “Senhor, vem em nosso socorro!”
E Deus lhe respondeu: - “Onde está aquele copo d'água que eu lhe tinha pedido ?”
Nós cremos que o tempo nos permite o passo a passo. Diante de um perigo imediato que nos ameaça, o tempo parece desaparecer. A nossa ação é imediata E nós não notamos os outros incontáveis perigos que pairam sobre nós e nos rondam e são nossos problemas de solução adiada porque inventamos o tempo como meio para resolvê-los.
O copo d’água e a chuva torrencial foram fatos imediatos. Ensinaram a verdade. O tempo do gesto, de nos encontrarmos, e de nos colocarmos em ordem diante de nós mesmos, é sempre o agora. Com a divisão de passado, presente e futuro, invenção nossa, o tempo nos engana. Existe o agora de cada átimo de segundo. Só esse tempo é real. É o tempo de ser o que somos.




Prof: Vicente Cascione

terça-feira, 18 de abril de 2017




SEMPRE lindo, sempre verdadeiro, sempre atual, só para não esquecer, publico novamente:
Nasceste no lar que Precisavas; 
Vestiste o Corpo Físico que merecias;
Moras onde melhor Deus te proporcionou,
De acordo com teu adiantamento;
Possuímos os recursos financeiros coerentes com as tuas necessidades,
Nem mais, nem menos, mas o justo para as tuas lutas terrenas;
Teu ambiente de trabalho é o que elegeste espontaneamente para tua realização;
Teus Parente e AMIGOS, são as almas que atraíste, com a tua própria afinidade;
Portanto, teu DESTINO está constantemente sob teu controle,
Tu escolhes, eleges, atrais, buscas, expulsas, modificas,
Tudo aquilo que te rodeia a existência;
Teus pensamentos e vontades
São a chave de teus atos e atitudes,
São as fontes de atração e repulsão na tua JORNADA, vivência;
Não reclames nem te faças de vítima;
Antes de tudo, analisa e observa;
A mudança está em tuas mãos,
Reprograma tuas metas,
Busca o bem e viverás melhor,
Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo
Qualquer um pode começar agora e fazer um Novo Fim.
Chico Xavier

domingo, 16 de abril de 2017

Animais em condomínio: um confronto entre o direito privado e as regras de convivência.


Compartilhando:
Animais em condomínio: um confronto entre o direito privado e as regras de convivência.

Com o aumento do número de empreendimentos imobiliários como os condomínios residenciais nas cidades, tem sido recorrente a incidência de problemas envolvendo animais domésticos. Algumas convenções condominiais regulamentam permitem a utilização das áreas comuns pelos bichos, outras a proíbem. Mas o que é certo? Como devem agir os condôminos em casos de problemáticas envolvendo os animais?
Tramita no Congresso Nacional um projeto de lei em fase de conclusão que modifica a natureza jurídica dos animais no Brasil, e, se aprovado, não mais serão tratados juridicamente como bens móveis ou coisas, mas como “sujeitos de direitos”, intermediários entre os bens e as pessoas. Faço a observação para demonstrar que, assim como a sociedade evolui em suas relações, nosso ordenamento jurídico, o direito, também evolui. Os valores e a consciência humana modificam-se de forma perene.
A Constituição Federal, o mandamento mais importante na hierarquia das leis, prevê em seu conteúdo o direito a existência digna, à propriedade privada, à defesa do meio ambiente etc. No conceito de meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, enquadra-se a proteção aos animais e ninguém pode estar acima dos ditames da Constituição.
Nosso Código Civil brasileiro prevê que é direito dos condôminos, usar, fruir e livremente dispor de suas unidades autônomas. Em contrapartida, determina a observância do dever de dar às partes do condomínio a mesma destinação que tem a edificação, e não as utilizar de maneira prejudicial ao sossego, salubridade e segurança dos possuidores ou aos bons costumes.
Pois bem. Como em toda relação interpessoal humana, deve haver bom senso e equilíbrio no sopesamento entre os valores envolvidos. O direito de um termina onde começa o direito do outro. As unidades autônomas e as áreas em comuns dos condomínios, para o bem-estar de todos, devem estar limpas e higiênicas. Os cães que latem de forma reiterada durante longos períodos, em regra, estão enfrentando problemas de maus tratos, como confinamento, falta de água ou de comida, podem estar amarrados, presos etc. As situações peculiares nesses casos devem ser analisadas e se for o caso, denunciadas aos órgãos competentes. A utilização dos elevadores pelos animais e seus donos deve ser tratada de forma razoável e equilibrada, garantindo um saudável conviver.
No que se refere aos animais em condomínios, restringir o direito de ir e vir dos condôminos, limitar o direito de utilização da propriedade, atentar contra o princípio da dignidade das pessoas e não observar a escala de hierarquia das leis pode ser enquadrado como constrangimento ilegal, crime tipificado pelo Código Penal brasileiro com previsão de pena de detenção ou multa.
Desde que devidamente equilibradas, as normas de sadia convivência devem ser estabelecidas e sua efetivação observada. Parece-nos sereno concluir que as convenções condominiais que prevejam cláusulas de proibição de animais são nulas de pleno direito. Diante de algum problema referente em seu condomínio, utilize-se sempre do bom senso e procure auxílio de um especialista.

Carlos Renato Lira Buosi, advogado e membro da Comissão de Defesa e Direito dos Animais da 12ª Subseção OAB/SP.

#CDDA #Animais #OABichos #Protetores#MeioAmbiente #Condomínios #UtilidadePública
 — em  OAB 12ª Subseção.

Crueldade com os animais num domingo de Páscoa!

Gente, quando é que pessoas ditas civilizadas vão aprender  a no mínimo respeitar os animais???

Hoje, num domingo de  Páscoa, alguém, que certamente foi a sua Missa especial pelo dia da Páscoa, ouviu a homilia sobre o Mestre da Vida para os cristãos; ou ao Culto Evangélico pelos mesmos motivos, ou seja lá o que tenha sido o nome da comemoração deste dia, e após  isto, se reuniu com a família nos momentos  deliciosos regados a almoços especiais seguidas de deliciosas  sobremesas, chocolates e ovos de páscoas deliciosos, pode na sequencia ter a coragem de envenenar um gatinho inocente, só porque  se desentendeu com sua dona/protetora, sem  sequer  pensar não só no sofrimento do bichinho alheio, indefeso e inocente da inexplicável maldade de quem o ofereceu um pedaço de carne impregnada com chumbinho? 
Como essa criatura pode após isso ficar  rindo da dor e sofrimento tanto do animal quanto das três crianças chocadas e chorosas diante  da agonia atroz do seu amado "FÊDO"?
Absurdo não é?

Mas foi isto mesmo que aconteceu com meus sobrinhos  na tarde deste Domingo Pascal!
Distante e tristemente surpresa com o ocorrido, me lancei na internet, buscando alguma informação de que pudesse lançar mão  na tentativa de socorrer esse  animalzinho inocente; Visto que a família protetora não detinha recursos para levá-lo até uma clínica veterinária que, DIGA-SE DE PASSAGEM SÃO EXTREMAMENTE CARAS, portanto impraticável para a maioria da população, e ainda não temos um hospital veterinário público em nossa cidade!
Parti da ideia com o vinagre, mas o que encontrei foi algo bem melhor, cujo resultado  não se fez esperar, e logo recebi mensagem da visível melhora do amado "FÊDO";


         
E claro, que fiquei feliz de novo, e meu domingo de páscoa  está terminando em paz!
Mas eu não poderia deixar terminar este dia sem antes compartilhar tanto o desafio, quanto a generosa pessoa deste blog, que possibilitou o salvamento de um inocente gatinho.
Assim, estou compartilhando aqui o que salvou a vida do pequeno "FÊDO" devolvendo a alegria das três crianças e sua mãe!
'Quem ama, respeita e cuida!'

INFORME-SE:_
 * https://www.facebook.com/direitosanimaisoabribeirao/
  _(A Comissão de Defesa e Direito dos Animais da OAB Ribeirão Preto trabalha pela efetiva proteção jurídica dos animais.)


ORIGEM DESTE ARTIGO:< Blog por este link:>

"Envenenamento de Animais - Água oxigenada (H2O2)

E Os Animais?

Os Benefícios da Água Oxigenada (II)

Patrícia deixou o comentário que se segue.

Aqui fica, no seu devido lugar, para quem necessite:

Oi biranta
Adorei o seu blog, vou adicionar aos meus favoritos.
Encontrei-o, por acaso, enquanto procurava pelos beneficios da água oxigenada


Pois bem minha gata entrou em casa já para morrer pois estava com a pulsação acelerada, babando e com as patinhas traseiras sem firmeza.
No meu desespero, pois já era de madrugada e não tinha dinheiro para levá-la no veterinário, entrei no google atrás de resposta para envenenamento pois ela tinha sintomas de envenenamento, quando vi um artigo sobre água oxigenada.

Mesmo com medo de não dar certo, resolvi fazer: no artigo dizia que um veterinário indicou uma colher de sopa de água oxigenda 10 volumes para animais que apresentam sintomas de envenenamento.
Como a minha gatinha estava morrendo eu pensei: "vou tentar! Ela já esta morrendo mesmo"

No meu desespero dei mais que uma colher de sopa. Não de uma vez, mas umas três vezes, com intervalos, pois cada vez que eu dava ela vomitava; aí eu esperava alguns minutos e colocava na sua boca a água oxigenada pura e esperei.

Isso começou mais ou menos pouco depois da meia noite. De repente, depois de alguns minutos, minha gata parou de tremer firmou as patinhas e ficou quietinha. Já era mais de quatro horas da manhã e resolvi dormir e esperar para no outro dia acordar e vê-la morta, pois não tinha certeza da eficiência da água oxigenda.

Para meu espanto, quando levantei do meu sono conturbado pois acordava toda hora para ver se ela estava bem, uma das vezes já era de manhã ela tinha sumido. Pensei: "foi para um lugar escondido para morrer".
Procurei-a pela casa e fiquei super feliz de encontrá-la bem, comendo, miando, fazendo tudo normalmente como se nada tivesse acontecido, deu a impressão que eu tinha tido um pesadelo pois não parecia a mesma gata que estava definhando, morrendo e, como se fosse um milagre, estava muito bem.

Procurei a resposta para o que tinha acontecido e descobri que o alto teor de oxigénio, da água oxigenada, dissolve o veneno. Primeiro, em contato com o estômago, fez a gatinha vomitar e depois o que restou do veneno, em contato com o oxigénio, fez o veneno perder sua capacidade de envenenamento.

Fiquei muito feliz pelo resultado e resolvi divulgar este santo remédio que é a água oxigenada. Obrigada pelo espaço! Espero ajudar com este meu depoimento

Patricia

NOTA: Aí nos comentários, alguém alerta para o perigo deste tratamento dos animais, com água oxigenada, porque pode queimar-lhes o aparelho digestivo. 
Por experiência própria, posso garantir que se pode dar uma colher de sopa de água, com umas gotas de água oxigenada... que também faz vomitar...

Transcrevo um texto que encontrei publicado na NET

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1 - ENVENENAMENTO DE ANIMAIS – COMO PROCEDER


Se o seu cachorro ou gato aparecer envenenado, a sua primeira providência, antes de levá-lo ao veterinário, é fazer com que ele vomite o veneno.

Para isso, você pode usar:

ÁGUA OXIGENADA 10vol.:

Dê a água oxigenada numa seringa de injeção: 5ml para gatos (1 colher de chá bem cheia) e 10ml para cães (1 colher de sopa bem cheia). O animal vai vomitar e expelir o veneno.

DETERGENTE NEUTRO:

Se você não tiver água oxigenada, dissolva um dedinho de DETERGENTE NEUTRO num copo de geléia e dê ao animal na mesma quantidade que a água oxigenada: 5ml para gatos e 10 ml para cães.

ÁGUA MORNA SALGADA:

Dar 1 colher de sopa bem cheia.

ATROVERAN – Farmácia de humanos:

DEPOIS que o animal vomitar, dar o remédio Atroveran – 1 gota por quilo de peso do animal – de 6 em 6 horas.

ENTEREX: - vendido em Pet Shop. Dar conforme as instruções da bula.
.../...

Tanto o comentário transcrito quanto este texto ficam à consideração dos leitores que, todavia, nas situações concretas, devem avaliar bem a situação e actuar com prudência (o que pode muito bem significar NUNCA dar água oxigenada pura...)

Aproveito para fazer um apelo:

Acabemos com as Atrocidades contra Animais: Assine a Petição

Conheça toda esta história de Horror"

terça-feira, 11 de abril de 2017

Ecumenismo dos Corações




Ecumenismo dos Corações e Ecumenismo Divino*²

O Ecumenismo dos Corações é aquele que nos convence a não perder tempo com ódios e contendas estéreis, mas a estender a mão aos caídos, pois se comove com a dor; tira a camisa para vestir o nu; contribui para o bálsamo curativo do que se encontra enfermo; protege os órfãos e as viúvas, como ensina Jesus, no Evangelho segundo Mateus, 10:8; e sabe que a Educação com Espiritualidade Ecumênica tornar-se-á cada vez mais fundamental para o progresso dos povos, porque Ecumenismo é Educação aberta à Paz; para o fortalecimento de uma nação (não para que domine as outras). (...) Ao passo que o Ecumenismo Divino é o contato socioespiritual entre a criatura e seu Criador. (...) Portanto, falo da universalização do Ser Humano que se integra na sua origem divina, tornando-se o Homem-Vertical, quer dizer, o Homem-Espiritual, ou mais: o Homem-Espírito. É o fim do império da matéria, pela pura e simples compreensão de que ela não existe (porquanto o próprio átomo é cheio de espaços vagos) — embora assim talvez não o seja em outras frequências a ser mais bem investigadas ou, mesmo, descobertas. Um desafio à instigante mecânica quântica. Daí eu já ter afirmado que matéria também é Espírito*³.

___________
*1 “Ecumenismo Irrestrito” e “Ecumenismo Total” são expressões criadas por Alziro Zarur.

*2 “Ecumenismo dos Corações” e “Ecumenismo Divino” são definições grafadas por Paiva Netto.

*3 Matéria também é Espírito — Leia também no livro Reflexões da Alma, do escritor Paiva Netto, a citação na página 50, edição pocket.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Receita para a PAZ_ * O Novo Mandamento de Jesus

Tratado do Espiritualmente Revolucionário 
Novo Mandamento de Jesus
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"Ensinou Jesus, o Cristo Ecumênico,  

o Divino Estadista:

13:34 Novo Mandamento vos dou: 

Amai-vos como Eu vos amei. 
13:35 Somente assim podereis ser reconhecidos 

como meus discípulos, 
se tiverdes o mesmo Amor uns pelos outros.
15:7 Se permanecerdes em mim e as 

minhas palavras em vós permanecerem, 
pedi o que quiserdes, e vos será concedido. 
15:8 A glória de meu Pai está em que deis muito fruto;
 e assim sereis meus discípulos. 
15:10 Se guardardes os meus mandamentos, 

permanecereis no meu Amor; 
assim como tenho guardado os mandamentos
 de meu Pai e permaneço no Seu Amor. 
15:11 Tenho-vos dito estas coisas a fim de 

que a minha alegria esteja em vós 

e a vossa alegria seja completa. 

15:12 O meu Mandamento é este: 

que vos ameis como Eu vos tenho amado. 

15:13 Não há maior Amor do que doar a própria 

Vida pelos seus amigos. 
15:14 E vós sereis meus amigos se fizerdes o que 

Eu vos mando. 
15:17 E Eu vos mando isto: amai-vos como 

Eu vos amei. 
15:15 Já não mais vos chamo servos, porque o 

servo não sabe o que faz o 
seu senhor. Mas tenho-vos chamado amigos, 
porque tudo quanto aprendi com meu Pai vos tenho 

dado a conhecer. 
15:16 Não fostes vós que me escolhestes; pelo contrário, 

fui Eu que vos escolhi e vos designei para que vades 

e deis 
bons frutos, de modo que o vosso fruto permaneça, 

a fim de que, 
tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, 
Ele vos conceda. 
15:17 E isto Eu vos mando: que vos ameis como 

Eu vos tenho amado. 
15:9 Porquanto, da mesma forma como o Pai me ama, 

Eu também vos amo.
Permanecei no meu Amor.''

Reunido pelo Irmão Paiva, consoante o 

Evangelho do Cristo de Deus, 
segundo João, 13:34 e 35; 15:7, 8, 10 a 17 e 9.

Pela Liberdade de Expressão! Ainda a temos?





Exclusivo! O artigo de filosofia e política que enfureceu o justiceiro da Globo!
Por causa desse artigo, que o Cafezinho publicou em primeira mão em 21 de março de 2016, Sergio Moro está tentando botar Roberto Ponciano, um escritor socialista profundamente erudito, colaborador do blog, na prisão.
Eu o reli e o editei novamente, com cuidado, porque ele acaba de assumir um valor histórico maior.
Leiam e compartilhem! Pela liberdade de expressão!"
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"Moro, Eichman e a banalidade do mal

Por Roberto Ponciano, colaborador do Cafezinho
O mais assustador no que está acontecendo no Brasil não é uma questão apenas política, e ver que em poucos meses, uma democracia que demorou 20 anos para ser reconstruída pode se esfumar. Alain Badiou deixou claro em sua obra, que a negligência, a omissão de quem tem o dever de atuar, dos intelectuais e militantes políticos diante de um Evento é imperdoável. Não é simples omissão, é cumplicidade, é criminoso.
O assustador desta história é que o juiz Sérgio Moro não é um grande ator político, ao fim e ao cabo Moro é um Zé Ninguém (na acepção inclusive reicheana da miséria psíquica), um juiz de visão política turva, nenhuma envergadura intelectual, com inteligência limitada e visão zero de sociedade.
Um mero Eichman, executor das ordens superiores.
No momento não sabemos claramente de quem, mas efetivamente desconfiamos da cumplicidade. De certo, do próprio Janot, o Procurador Geral da República, que deveria ser o defensor da lei, mas tendo conhecimento dos pérfidos grampos de Moro, se não os autorizou, ratificou sua “legalidade”.
O aspecto tragicômico deste enredo é que nem um dos dois, nem Moro, nem Janot, tem qualquer dúvida que estão perpetrando uma ilegalidade. Os grampos nos telefones de Lula, Dilma, Jacques Wagner, Rui Falcão não tem nada que ver com a Lava Jato. Fariam corar de vergonha ou inveja os tribunais de exceção nazistas e o senador Joseph McCarthy. Ambos sabem que as escutas são ilegais e imorais e claramente persecutórias de um partido.
Hannah Arendt, ao acompanhar o julgamento de Eichman, cunhou a famosa frase, que resume toda uma teoria: “o mal é estrutural”.
O mal se torna banal quando um simples burocrata medíocre como Eichman é capaz de, sem sentir culpa ou remorso, fazer parte da engrenagem do mal.
Moro é Eichman, um burocrata medíocre, de passado obscuro e de futuro tenebroso. Não entra na história como herói, mas pela porta dos fundos, como um obscuro juiz camisa negra, cujo único objetivo é despachar os vagões cheios de prisioneiros vermelhos. Para que o mal seja banalizado, como nos ensinou Levinas, é fundamental que o inimigo seja desumanizado.
Em todos os julgamentos de tribunal de exceção, antes de tudo é necessário retirar a humanidade do outro. E para que não tenham dúvida, não estou falando só dos tribunais nazistas e fascistas. O mesmo simulacro de tribunal foi usado nos julgamentos de Moscou e em outros tribunais “revolucionários”, que não julgaram os indivíduos e seus crimes, mas suas ideias.
Moro não está investigando nenhum crime. Seus atos deixaram de ter qualquer resquício de legalidade há muito tempo, e ele não se importa em autorizar gravações ignóbeis e as ceder (sabe-se lá em que condições) à maior rede de conspiração do Brasil (a TV Goebbels), que precisa repetir uma mentira mil vezes para que ela se transforme em verdade.
Assim, assassinam-se as garantias legais. Nenhum de nós é santo, se grampeassem meu telefone, não sei se iria primeiro para a cadeia ou primeiro para o inferno. Numa sociedade falsamente pudica (uma das características principais do fascismo), até os palavrões ditos em confidência são liberados para um “objetivo maior”.
Desumanizar o adversário, para que o terror fascista prevaleça. É necessário que o adversário seja um cão, uma besta leprosa indesejável, que deve ser chutada e cuspida na rua.
Vermelhos, socialistas, comunistas!
Mas não precisa ser socialista ou comunista. Na sanha fascista do mal, quem estiver contra o fascismo já ganha sua adesão incondicional às ideias deste inimigo imaginário.
E tenho bastante moral para gritar contra isto. Quando se começou o linchamento moral de FHC, pelo suposto filho “ilegítimo”, escrevi pequenos textos dizendo que assim nos igualávamos às idiotices do “sítio do Lula”. Como democrata, como socialista, não me interessam as aventuras amorosas de FHC e o que aconteceu com a vida dele. Nem mesmo se ele tem um apartamento em Paris.
Isso é cretinismo. Não se constrói um debate democrático e ideais firmes para um embate político sério assim. Posso sim falar de FHC que ele agora é cúmplice do golpe, quando tinha o dever de denunciá-lo, vítima de 1964 que foi. Com seu aval, o PSDB, partido fundado por ele, embarca na aventura de um golpe de Estado.
No meio desta tragédia, há os “inocentes”. Membros da classe média que se pretendem imparciais, mas que com sua imparcialidade, fazem coro às indecentes violações dos direitos humanos, da privacidade, do vale-tudo. Que correm para futricar as conversas privadas dos PeTistas (estas bestas-feras inimigas da humanidade), fingindo não ver que estas gravações, e seu vazamento, são criminosas. Tudo tirado do seu contexto e repetido ad nauseam para causar o efeito que está causando.
Uma parte da classe média pede “justiça’ a quem rasgou seu papel de defender a justiça, e outra adere à barbárie fascista, agredindo pessoas que julgam adversárias na rua. O povo do “vai para Cuba”. São duas faces da mesma moeda. Assim como a classe média alemã que foi cúmplice e beneficiária do nazismo e só abandonou o sonho do “Reich de mil anos” quando os aliados começaram a bombardear as cidades alemãs.
Não há perdão para esta cumplicidade e covardia.
Há também cumplicidade e covardia de parcela de “esquerdistas”, que num momento de transe histórico e de risco de regressão, sonham que estão às portas de uma Revolução e que Brasília é o Palácio de Inverno. Quixotescos traidores da democracia, que serão os primeiros a serem vitimados.
Vivemos um momento de terror e transe, os próximos dias serão de confrontação de dois campos em disputa pelo futuro do país. Um dos campos tem o juiz medíocre Moro, o conspirador geral da República, Rodrigo Janot, Bolsonaro, Malafaia, Feliciano. A junção do que há de mais perverso é uma ameaça de morte à inteligência.
Num momento tão grave, a maior oferta de cursos universitários não gerou uma juventude com ideias mais avançadas, capaz de defender a democracia e a liberdade.
No local em que eu trabalho, vejo servidores concursados usando trágicas camisas pretas entoarem gritos de guerra pró-Moro, acompanhados de juízes que só pensam no próprio umbigo. Os três estagiários jovens do local em que eu trabalho admiram Bolsonaro e duas disseram que preferem votar em Bolsonaro a votar em Lula.
A mentira dita mil vezes cria um Zeitgest de espírito do tempo às avessas.
Jovens de classe média ou baixa, que passam a acreditar no fascismo como redentor do nada, como redentor do caos que ele mesmo – o fascismo – cria.
Um reles funcionário de quinta categoria, nosso Eichman dos tempos hodiernos, Sérgio Moro, é capaz de liberar os trens para os campos de concentração e tornar uma nação inteira refém dele.
Quando um juiz de uma vara de primeira instância consegue poderes absolutos através da cumplicidade da PGR e da chantagem ilimitada, e se coloca acima da Presidente eleita legitimamente, não é só o governo que se ameaça.
A possibilidade de uma ditadura tecnocrata de burocratas torpes, míopes e obtusos, sem pauta social, sem projeto e no meio do caos de um país dividido, é uma ameaça a todos os democratas.
Devemos defender a democracia pela qual nossos pais sofreram prisão, exílio, tortura e morte, e derrotar o fascismo.
Não consigo me imaginar viver num país onde qualquer Eichman de Curitiba possa golpear uma nação inteira!
Só há um remédio. Temos que ir às ruas e vigiar.

Os fascistas não passarão!"