domingo, 21 de maio de 2017

Respeito, Uma via de mão dupla

Se você NÃO respeita a mulher, da vida dos outros, como quer COBRAR respeito às mulheres da sua vida?

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Entro no ônibus com um velho amigo; me sento no  local  atras do motorista e meu amigo se sentou de frente para mim e para os demais passageiros. Em poucos minutos, vejo-o perpassar os olhos pela sua 'plateia', dá um sorriso e  atira, como se  fosse para mim, mas num volume perfeitamente audível  por cada passageiro:
''... Duas loiras conversando...''
E eu: Epa! Pare já!
Ele insiste:  ''...Duas negras...'
E eu;  Ou você muda isso, ou então fique calado!

De costa,eu sentia na nunca os olhares dos passageiros; a maldita piada ficaria presa no ar e na imaginação dos presentes, e eu furiosa com meu amigo, que não perde a mania de  'platéia'!

Descemos do ônibus, daí a uns poucos minutos e, ao atravessarmos uma rua adjacente a uma rotatória, tivemos que enfrentar uma motorista que não sinalizou sua intenção de virar a esquerda, e com as mãos, sinalizei para ela a confusão que me provocara;
Ao passar por nós, ela atirou um 'Me desculpe'' pela janela e acenei aceitando. enquanto meu amigo que acabara de lascar  um "Tinha que ser uma vaca...!''
Percebendo imediatamente ter acionado novamente minha reação , engasgava , tentando dar validade a sua fala, só se calando quando lhe disse:
_"Você é capaz de matar com as próprias mãos alguém que desrespeite uma de suas filhas, mas não pensa um segundo pra chamar as filhas dos outros de adjetivos pejorativos e ofensivos;
Ou você respeita todas as mulheres da sua vida nas outras, ou é um grandessíssimo  falso e cretino!
Ou você respeita a todos os seres humanos, ou na verdade não respeitas nem mesmo a você!

sábado, 20 de maio de 2017

Gratidão, a mais bela das Virtudes!

Gratidão Á PresindentA Dilma!

                                                      Resultado de imagem para presidenta dilma

''por.:  Márcia Brandão.
4 h
Quero muito agradecer à Presidenta Dilma Rousseff por tudo que realizou em seus governos (confiram no link um pouco do que Dilma fez)! Aproveito para esclarecer que o Programa Ciências sem Fronteiras é do Governo Dilma! Mais Médicos também!
MAS quero agradecer mais ainda a PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF por não ter aceitado toda a corrupção que se instala na política por séculos! (E hoje estamos vendo que a corrupção também está no judiciário. Há a ala podre também na justiça!)
Dilma não compactuou com a escória. Dilma não se omitiu. Dilma não se conformou.
Dilma ENFRENTOU o crime organizado. Avisou: NÃO FICARÁ PEDRA SOBRE PEDRA!
Pagou o preço de SER GOLPEADA, mas possibilitou que toda a podridão viesse à tona.
TEMOS MUITO QUE AGRADECER À PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF! Pois se o Brasil for passado a limpo, devemos isto à grandeza, coragem, honestidade, indignação, força e à nobreza da PRESIDENTA DILMA VANA ROUSSEFF.
MUITO OBRIGADA, QUERIDA!''
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domingo, 14 de maio de 2017

Virgem Maria, Mãe de Jesus Cristo nosso Deus e Senhor

Origem deste artigo



quarta-feira, 16 de setembro de 2015


O ROSTO MATERNO DE MARIA NOS PRIMEIROS SÉCULOS DA IGREJA



Das catequeses de São João Paulo II
Na constituição Lumen gentium, o Concilio Vaticano II afirma que “os fiéis unidos a Cristo, sua Cabeça, em comunhão com todos os santos, convém também que venerem a memória antes de tudo da gloriosa sempre Virgem Maria, Mãe de Jesus Cristo nosso Deus e Senhor” (LG 52). A constituição conciliar utiliza os termos do cânon romano da missa, destacando assim o fato de que a fé na maternidade divina de Maria está presente no pensamento cristão já desde os primeiros séculos.

Na Igreja nascente, a Maria se a recorda com o título de Mãe de Jesus. É o mesmo Lucas quem, nos Atos dos Apóstolos, lhe atribui este título, que, além disso, corresponde a quanto se disse nos evangelhos: “Não é este (...) o filho de Maria?”, se perguntam os habitantes de Nazaré, segundo o relato do evangelista São Marcos (6,3). “Não se chama Maria a sua mãe?”, é a pergunta que refere São Mateus (13,55).
Aos olhos dos discípulos, congregados depois da Ascensão, o título de Mãe de Jesus adquire todo seu significado. Maria é para eles uma pessoa única em seu gênero: recebeu a graça singular de gerar o Salvador da humanidade, viveu muito tempo junto a ele, e no Calvário o Crucificado lhe pediu que exercesse uma nova maternidade com respeito a seu discípulo predileto e, por meio dele, com relação a toda a Igreja.
Para quem crêem em Jesus e o seguem, Mãe de Jesus é um título de honra e veneração, e o seguirá sendo sempre na vida e na fé da Igreja. De modo particular, com este título os cristãos querem afirmar que ninguém pode referir-se a origem de Jesus, sem reconhecer o papel da mulher que o gerou no Espírito segundo a natureza humana. Sua função materna afeta também ao nascimento e ao desenvolvimento da Igreja. Os fiéis, recordando o lugar que ocupa Maria na vida de Jesus, descobrem todos os dias sua presença eficaz também no seu próprio itinerário espiritual. 
Já desde o começo, a Igreja reconheceu a maternidade virginal de Maria. Como permitem intuir os evangelhos da infância, já as primeiras comunidades cristãs recolheram as lembranças de Maria sobre as circunstâncias misteriosas da concepção e do nascimento do Salvador. Em particular, o relato da Anunciação responde ao desejo dos discípulos de conhecer de modo mais profundo os acontecimentos relacionados com os começos da vida terrena de Cristo ressuscitado. Em última instância, Maria está na origem da revelação sobre o mistério da concepção virginal por obra do Espírito Santo.
Os primeiros cristãos captaram imediatamente a importância significativa desta verdade, que mostra a origem divina de Jesus, e a incluíram entre as afirmações básicas de sua fé. Na realidade, Jesus, filho de José segundo a lei, por uma intervenção extraordinária do Espírito Santo, em sua humanidade é filho unicamente de Maria, tendo nascido sem intervenção de homem algum. 
Assim, a virgindade de Maria adquire um valor singular, pois coloca nova luz sobre o nascimento e o mistério da filiação de Jesus, já que a geração virginal é o sinal de que Jesus tem como pai a Deus mesmo. 
A maternidade virginal, reconhecida e proclamada pela fé dos Pais, jamais poderá separar-se da identidade de Jesus, verdadeiro homem e verdadeiro Deus, dado que nasceu de Maria, a Virgem, como professamos no símbolo niceno-constantinopolitano. Maria é a única virgem que é também mãe. A extraordinária presença simultânea destes dois dons na pessoa da jovem de Nazaré impulsionou aos cristãos a chamar a Maria simplesmente “a Virgem”, inclusive quando celebram sua maternidade.


Padre Antônio Piber
Eremitério Franciscano

domingo, 7 de maio de 2017

ROMPENDO A INDIFERENÇA



ROMPENDO A INDIFERENÇA
Padre Antonio Piber

October 4, 2013
Padre Antonio PiberDiocese de ItumbiaraSeminário São Carlos do BrasilIgreja Católica Apostólica Brasileira

Rompendo a indiferença
(Lucas 16,19-31)

      Segundo São Lucas, quando Jesus afirmou “não podeis servir a Deus e ao dinheiro”, alguns fariseus que estavam ouvindo-o e eram amigos do dinheiro “riram dele”. Jesus não se abalou. Logo depois, narra uma parábola desafiadora para que os que vivem escravos da riqueza abram os olhos.


      Jesus descreve em poucas palavras uma situação avassaladora: Um homem rico e um homem mendigo vivem próximos um do outro, estão separados pelo abismo que há entre a vida de opulência insultante do rico e a miséria extrema do pobre.


      O relato descreve aos dois personagens destacando fortemente o contraste entre ambos. O rico anda vestido de púrpura e de linho finíssimo, o corpo do pobre está coberto de chagas. O rico banqueteia-se esplendidamente não só nos dias de festa, mas diariamente, o pobre está atirado em sua porta, sem poder comer o que cai da mesa do rico. Só os cães que vêm buscar alguma coisa no lixo se aproximam para lamber suas chagas.


      Não se fala em nenhum momento de que o rico explorou ao pobre ou que o maltratou, ou desprezou. Dir-se-ia que não fez nada mal. No entanto, sua vida inteira é desumana, pois apenas vive para seu próprio bem estar. Seu coração é de pedra. Ignora totalmente o pobre. O tem diante dos olhos mas não o vê. Ele está aí mesmo, enfermo, faminto e abandonado, mas não é capaz de cruzar a porta para tomar conta dele.


      Não nos enganemos. Jesus não está denunciando apenas a situação da Galilea dos anos trinta. Está tentando sacudir a consciência de quem de nós que temos nos acostumados a viver na abundancia tendo junto à nossa porta, ou à uma hora de vôo, pessoas e povos inteiros vivendo e morrendo na miséria mais absoluta.


      É desumano encerrar-nos em nossa “sociedade do bem estar” ignorando totalmente essa outra “sociedade do mal estar”. É cruel seguir alimentando esta “secreta ilusão de inocência” que nos permite viver com a consciência tranquila pensando que a culpa é de todos por isso não é de ninguém e menos ainda que seja nossa, que seja minha, que seja tua.


      Nossa primeira tarefa é romper a indiferença. Resistir-nos a seguir desfrutando de um bem estar vazio de compaixão. Não continuar isolando-nos mentalmente para deslocar a miséria e a fome que há no mundo para um longínquo e abstrato lugar, para poder assim viver sem ouvir nenhum clamor, gemido ou pranto.



      O Evangelho pode ajudar-nos a viver vigilantes, sem tornar-nos cada vez mais insensível aos sofrimentos dos abandonados, sem perder o sentido da responsabilidade fraterna e sem permanecer passivos quando podemos agir

domingo, 30 de abril de 2017

Padre passou a compreender Bíblia

''Padre passou a compreender Bíblia
Entre os tantos seguidores da doutrina do Ayahuasca no Distrito Federal, há, inclusive, um padre. Antônio Piber conta que chegou até o chá durante uma crise que teve e uma série de questionamentos quanto às palavras que pregava na igreja. 
“Eu compreendi verdades da Bíblia. Compreendi a Virgem Maria. Compreendi o papel dela. Eu compreendi aquilo que o Chico Xavier disse: a hóstia é uma luz que o padre dá, e quem recebe se encaminha para a luz de Deus. E eu celebrava a missa sem ter essa compreensão. É uma experiência difícil de explicar”, lembra o padre. 
Visão do Preto Velho
Em uma das sessões de Ayahuasca, conta Antônio Piber, chegou a ver, inclusive, um Preto Velho. “Eu estava indo ao banheiro e senti que tinha alguém ali e era um trabalho fechado. E essa presença era humana, de verdade. Não era incorporado”, lembra. 
Ele acrescenta que, nesse dia, só havia quatro pessoas no local. “E eu me virei e, então, vi o Preto Velho, o ser de luz. E esse ser de luz se levantou, juntou as mãos e disse: ‘a benção, padre’. E eu concedi a benção. E era um período em que eu estava em crise, repleto de preconceitos. Nesse momento, percebi isso”, salienta o padre Antônio Piber.''

domingo, 23 de abril de 2017

Verdadeira Aula de Teologia



‘’Fora da igreja não há salvação ?
A necessidade da Igreja para a salvação


       Pe. Antônio Piber
                   

     
O tema da necessidade da Igreja para a salvação impõe-se com urgência quando alguns usam o axioma “Extra Ecclesiamnullasalus”(escrevendo errado o latim e atribuindo-o, com equivoco, a Santo Agostinho) numa perspectiva excludente e negativa, o que é surpreendente, pois se compreendermos de fato que “fora da Igreja não há salvação”, cabe a pergunta: onde está a verdadeira Igreja que salvaria?Nos ortodoxos? Nos romanos? Nos Brasileiros? Nos Reformados? Se é um fato, como fica o “onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome eu estarei no meio deles” (Mt 18,20)?
E qual igreja é a tal que fora dela não há salvação? Já que são muitas as denominações (mesmo católicas), cada uma se arvorando a mais “única” e a mais “verdadeira”. Jesus disse que viriam alguns “falsos profetas” que diriam que “o Reino de Deus está aqui, o Reino de Deus está ali”, mas o que não compreendem, não querem perceber, na sua soberba e egoísmo, é que “o Reino de Deus está no meio de vós” (Lc 17,20-25).
Importa perguntar-nos se, de fato, compreendemos Jesus como pleno e suficiente Salvador, ou se continuamos buscando subterfúgios idolátricos para não O aceitarmos de fato? Importa também nos interrogarmos sobre a posição da cristandade em face do mundo que a rodeiae que serviço ela, e nós, como Seus ministros, queremos ou não prestar, se estamos no mundo imitando Jesus “como aquele que serve” (Lc 22,26) ou se queremos nos servir, condenando-nos nós mesmos ao inferno?
Este é um problema teológico que suscita um inquérito histórico positivo. Assim que, ao citarmos “extra Ecclesiamnullasalus”, deveríamos ser levados a interrogar-nos sobre o seu sentido e contexto original, se não correremos o risco de que nos seja imputada a pecha da ignorância, da arrogância e da má vontade e de usarmos um dos Santos Padres, um dos Bispos Mártires da maior grandeza, para apenas tentar justificar nossos preconceitos anti-ecumênicos.
Pois bem, vamos a São Cipriano: esta fórmula surgiu no contexto das perseguições, das provações infligidas pelo Impero Romano aos cristãos e às cristãs, e ela se situa na perspectiva da parusia iminente. O contexto é o conflito entre a igreja do Norte da África e a igreja de Roma a proposito da validade dos Sacramentos administrados por hereges e cismáticos. São Cipriano defende firmemente a não validade destes Batismos e o dos “relapsos” e justifica sua posição, declarando que “fora da Igreja não há salvação”. Logo, como se poderia pôr o problema dum Batismo válido fora da Igreja? Essa atitude rigorista apoia-se, no entanto, a despeito da formula, sobre um elemento positivo: foi em Cristo que Deus deu a salvação ao mundo; Cristo prolongou esta salvação com a fundação da Igreja; a unidade e a comunhão da Igreja reunida em volta do Bispo é o instrumento da salvação, porque a comunidade dos cristãos é precisamente o local onde se comunicam o Pai, o Filho e o Espirito Santo. Fora dessa unidade, também constituída pela fides integra, não há lugar senão para a obra do anti-Cristo, que semeia a desunião, a discórdia, o ódio, a arrogância e o egoísmo, semeando assim a perdição e anunciando a proximidade do fim do mundo.
A reconstituição exata da origem histórica de um adagio patrístico não traz ainda a clareza desejada, se ao mesmo tempo não se alargar o inquéritoà sua base escriturística e a sua proclamação pelo Magistério. Não basta um dos Santos Padres ter falado, para que tal coisa se torne uma verdade de fé. No que diz respeito a Escritura, ela diz claramente da necessidade da fé e do Batismo, mas também da Vontade salvífica de Deus. O próprio São Paulo ensina que, embora a salvação nunca seja proposta independentemente da Igreja, os não batizados podem misteriosamente participar da redenção de Cristo. Além disso, saliento queexiste uma espécie de pertença anônima a Cristo, pois em Mateus 25,34-40 o Juiz diz àqueles que se encontram à Sua direita: “Vinde benditos de meu Pai, e recebei o reino que foi preparado para vós desde a fundação do mundo. Porque eu tive fome e vós me destes de comer”. A reação dos eleitos merece ser sublinhada: “Senhor, quando foi que o vimos com fome?”. Eles não se lembraram de ter encontrado o Cristo. Então o Rei responde: “Àquilo que fizestes aos mais humildes dos meus irmãos, foi a mim que o fizestes”. Existe, pois, um encontro não explicito, de Cristo, que se produz no momento do encontro com o próximo”. A favor deste cristianismo “implícito”, citamos também o discurso de São Paulo no Aerópago “Venho vos anunciar aquele a quem honrais, sem o conhecerdes” (At 17,23).
A necessidade da igreja romana para a salvação foi formalmente declarada pelo papa Inocêncio III (cf. Denz. 423), mas alguém, em sadia consciência considera válido ou relevante o que este Papa declarou? Também o concilio do Latrão IV (cf. Dens. 430) e Bonifácio VIII, na bula Unam Sanctam, ondeafirmou que quem não se sujeitasse a ele, não iria para o Céu... O concílio de Florença (Denz 570b) afirma: “Nem os pagãos, nem também os judeus, os heréticos, os cismáticos possuirão a vida eterna”, no entanto, Jesus Cristo afirmou: “Bem aventurado os misericordiosos porque alcançarão misericórdia. Bem aventurado os puros de coração, porque varão a Deus. Bem aventurado os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus. Bem aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus” (Mt 5,7-10). Não é uma questão de opinião, mas sim de opção...
Para São Cipriano, não havia validade dos Sacramentos ministrados pelos que não estavam em comunhão com a Igreja Católica que ele representava e que era, naquele tempo, a do Norte da África; o Bispo de Roma, para ele, era o lado oposto, a não ortodoxia liberal e moderna. Um clérigo de qualquer denominação separada das outras, que publica esta frase, é no mínimo um equivocado..., se aceitarmos (e publicarmos) o axioma de São Cipriano, devemos aceitar (e publicar) que, de fato, os Sacramentos que ministramos são inválidos e ilícitos e que não somos a Igreja, mas sim um arremedo e que, decididamente, não estamos na salvação...
É preciso com urgência que se coloque a lume a doutrina do Evangelho, que os novos tenham humildade para aprender dos mais velhos e que todos estudemos, estudemos a sadia Teologia e, sobretudo, que tenhamos uma radical experiência ecumênica e arregacemos as mangas, colocando os pés no chão na pastoral e na missão, parando de perder tempo com picuinhas na internet... Que façamos sempre de novo, diuturnamente, uma leitura orante da Bíblia, como lectio divina, principalmente dos Escritos Apostólicos. E que no estudo da Teologia, se tome muito a serio a teologia do Batismo como incorporação em Cristo, na Ireja de Cristo, independente do nome que ela assuma.
Ora, todos os batizados em Cristo, ficam incorporados á Igreja de Cristo, independente do nome que ela tenha. Isto alarga a perspectiva da problemática respeitante aos membros da Igreja e á salvação “fora” da Igreja, se não for assim, somos obrigados a reconhecer que as Igrejas não romanas, não são verdadeiramente a Igreja, mas sim, para usar uma expressão do então cardeal Ratzinger: “São apenas comunidades religiosas” (Dominus Iesus, 3).Cito aqui a feliz expressão do papa Pio XI, quando em alocução a 9 de janeiro de 1927, lembrava que “os pedaços arrancados a uma rocha aurífera, contém também ouro” (Osserv. Romano, 10-11, jan. 1927).
Convido a que reconheçamos o agir de Deus nas outras Igrejas e nas outras religiões, e a sabermos que “o Espirito sopra onde quer” (Jo 3,8).
Mas o que a Bíblia diz exatamente sobre os aspectos subjetivos exigidos pela obtenção da salvação? Em primeiro lugar, aquele e aquela que possui o amor e a caridade, possui tudo, conforme Mateus 22, 35-40; Romanos 13,9ss; Mateus 25,31-46, Primeira aos Corintos 13 (sobretudo o versículo 13) e a Primeira Joao 4. A atitude para com o próximo é decisiva para a salvação, este é o maior ensinamento da Parábola do Bom Samaritano (cf .Lc 10,30-37). Mas a Escritura ensina que nenhum homem ou mulher possui realmente esta caridade, por que todos somos prisioneiros de nosso egoísmo. É esta a razão porque todos e todas deveríamos ser condenados (cf. Rm 3,23). Contudo, isto só não acontece devido a superabundância da graça de Cristo, de Seu amor incondicional por nós todos e todas, os pecadores e as pecadoras. A caridade é, pois, determinante, e quem não tiver amor no coração e não tiver uma caridade prática, não se salva, independente de estar nessa ou naquela Igreja, nessa ou naquela religião; mas como ela, a caridade, não é suficiente, devemos crer, devemos ter fé em Jesus e o aceitarmos como Nosso Salvador. Esta fé é o reconhecimento cheio de amor da impotência do homem e da mulher e é, consequentemente, a abertura à ajuda de um Outro. Toda a humanidade vive desse serviço de complementariedade realizado por Jesus Cristo. A vocação da Igreja é também participar nele, servindo. Ela não é um clube de salvação fechado em sim mesmo, mas sim a comunidade daquelese daquelas que são chamados e chamadas a colocar-se ao serviço da multidão. É isto que São Paulo, os Santos Padres, e os Teólogos da Libertação, tão incompreendidos, tentaram nos ensinar... É impossível negar o discurso inaugural do Evangelho na sinagoga de Nazaré: “O Espirito de Deus está sobre mim, para anunciar uma boa nova de libertação aos pobres” (Lc 4,16-30).
“A religião pura e sem mácula aos olhos de Deus e nosso Pai”, afirma o Apóstolo Tiago “é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas aflições, e conservar-se puro da corrupção do mundo” (Tg 1,27), “porque os olhos do Senhor estão sobre os justos e seus ouvidos, atentos a seus rogos; mas a força do Senhorestá contra os que fazem o mal” (Tg 3,12). E o que é a salvação? É livrar-se dos pecados? Se é, “a caridade cobre a multidão dos pecados”( Tg 4,8).
A graça proveniente de Deus não atua só ocasionalmente e para uns privilegiados, Deus não têm preferidos, pois “reconhecemos que Deus não faz acepção de pessoas, mas sim que em todas as nações lhe é agradável aquele que pratica a justiça” (At 10,34). Praticar a justiça é o que a Deus lhe agrada? Isto resolve radicalmente a questão da salvação dos e das que estão “fora” da Igreja e daqueles e daquelas que ignoram a mensagem evangélica. Sim, ele ou ela não é desta nação/igreja, mas “pratica a justiça”, pois bem, ele ou ela agrada mais a Deus do que os e as que dizem “Senhor, Senhor”, “pois não é o que diz Senhor, Senhor que irá para o Céu, mas o que faz a vontade de Deus” (Mt 7,21-23)... Quando uma mulher do povo exclama que “os seios que amamentaram” Jesus são benditos, ele contesta que “mais feliz é quem houve a Vontade de Deus e a pratica” (Lc 8,21). “Quem observa os Seus Mandamentospermanece em Deus e Deus nele. É nisto que reconhecemos que ele permanece em nós: pelo Espirito Santo” (1Jo 3,24b).
Naturalmente que a distinção (e não a separação, pois ela não há) entre a ordem natural e a ordem sobrenatural, fica preservada. A salvação é uma graça oferecida, não pela própria existência humana, mas em virtude da Vontade de salvação de Deus, absolutamente livre, mas real, que se estende a todos os homens e a todas as mulheres, sem exceção. Com a morte de Jesus Cristo “o véu do templo se rasgou de cima abaixo” (Mc 15,37-38), demonstrando que não há mais separação entre o Santo dos Santos e o “pátio dos gentios”.
Se não, estão condenadas as crianças mortas sem batismo? E os Profetas e as Santas Mulheres do Antigo Testamento?
Compreendo que a dificuldade em ter um espirito ecumênico e liberto, misericordioso e solidário e usam estas frases isoladas, fora do contexto e da intenção do autor, leva a estes erros. No entanto, peço que tomemos cuidado, pois um dia esta prática poderá se voltar contra nós e poderemos ouvir de Jesus o “afastai-vos de mim, malditos, ide para o fogo eterno, destinado ao demônio e aos seus anjos”... (Mt 25, 41), pois ao “bom ladrão” Jesus disse: “ainda hoje estarás comigo no paraíso” (Lc 23,43) e perturbadoramente afirmou que “Sodoma, no dia do juízo, será tratada com menos rigor do que Cafarnaum” (cf. Mt 11,24), Sodoma, a que “será tratada com menos rigor”, nós sabemos o que é, mas e Cafarnaum? Além de ser a cidade de São Pedro (cf. Mc 1,29), é a dos “fariseus hipócritas” (cf. Lc 10,13-15). Se os nossos critérios de salvação são esses, estejamos atentos, pois não seria de nós que Jesus Cristo teria dito que “os ladrões e as prostitutas os precederão nos reino dos Céus” (Mt 21,31)?
Penso que Jesus Misericordioso está querendo abrir largamente as portas do Reino, a “Casa do Pai” mas alguns, infiéis porteiros e maus pastores, “servos inúteis” (cf. Lc 17,5-10)insistem em fechá-la... “ai de vós hipócritas, que não entram e não deixam ninguém entrar” (Mt 23,13).
“O amor vem de Deus e todo o que ama conhece a Deus e é nascido de Deus” (1Jo 4,7).
“Caríssimos, se a nossa consciência não nos censura, temos confiança diante de Deus” (1Jo 3,21).

Nossa Senhora, Mãe da Igreja, rogai por nós!’’


Por Pe. Piber

Um amigo Padre Sagrado a Bispo

Desde quando acessei o velho orkut, conheci uma pessoa muito especial, a quem adquiri um enorme respeito e admiração. Tempo vai, tempo vem, muitas mudanças, e acabamos evoluindo nas redes sociais, até chegar no facebook, e lá estava ele.
Muitas histórias, muita água passando por baixo das pontes da vida. Os amigos davam uma sumida, e volta e meia nos encontramos  novamente.
E tem amigos que quando aparecem  só nos causam alegrias!
HOJE FUI NOVAMENTE SURPREENDIDA por esse querido amigo, cuja virtualidade, não difere em nada todo o sentimento que nutro por sua pessoa, pelo contrário só faz crescer.
Bom, amigos, eu falo da pessoa de um padre, e já adianto que eu não sou católica, e esse fato se explica pela genialidade desse  personagem, coisa que vocês poderão conferir, logo mais, quando eu  compartilhar aqui a sua mensagem de hoje.

Agradeço a jesus, por colocar entre nós os humanos, pessoas tão especiais como esse mensageiro Dele:


" Padre'Antonio Piber
22 de abril às 09:32 ·
Caros amigos e amigas, como é costume, antes da sagração de um bispo, divulga-se uma pequena biografia do Eleito:
Curriculum de Dom Piber
Dom Piber, nascido Gelson Antonio Piber, na cidade de Mata, RS, a 24 de maio de 1962, filho de Ellimar Piber e Teresa Hilda Schopf Piber, já falecidos, com quatro irmãos e cinco irmãs, cresceu em uma família ecumênica na qual seus parentes eram católicos, luteranos e anglicanos, convivendo com o ecumenismo não teórico, mas praticado no dia a dia.
Estudou o primário e o secundário em Mata, RS, cursando História em Porto Alegre no inicio dos anos 80, em 1986 ligou-se à a Fraternidade Missionária Ecumênica (hoje extinta), na qual fez estudos teológicos com formação na Faculdade de teologia do Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro e na Escola Superior de Teologia (da Igreja Luterana) em São Leopoldo, RS.
Fez missões populares no Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Maranhão, Pará, Bahia, Rio Grande do Norte e Ceará e trabalhou como Missionário no Uruguai, Argentina, Angola e nos Estados Unidos.
Ordenado Sacerdote por Dom Roberto Garrido Padin em 2008, em Salvador, BA, foi Cura da Catedral, Vigário Geral do Nordeste, Coordenador Estadual do CONIC-BA e Pároco em São Gonçalo, RJ, posteriormente nomeado Administrador Diocesano de Itumbiara, GO, e organizador e Reitor do Seminário São Carlos do Brasil, trabalhou como missionário entre os ciganos Calons do Sul de Goiás.
É professor de teologia, escritor e conferencista e missionário.
Foi professor de História e Coordenador Estadual das Escolas da Febem, no Estado do Rio Grande do Sul.
Ativista dos Direitos Humanos, foi Conselheiro Estadual da Fraternidade Cristã de Doentes e Deficientes (do RS) e Conselheiro Nacional dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes e do Conselho Nacional para a Livre Orientação Sexual do Governo Federal.
Pós graduado em História, é Doutor em Teologia, pela Escola Superior de Teologia-EST, com a Tese “Cartas de Paulo: o Evangelho Subversivo”. Em 2005 e 2007, a convite da ONU, fez conferências sobre Direitos Humanos no Canadá e nos EUA; em 2007 foi agraciado com o internacional Prêmio Phenix (Phenix International Award), da Metropolitan Community Church, que contempla serviços relevantes prestados na Área dos Direitos Humanos.
Fundador do Mosteiro Domus Mariae, recebeu a bênção abacial a 15 de maio de 2016.
Atualmente Abade do Mosteiro Domus Mariae, em Goiás, Secretário do Arcebispado do Rio de Janeiro e Reitor do Seminário São João da Cruz.
Ingressou na Igreja Apostólica Vetero Católica do Brasil-Fidelitas em 2015, sendo eleito Primeiro Bispo de Goiás a 15 maio de 2016.

*Parabéns Padre Antonio Piber! Que Jesus o ilumine sempre na sua caminhada iluminando almas!

quarta-feira, 19 de abril de 2017

O TEMPO É O AGORA


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Por.: Prof:-Vicente Cascione


O TEMPO É O AGORA
Vivi a maior parte da minha vida exercendo o ofício de ensinar. Mas nem sei se consegui transmitir com bons resultados o meu conhecimento aos alunos, primeiro, aos adolescentes no antigo ginásio, e, depois, nas décadas escoadas em espaços universitários.
Agora, penso no tempo perdido como professor. Teria sido melhor, para mim, aproveitá-lo aprendendo mais.
De minhas múltiplas ignorâncias e dúvidas, algumas eram superáveis, outras evidentemente, não. Mas, quanto mais eu pudesse pensar e conhecer, mais minha mente seria fértil e floresceria.
Mal ensinei o que eu sabia, e, tragicamente faltou-me ensinar tudo quanto não pude saber.
Com tristeza, preocupação e desânimo, vejo a ânsia de aprender ir murchando na mente de algumas pessoas, levando-as a um tipo de jejum intelectual, de anorexia cerebral. Quando alguém diz: deu branco! fez uma constatação de que algo guardado em sua memória, ou em seu conhecimento, apenas resolveu esconder-se momentaneamente.
Mas parece haver, nesta pós-modernidade retrógrada, uma intenção crescente de fazer desse branco não apenas um fenômeno ocasional, lapso de memória, simples esquecimento inesperado, e, sim, uma deliberada vontade de criar e cultivar o branco, o vazio, o oco, o vácuo nas moradas baldias da mente.
Quem não quer pensar, e aprender por livre e espontânea vontade...tudo bem. Mas, para os desprovidos e excluídos da oportunidade de saber, nada bem!
De qualquer modo, cérebros vazios, por escolha pessoal, ou em razão de dificuldades dominantes, não produzem bons pensamentos, raciocínios lógicos, argumentos sólidos, opiniões consistentes, e escolhas ou descobertas de caminhos úteis, corretos e precisos para a condução da vida nesse estágio de nossa condição humana sempre longínqua do plano ideal, e distanciada da perfeição.
O angustiante dilema, para alguém diante de sua própria existência, é como encarar o tempo, essa areia fugidia vazando no funil das ampulhetas. Enquanto os pequeninos grãos do passado aumentam de volume no espaço inferior, a areia do presente escoa minguando a cada segundo.
Os homens imaginam estar a construir o futuro, e esquecem-se do minuto fatal que o interrompe em seu imaginário advento.
Temos a idéia de que o curso do tempo colocará as coisas em ordem, dando-nos a possibilidade de pouco a pouco edificarmos o futuro. Na verdade não existe um dia seguinte tutelado por ninguém. È em cada instante imediato que nos cabe por ordem em nós mesmos, em cada átimo de tempo.
O filósofo Krishnamurti narra a história de um discípulo que se aproximou de Deus para pedir que lhe fosse ensinada a verdade. O pobre Deus, exausto, disse-lhe: -“ Meu amigo, hoje faz muito calor, e eu te peço que me traga um copo d’água”.
O discípulo saiu em busca de água, bateu numa porta e foi atendido por uma linda e jovem mulher. Ambos cegaram de encantamento, amaram-se, casaram-se e tiveram muitos filhos.
Certo dia, as nuvens explodiram em chuva torrencial. E choveu. E choveu com a intensidade dos dilúvios. Inundaram-se as ruas, as correntezas cresceram, casas foram arrastadas, e aquele discípulo, em desespero gritou diante de Deus: - “Senhor, vem em nosso socorro!”
E Deus lhe respondeu: - “Onde está aquele copo d'água que eu lhe tinha pedido ?”
Nós cremos que o tempo nos permite o passo a passo. Diante de um perigo imediato que nos ameaça, o tempo parece desaparecer. A nossa ação é imediata E nós não notamos os outros incontáveis perigos que pairam sobre nós e nos rondam e são nossos problemas de solução adiada porque inventamos o tempo como meio para resolvê-los.
O copo d’água e a chuva torrencial foram fatos imediatos. Ensinaram a verdade. O tempo do gesto, de nos encontrarmos, e de nos colocarmos em ordem diante de nós mesmos, é sempre o agora. Com a divisão de passado, presente e futuro, invenção nossa, o tempo nos engana. Existe o agora de cada átimo de segundo. Só esse tempo é real. É o tempo de ser o que somos.




Prof: Vicente Cascione

terça-feira, 18 de abril de 2017




SEMPRE lindo, sempre verdadeiro, sempre atual, só para não esquecer, publico novamente:
Nasceste no lar que Precisavas; 
Vestiste o Corpo Físico que merecias;
Moras onde melhor Deus te proporcionou,
De acordo com teu adiantamento;
Possuímos os recursos financeiros coerentes com as tuas necessidades,
Nem mais, nem menos, mas o justo para as tuas lutas terrenas;
Teu ambiente de trabalho é o que elegeste espontaneamente para tua realização;
Teus Parente e AMIGOS, são as almas que atraíste, com a tua própria afinidade;
Portanto, teu DESTINO está constantemente sob teu controle,
Tu escolhes, eleges, atrais, buscas, expulsas, modificas,
Tudo aquilo que te rodeia a existência;
Teus pensamentos e vontades
São a chave de teus atos e atitudes,
São as fontes de atração e repulsão na tua JORNADA, vivência;
Não reclames nem te faças de vítima;
Antes de tudo, analisa e observa;
A mudança está em tuas mãos,
Reprograma tuas metas,
Busca o bem e viverás melhor,
Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo
Qualquer um pode começar agora e fazer um Novo Fim.
Chico Xavier

domingo, 16 de abril de 2017

Animais em condomínio: um confronto entre o direito privado e as regras de convivência.


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Animais em condomínio: um confronto entre o direito privado e as regras de convivência.

Com o aumento do número de empreendimentos imobiliários como os condomínios residenciais nas cidades, tem sido recorrente a incidência de problemas envolvendo animais domésticos. Algumas convenções condominiais regulamentam permitem a utilização das áreas comuns pelos bichos, outras a proíbem. Mas o que é certo? Como devem agir os condôminos em casos de problemáticas envolvendo os animais?
Tramita no Congresso Nacional um projeto de lei em fase de conclusão que modifica a natureza jurídica dos animais no Brasil, e, se aprovado, não mais serão tratados juridicamente como bens móveis ou coisas, mas como “sujeitos de direitos”, intermediários entre os bens e as pessoas. Faço a observação para demonstrar que, assim como a sociedade evolui em suas relações, nosso ordenamento jurídico, o direito, também evolui. Os valores e a consciência humana modificam-se de forma perene.
A Constituição Federal, o mandamento mais importante na hierarquia das leis, prevê em seu conteúdo o direito a existência digna, à propriedade privada, à defesa do meio ambiente etc. No conceito de meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, enquadra-se a proteção aos animais e ninguém pode estar acima dos ditames da Constituição.
Nosso Código Civil brasileiro prevê que é direito dos condôminos, usar, fruir e livremente dispor de suas unidades autônomas. Em contrapartida, determina a observância do dever de dar às partes do condomínio a mesma destinação que tem a edificação, e não as utilizar de maneira prejudicial ao sossego, salubridade e segurança dos possuidores ou aos bons costumes.
Pois bem. Como em toda relação interpessoal humana, deve haver bom senso e equilíbrio no sopesamento entre os valores envolvidos. O direito de um termina onde começa o direito do outro. As unidades autônomas e as áreas em comuns dos condomínios, para o bem-estar de todos, devem estar limpas e higiênicas. Os cães que latem de forma reiterada durante longos períodos, em regra, estão enfrentando problemas de maus tratos, como confinamento, falta de água ou de comida, podem estar amarrados, presos etc. As situações peculiares nesses casos devem ser analisadas e se for o caso, denunciadas aos órgãos competentes. A utilização dos elevadores pelos animais e seus donos deve ser tratada de forma razoável e equilibrada, garantindo um saudável conviver.
No que se refere aos animais em condomínios, restringir o direito de ir e vir dos condôminos, limitar o direito de utilização da propriedade, atentar contra o princípio da dignidade das pessoas e não observar a escala de hierarquia das leis pode ser enquadrado como constrangimento ilegal, crime tipificado pelo Código Penal brasileiro com previsão de pena de detenção ou multa.
Desde que devidamente equilibradas, as normas de sadia convivência devem ser estabelecidas e sua efetivação observada. Parece-nos sereno concluir que as convenções condominiais que prevejam cláusulas de proibição de animais são nulas de pleno direito. Diante de algum problema referente em seu condomínio, utilize-se sempre do bom senso e procure auxílio de um especialista.

Carlos Renato Lira Buosi, advogado e membro da Comissão de Defesa e Direito dos Animais da 12ª Subseção OAB/SP.

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 — em  OAB 12ª Subseção.