domingo, 4 de junho de 2017

TIRADENTES

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 TIRADENTES
   POR .:(Marcos Cunha)
Há tantas histórias na História da vida que, esta, por vezes, diverte-se ao plagiar suas próprias obras. Mas, como não existem plágios perfeitos, também não é minha intenção comparar as personalidades dos personagens destacados nesta redação, que viveram em épocas tão diversas.
São dois os personagens. Ambos possuíam barbas longas e cabelos compridos. Um nasceu em São José, vilarejo que atualmente leva o seu nome, na capitania de Minas Gerais, em 1746. Filho de pais pobres, foi um menino igual a qualquer outro.
O outro, nasceu numa terra distante no tempo e no espaço. José era o nome do seu pai, hoje conhecido como São José. Teve por berço apenas algumas palhas de uma manjedoura. Pobres, seus pais o criaram como um menino igual a qualquer outro.
O primeiro personagem chamou-se Joaquim José. O segundo chamou-se Jesus de Nazaré. Joaquim era seu avô e José era seu pai.
Joaquim José: abandonou a profissão de dentista para abraçar a 6ª. Companhia de Dragões da Capitania de Minas Gerais, ocupando o posto de Alferes. A honestidade e a coragem marcaram, sempre a sua conduta, porém a injustiça, com que os homens (brasileiros) eram tratados pelo reino Português, acendeu idéias em sua cabeça. Idéias de liberdade, às quais ele se apegou e propagou.
Jesus de Nazaré: abandonou a profissão de carpinteiro para abraçar a companhia dos homens do povo e ocupar seus corações. Bondade e coragem sempre marcaram sua conduta, porém a injustiça a que eram submetidos os homens (judeus), fez com que ele expusesse suas idéias, às quais o povo se apegou e propagou.
Joaquim José expôs suas idéias a alguns companheiros e estes o apoiaram. Assim, ficou resolvido que, no dia da “derrama”, como era chamada a cobrança de impostos atrasados, seria o “batizado” – como convencionou-se chamar a rebelião. Os adeptos aumentaram e entre eles estava o coronel Joaquim Silvério (JS), pessoa de reputação duvidosa que só foi aceito pelo fato de haver contraído enorme dívida com o reino de Portugal e, com a liberdade, julgava-se que suas contas seriam saldadas, podendo vir a ser, com isso, fiel à causa. Porém os planos de Joaquim Silvério eram outros. Assim, de posse de todas as informações, na noite de 15 de março de 1789 trocou o perdão para as suas dívidas pela cabeça do seu Líder por um punhado de moedas. Nesse instante crucial Joaquim José, o líder, estava ausente dos seus companheiros. Tinha ido ao Rio para conseguir apoio da guarnição carioca.
Jesus de Nazaré, tendo exposto suas idéias, foi seguido pelos companheiros. Derramou sua sabedoria sobre os homens e foi batizado, como era costume. Os adeptos aumentaram e entre eles estava Judas Scariotes (JS), pessoa de reputação duvidosa, mas que foi aceito, de braços abertos, por haver contraído enorme dívida com o reino dos Céus e, por isso mesmo, mais necessitado estava de AMOR. Poderia remir suas faltas com a obtenção do perdão das suas dívidas. Vindo a ser útil à causa do Mestre. Porém os planos de Judas Scariotes eram outros. Assim, mesmo de posse de todo o conhecimento, na noite fatídica, trocou a cabeça de seu Mestre por um punhado de moedas (30). Nesse instante crucial, Jesus estava ausente dos seus irmãos. Tinha se retirado para o Horto das Oliveiras, onde orava e pedia apoio a seu Pai.
Uma patrulha saiu em busca de Joaquim José e o prendeu, sem que houvesse reação por parte dele. Todos os outros negaram participação na revolta. Chamando para si toda a culpa, num inquérito que durou três longos anos, Joaquim foi condenado à morte na forca e a sentença dizia: “Que seu corpo seja esquartejado e seus pedaços colocados em lugares visíveis, nas praças freqüentadas por ele. Seus bens confiscados, sua casa destruída e o salgado solo, para que ali não mais se edificasse. Sua família amaldiçoada até a 5ª. geração.” – A intenção era torná-lo um exemplo para quem ainda ostentasse idéias de liberdade. O caminho até a forca, no Largo da Lampadosa, foi curto e ele o percorreu com a corda ao redor do pescoço. Foi lida a sentença e seu corpo balançou no madeiro da forca, às 11 horas e vinte minutos do dia 21 de abril de 1792. Esse foi o início da liberdade de um povo.
Longe, no tempo, também houve uma patrulha indo em busca de Jesus de Nazaré. Rendeu-se sem esboçar qualquer reação. Todos O negaram. Foi-lhe atribuída toda a culpa. Julgado sumariamente após uma longa noite de sofrimento, foi condenado a morrer na cruz, por um crime que não cometera. Seu corpo foi flagelado e em sua cabeça foi enterrada uma coroa de espinhos. O caminho até o calvário foi longo e ele o percorreu arcado sob o peso da cruz que levava aos ombros. Lida a sentença, seu corpo ficou suspenso no madeiro num dia em que o céu escureceu e a chuva açoitou a Terra. Seu corpo, ainda hoje, é repartido entre os que freqüentam os lugares de oração. Sua “casa” é santificada, pois foi edificada com o sangue dos justos e humildes. As famílias foram abençoadas por todas as gerações. Morreu para que servisse de exemplo e, no entanto, transformou-se em um símbolo e numa religião. Sua morte foi o início da libertação de toda a humanidade.
Dois caminhos paralelos, dois destinos diferentes, mas um só ideal.
Um, morreu para salvar um punhado de homens. O outro morreu para salvar todos os homens.
Ambos foram traídos, ambos são lembrados. Um chamava-se Joaquim José da Silva Xavier e era filho das terras mineiras, o outro, chamava-se simplesmente Jesus de Nazaré, filho do Deus Vivo.

Lula finalmente faz delação premiada!!



"(Fonte: Revista Fórum)
E Lula, enfim, acerta para fazer delação premiada:
– Dr. Moro, eu faço a delação, mas eu quero os mesmos direitos do Yousseff. Quero ficar com o patrimônio, ficar em casa descansando e receber um percentual de tudo o que a lava a jato “recuperar”. Se for assim eu faço a delação.
– Sr. ex-presidente, se o senhor delatar o Lula aceitamos a sua colaboração e nos mesmos termos do Yousseff.
– Então Dr. Moro, eu vou poder finalmente ganhar o triplex, o sítio de Atibaia e o apartamento de Paris?
– Que apartamento senhor ex-presidente?
– O da Fochs Avenue, tá no nome do FHC mas é meu. Já começando a delação. O apartamento é meu.
– Mas senhor ex-presidente, que provas o senhor tem de que o apartamento é seu?
– Aqui, Dr. Moro, tenho um contrato rasurado e sem assinatura. Tem também duas fotos minhas com o FHC, de abraços. Aqui ele dizia no meu ouvido que o apartamento era meu. Pode anotar aí.
– Mas o senhor pagou como pelo apartamento?
– Com as palestras Dr. ganhei muito dinheiro dando palestra. e aí eu depositava na minha conta e dizia pro FHC: “O dinheiro é seu, tá aqui, mas é seu”. É propina pra ele.
– Mas propina referente a quê?
– Ora Dr. Moro, ele mandou eu destruir as provas, eu destruí mas eu lembro de tudo. Foi um dinheiro de umas empresas que trabalharam para ele, construíram o tal instituto FHC e trabalhavam também para o governo. É tudo propina. pode anotar aí.
– Mas precisa de provas senhor ex-presidente.
– Bom eu tenho aqui uns rascunho de uns email que eu nunca mandei. Ó … tá escrito aqui ó “amigo FH propina aguardando sua retirada. câmbio”. “FH”, dr. Moro, quer dizer Fernando Henrique. Nós bolamos juntos esta senha para dificultar o entendimento da PF. A gente não é tão criativo quanto o pessoal da Odebrecht.
– Mas senhor ex-presidente, isto não é prova …
– Não, Dr Moro? Mas eu tô fazendo a “premiada” e tô dizendo pro senhor que é meu … aliás, lembrei agora … A mansão de Paraty também é minha … aquela lá dos Marinho … é minha. Tá no nome dos laranja, mas é minha. Tenho até dois tickets de pedágio Rio-Paraty pra provar que é minha.
– Mas senhor ex-presidente …
– Dr. Moro, agora que o senhor já sabe de tudo, eu vou pra casa e o senhor deposita o que acertamos, igual do Yousseff, na minha conta, por favor. Vou descansar um pouco."

domingo, 28 de maio de 2017

Milhares pedem Diretas Já no Rio de Janeiro

Mesmo com chuva e frio, milhares pedem Diretas Já no Rio de Janeiro

     



28/5/2017 18:21

ACONTECE AGORA - Grande ato por Eleições Diretas Já!
RIO DE JANEIRO, praia de Copacabana.

Temer não tem legitimidade para estar no cargo, foi gravado por Joesley da JBS. 

O pouco que se escuta nos áudios já dá pra ver como eram as conversas dele na calada da noite, às escondidas, com os corruptores. 

O Congresso não tem legitimidade para eleger quem deve substituir Temer, a maioria está envolvida em falcatruas, roubalheira, crimes que inclui inclusive tráfico de drogas. 

Quem tem que decidir é o povo brasileiro!

Se você estiver no Rio, vai pra Copacabana, vai gritar que é você quem quer decidir o rumo da tua história.

Durante o dia Criolo, Mano Brown, Caetano, Martinália, e vários outros artistas estarão cantando e somando nessa luta pelo teu direito de escolher teu Presidente.

Origem deste artigo.: http://www.plantaobrasil.net/news.asp?nID=97548&po=s

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Inversão e banalização dos valores morais no Brasil!

Nenhum texto alternativo automático disponível.



''Rita Candeu
17 min 


"Vandalismo é inaceitável!
de Fernando Horta

Quando eu vejo políticos, que até para se vestirem usam verba pública, vendendo leis, medidas e atos para empresários enquanto revogam o pouco de segurança que os trabalhadores tinham, eu digo que vandalismo é inaceitável

Quando eu vejo homens, alguns menos capazes que a média, escondidos em suas togas a vandalizarem a constituição com liminares políticas, decisões viciadas e atos de brutalidade institucional, eu digo que o vandalismo é inaceitável

Quando eu vejo a casta do Ministério Público, que deveria defender a constituição de forma inarredável, sendo a última instância da justiça, a dilacerar seu ofício vazando informações, impondo perseguições políticas e usando seus privilégios sobre os mais fracos, eu digo que vandalismo é inaceitável

Quando eu vejo, policiais mascarados, sem identificação armados até os dentes com o dinheiro do cidadão escondendo-se no coletivo para perpetrar sua sanha sádica contra aqueles que lhe dão de comer, eu digo que o vandalismo é inaceitável

Quando eu vejo militares que só existem para defender o povo, conspirarem com corruptos, usarem os meios que a população os confiou contra ela, eu digo que vandalismo é inaceitável

Que o manto da democracia proteja estes pobres mascarados que de posse de pedras e paus lutam contra o vandalismo institucionalizado nas nossas espúrias instituições."

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quarta-feira, 24 de maio de 2017

A Indignificação do Trabalhador Brasileiro é secular



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Um país de costas para seus trabalhadores


por Fernando Horta

É surpreendente como a ideia de se ser um “trabalhador” foi desmontada nos últimos 20 anos. No discurso atual, o trabalhador é quase um pária social. Alguém que vive de “benesses” do Estado, que espera ardentemente se aposentar, para então ser o que desde o início, segundo esta narrativa, ele sempre foi: um vagabundo. No meio tempo, o trabalhador tem a petulância de se juntar nestas nefastas organizações chamadas “sindicatos”. Fazem greves, bloqueando o trânsito (veja só!) e têm a audácia de querer ver no poder um dos seus. ​
Estes ataques começaram no final da década de 80 e início da de 90, com as tais normas ISO. Naquela época, fui incumbido de trabalhar pela certificação ISO de um laboratório e fiz alguns cursos a respeito. O objetivo das normas ISO, com todas as suas formas de backup de informações, rotinas e controles, era tornar o trabalhador totalmente dispensável. Mesmo com 20 anos de empresa, após a implantação das famigeradas ISO, você seria facilmente substituído por um jovem que pudesse ler e compreender suas rotinas diárias. O fato de o jovem ganhar menos do que o trabalhador “já de casa” era “um detalhe insignificante” frente ao “ganho de qualidade” que representava para a empresa.
Após este período, tivemos um ataque ao termo “trabalhador”. Virou “colaborador”. O objetivo (não declarado) era burlar, de qualquer forma, a aplicação das leis trabalhistas (aquelas que criam “vagabundos” que não gostam de trabalhar). Os juízes do trabalho tiveram uns dez anos de esforços conjuntos para conseguir enquadrar esta “estripulia linguística”. Agora, nos anos 2000, surgiram duas outras formas de atacar o trabalho. A primeira é o chamado “voluntariado” que passou a “contar pontos” nos currículos dos jovens, de forma bastante ideológica. Doar sua força de trabalho significa algo bom, meritório e em troca você ganhar um papelzinho atestando sua “iniciativa”. De preferência negando o termo mesmo “trabalho”, eis que surgiu o termo “voluntariado”. O objetivo é afastar a nódoa do trabalho, presente até mesmo no termo.
O segundo ataque ao termo veio da teologia do empreendedorismo. Não seja um trabalhador, seja um “empreendedor”. Cada vez que vejo, ouço em palestras ou vídeos, um indivíduo branco, cheirando a perfume estrangeiro, sem um calo nas mãos dizer do alto de sua arrogância que “para se ficar rico basta levantar cedo e ir trabalhar”, “mudar o mindset” eu perco a calma. O objetivo é o mesmo das conhecidas AmWay, Herbalife, Uber e etc. em que se colocam milhares de pessoas a trabalharem, sub-remuneradas no afã de sobrepujarem os baixos valores pagos pela quantidade de serviço remunerado. Claro que os CEO’s, estando no topo desta pirâmide semi-escravagista, carregam para si qualquer centelha de valor produzido que não fica com o trabalhador. E o sonho do “empreendedorismo” se encarrega de manter os trabalhadores em transe.
De outro lado, o trabalho é atacado pelo neopentecostalismo de ocasião. O trabalhador não é mais sustentado pelo fruto do seu suor, mas por uma barganha espúria feita com um deus, mediada por um “pastor”. Oferta-se ao pastor, como se a deus diretamente, e este benevolente ser celestial devolverá. O interessante e paradoxal é que o objeto da oferta a deus é algo que você deve reputar “sem valor”: dinheiro. Sua família, portanto, não é sustentada pelos seus esforços, mas pela sua fé e “desprendimento material”. A evidência fática de pastores milionários e fiéis pobres ou a evidência teológica de Jesus ter atacado exatamente os vendilhões do templo nada significa. A retórica fervorosa juntamente com os “milagres” sem nenhuma comprovação faz-nos pensar no retorno ao medievo.
Não foi apenas o espectro da direita que atacou o trabalho. Na esquerda também viu-se um desconforto de se ser trabalhador. A esquerda comprou os termos discursivos todos que pudesse substituir “trabalho”. Ao fazer isto e fortalecer as identidades pós-modernas, a esquerda eclipsou a identidade “trabalhador”. Empoderam-se mulheres, LGBT, quilombolas, negros e, muitas vezes sem darmo-nos conta, a identidade proletária vai ficando escondida, carcomida e mesmo negada frente às novas (e necessárias sim) bandeiras. Recentemente, a esquerda se distanciou ainda mais dos trabalhadores ao cunhar o termo “pobre de direita”. É um ataque claro ao trabalho. Supostamente uma crítica àquele trabalhador sem consciência da sua posição de classe. Como se ler, conhecer e aceitar Marx fosse uma obrigação originária. Junto com a carteira de trabalho o sujeito recebesse uma cópia d’O Capital. O mais interessante é que, décadas de discussão entre o espontaneísmo da consciência de classe ou o trabalho diligente partidário nesta criação, somem no termo “pobre de direita”. No fundo, culpa-se o trabalho por estarmos na crise que estamos.
Não há o que se falar mais sobre a desconstrução do termo “Partido dos Trabalhadores”. O ataque diuturno midiático, jurídico, patronal é evidente. E neste embalo, hoje, o capital cristaliza nas mentes dos trabalhadores mesmos que retirar os parcos direitos conquistados “ser-lhes-á benéfico”. A propaganda do governo Temer é criminosa, para lá de imoral. Contam em telejornais que é preciso que o trabalhador amealhe um milhão de reais durante sua vida, para poder “fazer a sua aposentadoria” sem depender do “estado”. Num país em que altos funcionários públicos ganham subsídios para tudo (desde paletó, gasolina, moradia e escola) e políticos pedem quarenta milhões de reais para “comprar um apartamentozinho para a mãe no Rio”.
É preciso, para vencer o avanço da direita, recuperar o termo “trabalhador”. Recuperar a noção racional de que é do trabalho que é gerado valor. Não de algum deus ou de algum patrão benevolente. É preciso que nos reconheçamos como trabalhadores, e, com isto, compreendamos que temos muito em comum pelo que lutar. Não me interprete mal, todas as bandeiras são válidas, justas e necessárias. Mas sem trabalho nenhuma delas poderá ser erguida. Por inanição

Muito prazer, Fernando Horta, hoje trabalhador da educação, mas já fui office-boy, auxiliar administrativo, gerente assistente, assistente de pesquisa, carregador de mudança, coordenador de CPD, cuidador de idosos e professor de xadrez.

Por.:Um país de costas para seus trabalhadores, por Fernando Horta
BLOGFERNANDO
QUA, 24/05/2017 - 07:22

COMENTADO:
POR.:imagem de José Eduardo de Camargo
José Eduardo de Camargo

''O fenômeno descrito nesse

O fenômeno descrito nesse excelente artigo é mundial. Mas no Brasil desde a época colonial o trabalho sempre foi estigmatizado como indigno para os auto-nomeados "cidadãos de bem" (ou de bens, tanto faz!). A primeira coisa que o colonizador fazia quando aqui chegava era comprar um escravo. O trabalho era (e é ainda hoje!) considerado um fardo humilhante para os despossuídos e desprezível para os proprietários. Muitos empresários, porém, gostam de alardear que trabalham muito. Mentira! Pois eles não podem ser considerados trabalhadores pelo fato óbvio de que são os possuidores dos meios de produção. A precarização do trabalho, ainda que seja um fenômemo mundial no atual estágio terminal do capitalismo, no Brasil sempre foi estrutural. Afinal, 380 anos de escravidão deixaram sequelas''

terça-feira, 23 de maio de 2017

Tudo por um único Sonho




                                        Imagem relacionada


Por
Denise Rohloff
12 h
Desde 1994 eu sei de tudo o que hoje todos estão sabendo. Em detalhes. De perto, de dentro, mas não participativa e muito menos beneficiária. 
Vcs não fazem idéia quão corrupto são o Judiciário e o Legislativo Não se consegue escapar de suas garras, é impossível para qualquer prefeito ou governador ou presidente não andar em suas teias. IMPOSSÍVEL!! Todas as instituições , após anos de conexões sendo montadas, estão altamente contaminadas. TODAS!
E afirmo, sem medo de errar: Não tem jeito de consertar, só caindo a República.
Nunca passou pela minha cabeça que o Lula estaria totalmente alijado desse processo contínuo e avassalador.
Aí vcs me perguntam: então pq é tão Lulista, Dilmista e petista?
Porque o PT é o ÚNICO partido que usou esse jogo sujo para beneficiar, não seus componentes, mas o povo brasileiro. De
verdade.
Tenho CERTEZA disso. O que move Lula não é dinheiro e nunca foi. Não é ser importante , não ´e ser Chefe.
O que move Lula é o que nos move e é maior do que nós: os ideais de igualdade , justiça social, e o desejo irresistível de fazer alguma coisa ante a dor e o sofrimento alheio.
Genoíno, Dirceu, Lula e tantos outros, fizeram de sua luta, sua razão de viver. E eu assisti, eu vi, eu sei.
Nenhum deles jamais sonhou em ficar rico, seus sonhos sempre foram outros.
Ambiciosos sim, mas desejosos de PODER e não de riquezas materiais para si.
PODER fazer, PODER lutar, PODER realizar seus sonhos grandiosos de um Brasil mais justo e igualitário.
Escrevo essas palavras com esse mesmo desejo, mesmo não sendo tão grande como eles, mas por ter em minhas mãos o poder de fazê-lo - em escala infinitamente menor - por isso os entendo, admiro, e defenderei até a morte!
Não sou nem um pouco fanática, cega ou burra como querem crer a coxalhada teleguiada e hoje emudecida. E não estou só,não...
Todos nós estamos aqui, todos os dias, lutando, discutindo, doando nosso tempo, nossas emoções, sem ganhar ou desejar UM TOSTÃO sequer. Se nossos líderes são capazes disso?
Ora, ora...são nossos exemplos, né?
E querer que os idiotas globatizados entendam essa identificação, essa admiração, é querer que papagaios criem poesias épicas. NUNCA conseguirão.
Digam o que disserem, provem o que provem os Milicianos de Toga,que diga e invente a mídia corrupta e traidora,que repitam hipnoticamente os paneleiros e os comentareiros, afirmo que sou PETRALHA, SOU LULA ,SEI EXATAMENTE porque sou.
E juro, continuarei sendo.
É isso. PT Saudações.

domingo, 21 de maio de 2017

Respeito, Uma via de mão dupla

Se você NÃO respeita a mulher, da vida dos outros, como quer COBRAR respeito às mulheres da sua vida?

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Entro no ônibus com um velho amigo; me sento no  local  atras do motorista e meu amigo se sentou de frente para mim e para os demais passageiros. Em poucos minutos, vejo-o perpassar os olhos pela sua 'plateia', dá um sorriso e  atira, como se  fosse para mim, mas num volume perfeitamente audível  por cada passageiro:
''... Duas loiras conversando...''
E eu: Epa! Pare já!
Ele insiste:  ''...Duas negras...'
E eu;  Ou você muda isso, ou então fique calado!

De costa,eu sentia na nunca os olhares dos passageiros; a maldita piada ficaria presa no ar e na imaginação dos presentes, e eu furiosa com meu amigo, que não perde a mania de  'platéia'!

Descemos do ônibus, daí a uns poucos minutos e, ao atravessarmos uma rua adjacente a uma rotatória, tivemos que enfrentar uma motorista que não sinalizou sua intenção de virar a esquerda, e com as mãos, sinalizei para ela a confusão que me provocara;
Ao passar por nós, ela atirou um 'Me desculpe'' pela janela e acenei aceitando. enquanto meu amigo que acabara de lascar  um "Tinha que ser uma vaca...!''
Percebendo imediatamente ter acionado novamente minha reação , engasgava , tentando dar validade a sua fala, só se calando quando lhe disse:
_"Você é capaz de matar com as próprias mãos alguém que desrespeite uma de suas filhas, mas não pensa um segundo pra chamar as filhas dos outros de adjetivos pejorativos e ofensivos;
Ou você respeita todas as mulheres da sua vida nas outras, ou é um grandessíssimo  falso e cretino!
Ou você respeita a todos os seres humanos, ou na verdade não respeitas nem mesmo a você!

sábado, 20 de maio de 2017

Gratidão, a mais bela das Virtudes!

Gratidão Á PresindentA Dilma!

                                                      Resultado de imagem para presidenta dilma

''por.:  Márcia Brandão.
4 h
Quero muito agradecer à Presidenta Dilma Rousseff por tudo que realizou em seus governos (confiram no link um pouco do que Dilma fez)! Aproveito para esclarecer que o Programa Ciências sem Fronteiras é do Governo Dilma! Mais Médicos também!
MAS quero agradecer mais ainda a PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF por não ter aceitado toda a corrupção que se instala na política por séculos! (E hoje estamos vendo que a corrupção também está no judiciário. Há a ala podre também na justiça!)
Dilma não compactuou com a escória. Dilma não se omitiu. Dilma não se conformou.
Dilma ENFRENTOU o crime organizado. Avisou: NÃO FICARÁ PEDRA SOBRE PEDRA!
Pagou o preço de SER GOLPEADA, mas possibilitou que toda a podridão viesse à tona.
TEMOS MUITO QUE AGRADECER À PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF! Pois se o Brasil for passado a limpo, devemos isto à grandeza, coragem, honestidade, indignação, força e à nobreza da PRESIDENTA DILMA VANA ROUSSEFF.
MUITO OBRIGADA, QUERIDA!''
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domingo, 14 de maio de 2017

Virgem Maria, Mãe de Jesus Cristo nosso Deus e Senhor

Origem deste artigo



quarta-feira, 16 de setembro de 2015


O ROSTO MATERNO DE MARIA NOS PRIMEIROS SÉCULOS DA IGREJA



Das catequeses de São João Paulo II
Na constituição Lumen gentium, o Concilio Vaticano II afirma que “os fiéis unidos a Cristo, sua Cabeça, em comunhão com todos os santos, convém também que venerem a memória antes de tudo da gloriosa sempre Virgem Maria, Mãe de Jesus Cristo nosso Deus e Senhor” (LG 52). A constituição conciliar utiliza os termos do cânon romano da missa, destacando assim o fato de que a fé na maternidade divina de Maria está presente no pensamento cristão já desde os primeiros séculos.

Na Igreja nascente, a Maria se a recorda com o título de Mãe de Jesus. É o mesmo Lucas quem, nos Atos dos Apóstolos, lhe atribui este título, que, além disso, corresponde a quanto se disse nos evangelhos: “Não é este (...) o filho de Maria?”, se perguntam os habitantes de Nazaré, segundo o relato do evangelista São Marcos (6,3). “Não se chama Maria a sua mãe?”, é a pergunta que refere São Mateus (13,55).
Aos olhos dos discípulos, congregados depois da Ascensão, o título de Mãe de Jesus adquire todo seu significado. Maria é para eles uma pessoa única em seu gênero: recebeu a graça singular de gerar o Salvador da humanidade, viveu muito tempo junto a ele, e no Calvário o Crucificado lhe pediu que exercesse uma nova maternidade com respeito a seu discípulo predileto e, por meio dele, com relação a toda a Igreja.
Para quem crêem em Jesus e o seguem, Mãe de Jesus é um título de honra e veneração, e o seguirá sendo sempre na vida e na fé da Igreja. De modo particular, com este título os cristãos querem afirmar que ninguém pode referir-se a origem de Jesus, sem reconhecer o papel da mulher que o gerou no Espírito segundo a natureza humana. Sua função materna afeta também ao nascimento e ao desenvolvimento da Igreja. Os fiéis, recordando o lugar que ocupa Maria na vida de Jesus, descobrem todos os dias sua presença eficaz também no seu próprio itinerário espiritual. 
Já desde o começo, a Igreja reconheceu a maternidade virginal de Maria. Como permitem intuir os evangelhos da infância, já as primeiras comunidades cristãs recolheram as lembranças de Maria sobre as circunstâncias misteriosas da concepção e do nascimento do Salvador. Em particular, o relato da Anunciação responde ao desejo dos discípulos de conhecer de modo mais profundo os acontecimentos relacionados com os começos da vida terrena de Cristo ressuscitado. Em última instância, Maria está na origem da revelação sobre o mistério da concepção virginal por obra do Espírito Santo.
Os primeiros cristãos captaram imediatamente a importância significativa desta verdade, que mostra a origem divina de Jesus, e a incluíram entre as afirmações básicas de sua fé. Na realidade, Jesus, filho de José segundo a lei, por uma intervenção extraordinária do Espírito Santo, em sua humanidade é filho unicamente de Maria, tendo nascido sem intervenção de homem algum. 
Assim, a virgindade de Maria adquire um valor singular, pois coloca nova luz sobre o nascimento e o mistério da filiação de Jesus, já que a geração virginal é o sinal de que Jesus tem como pai a Deus mesmo. 
A maternidade virginal, reconhecida e proclamada pela fé dos Pais, jamais poderá separar-se da identidade de Jesus, verdadeiro homem e verdadeiro Deus, dado que nasceu de Maria, a Virgem, como professamos no símbolo niceno-constantinopolitano. Maria é a única virgem que é também mãe. A extraordinária presença simultânea destes dois dons na pessoa da jovem de Nazaré impulsionou aos cristãos a chamar a Maria simplesmente “a Virgem”, inclusive quando celebram sua maternidade.


Padre Antônio Piber
Eremitério Franciscano

domingo, 7 de maio de 2017

ROMPENDO A INDIFERENÇA



ROMPENDO A INDIFERENÇA
Padre Antonio Piber

October 4, 2013
Padre Antonio PiberDiocese de ItumbiaraSeminário São Carlos do BrasilIgreja Católica Apostólica Brasileira

Rompendo a indiferença
(Lucas 16,19-31)

      Segundo São Lucas, quando Jesus afirmou “não podeis servir a Deus e ao dinheiro”, alguns fariseus que estavam ouvindo-o e eram amigos do dinheiro “riram dele”. Jesus não se abalou. Logo depois, narra uma parábola desafiadora para que os que vivem escravos da riqueza abram os olhos.


      Jesus descreve em poucas palavras uma situação avassaladora: Um homem rico e um homem mendigo vivem próximos um do outro, estão separados pelo abismo que há entre a vida de opulência insultante do rico e a miséria extrema do pobre.


      O relato descreve aos dois personagens destacando fortemente o contraste entre ambos. O rico anda vestido de púrpura e de linho finíssimo, o corpo do pobre está coberto de chagas. O rico banqueteia-se esplendidamente não só nos dias de festa, mas diariamente, o pobre está atirado em sua porta, sem poder comer o que cai da mesa do rico. Só os cães que vêm buscar alguma coisa no lixo se aproximam para lamber suas chagas.


      Não se fala em nenhum momento de que o rico explorou ao pobre ou que o maltratou, ou desprezou. Dir-se-ia que não fez nada mal. No entanto, sua vida inteira é desumana, pois apenas vive para seu próprio bem estar. Seu coração é de pedra. Ignora totalmente o pobre. O tem diante dos olhos mas não o vê. Ele está aí mesmo, enfermo, faminto e abandonado, mas não é capaz de cruzar a porta para tomar conta dele.


      Não nos enganemos. Jesus não está denunciando apenas a situação da Galilea dos anos trinta. Está tentando sacudir a consciência de quem de nós que temos nos acostumados a viver na abundancia tendo junto à nossa porta, ou à uma hora de vôo, pessoas e povos inteiros vivendo e morrendo na miséria mais absoluta.


      É desumano encerrar-nos em nossa “sociedade do bem estar” ignorando totalmente essa outra “sociedade do mal estar”. É cruel seguir alimentando esta “secreta ilusão de inocência” que nos permite viver com a consciência tranquila pensando que a culpa é de todos por isso não é de ninguém e menos ainda que seja nossa, que seja minha, que seja tua.


      Nossa primeira tarefa é romper a indiferença. Resistir-nos a seguir desfrutando de um bem estar vazio de compaixão. Não continuar isolando-nos mentalmente para deslocar a miséria e a fome que há no mundo para um longínquo e abstrato lugar, para poder assim viver sem ouvir nenhum clamor, gemido ou pranto.



      O Evangelho pode ajudar-nos a viver vigilantes, sem tornar-nos cada vez mais insensível aos sofrimentos dos abandonados, sem perder o sentido da responsabilidade fraterna e sem permanecer passivos quando podemos agir

domingo, 30 de abril de 2017

Padre passou a compreender Bíblia

''Padre passou a compreender Bíblia
Entre os tantos seguidores da doutrina do Ayahuasca no Distrito Federal, há, inclusive, um padre. Antônio Piber conta que chegou até o chá durante uma crise que teve e uma série de questionamentos quanto às palavras que pregava na igreja. 
“Eu compreendi verdades da Bíblia. Compreendi a Virgem Maria. Compreendi o papel dela. Eu compreendi aquilo que o Chico Xavier disse: a hóstia é uma luz que o padre dá, e quem recebe se encaminha para a luz de Deus. E eu celebrava a missa sem ter essa compreensão. É uma experiência difícil de explicar”, lembra o padre. 
Visão do Preto Velho
Em uma das sessões de Ayahuasca, conta Antônio Piber, chegou a ver, inclusive, um Preto Velho. “Eu estava indo ao banheiro e senti que tinha alguém ali e era um trabalho fechado. E essa presença era humana, de verdade. Não era incorporado”, lembra. 
Ele acrescenta que, nesse dia, só havia quatro pessoas no local. “E eu me virei e, então, vi o Preto Velho, o ser de luz. E esse ser de luz se levantou, juntou as mãos e disse: ‘a benção, padre’. E eu concedi a benção. E era um período em que eu estava em crise, repleto de preconceitos. Nesse momento, percebi isso”, salienta o padre Antônio Piber.''

domingo, 23 de abril de 2017

Verdadeira Aula de Teologia



‘’Fora da igreja não há salvação ?
A necessidade da Igreja para a salvação


       Pe. Antônio Piber
                   

     
O tema da necessidade da Igreja para a salvação impõe-se com urgência quando alguns usam o axioma “Extra Ecclesiamnullasalus”(escrevendo errado o latim e atribuindo-o, com equivoco, a Santo Agostinho) numa perspectiva excludente e negativa, o que é surpreendente, pois se compreendermos de fato que “fora da Igreja não há salvação”, cabe a pergunta: onde está a verdadeira Igreja que salvaria?Nos ortodoxos? Nos romanos? Nos Brasileiros? Nos Reformados? Se é um fato, como fica o “onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome eu estarei no meio deles” (Mt 18,20)?
E qual igreja é a tal que fora dela não há salvação? Já que são muitas as denominações (mesmo católicas), cada uma se arvorando a mais “única” e a mais “verdadeira”. Jesus disse que viriam alguns “falsos profetas” que diriam que “o Reino de Deus está aqui, o Reino de Deus está ali”, mas o que não compreendem, não querem perceber, na sua soberba e egoísmo, é que “o Reino de Deus está no meio de vós” (Lc 17,20-25).
Importa perguntar-nos se, de fato, compreendemos Jesus como pleno e suficiente Salvador, ou se continuamos buscando subterfúgios idolátricos para não O aceitarmos de fato? Importa também nos interrogarmos sobre a posição da cristandade em face do mundo que a rodeiae que serviço ela, e nós, como Seus ministros, queremos ou não prestar, se estamos no mundo imitando Jesus “como aquele que serve” (Lc 22,26) ou se queremos nos servir, condenando-nos nós mesmos ao inferno?
Este é um problema teológico que suscita um inquérito histórico positivo. Assim que, ao citarmos “extra Ecclesiamnullasalus”, deveríamos ser levados a interrogar-nos sobre o seu sentido e contexto original, se não correremos o risco de que nos seja imputada a pecha da ignorância, da arrogância e da má vontade e de usarmos um dos Santos Padres, um dos Bispos Mártires da maior grandeza, para apenas tentar justificar nossos preconceitos anti-ecumênicos.
Pois bem, vamos a São Cipriano: esta fórmula surgiu no contexto das perseguições, das provações infligidas pelo Impero Romano aos cristãos e às cristãs, e ela se situa na perspectiva da parusia iminente. O contexto é o conflito entre a igreja do Norte da África e a igreja de Roma a proposito da validade dos Sacramentos administrados por hereges e cismáticos. São Cipriano defende firmemente a não validade destes Batismos e o dos “relapsos” e justifica sua posição, declarando que “fora da Igreja não há salvação”. Logo, como se poderia pôr o problema dum Batismo válido fora da Igreja? Essa atitude rigorista apoia-se, no entanto, a despeito da formula, sobre um elemento positivo: foi em Cristo que Deus deu a salvação ao mundo; Cristo prolongou esta salvação com a fundação da Igreja; a unidade e a comunhão da Igreja reunida em volta do Bispo é o instrumento da salvação, porque a comunidade dos cristãos é precisamente o local onde se comunicam o Pai, o Filho e o Espirito Santo. Fora dessa unidade, também constituída pela fides integra, não há lugar senão para a obra do anti-Cristo, que semeia a desunião, a discórdia, o ódio, a arrogância e o egoísmo, semeando assim a perdição e anunciando a proximidade do fim do mundo.
A reconstituição exata da origem histórica de um adagio patrístico não traz ainda a clareza desejada, se ao mesmo tempo não se alargar o inquéritoà sua base escriturística e a sua proclamação pelo Magistério. Não basta um dos Santos Padres ter falado, para que tal coisa se torne uma verdade de fé. No que diz respeito a Escritura, ela diz claramente da necessidade da fé e do Batismo, mas também da Vontade salvífica de Deus. O próprio São Paulo ensina que, embora a salvação nunca seja proposta independentemente da Igreja, os não batizados podem misteriosamente participar da redenção de Cristo. Além disso, saliento queexiste uma espécie de pertença anônima a Cristo, pois em Mateus 25,34-40 o Juiz diz àqueles que se encontram à Sua direita: “Vinde benditos de meu Pai, e recebei o reino que foi preparado para vós desde a fundação do mundo. Porque eu tive fome e vós me destes de comer”. A reação dos eleitos merece ser sublinhada: “Senhor, quando foi que o vimos com fome?”. Eles não se lembraram de ter encontrado o Cristo. Então o Rei responde: “Àquilo que fizestes aos mais humildes dos meus irmãos, foi a mim que o fizestes”. Existe, pois, um encontro não explicito, de Cristo, que se produz no momento do encontro com o próximo”. A favor deste cristianismo “implícito”, citamos também o discurso de São Paulo no Aerópago “Venho vos anunciar aquele a quem honrais, sem o conhecerdes” (At 17,23).
A necessidade da igreja romana para a salvação foi formalmente declarada pelo papa Inocêncio III (cf. Denz. 423), mas alguém, em sadia consciência considera válido ou relevante o que este Papa declarou? Também o concilio do Latrão IV (cf. Dens. 430) e Bonifácio VIII, na bula Unam Sanctam, ondeafirmou que quem não se sujeitasse a ele, não iria para o Céu... O concílio de Florença (Denz 570b) afirma: “Nem os pagãos, nem também os judeus, os heréticos, os cismáticos possuirão a vida eterna”, no entanto, Jesus Cristo afirmou: “Bem aventurado os misericordiosos porque alcançarão misericórdia. Bem aventurado os puros de coração, porque varão a Deus. Bem aventurado os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus. Bem aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus” (Mt 5,7-10). Não é uma questão de opinião, mas sim de opção...
Para São Cipriano, não havia validade dos Sacramentos ministrados pelos que não estavam em comunhão com a Igreja Católica que ele representava e que era, naquele tempo, a do Norte da África; o Bispo de Roma, para ele, era o lado oposto, a não ortodoxia liberal e moderna. Um clérigo de qualquer denominação separada das outras, que publica esta frase, é no mínimo um equivocado..., se aceitarmos (e publicarmos) o axioma de São Cipriano, devemos aceitar (e publicar) que, de fato, os Sacramentos que ministramos são inválidos e ilícitos e que não somos a Igreja, mas sim um arremedo e que, decididamente, não estamos na salvação...
É preciso com urgência que se coloque a lume a doutrina do Evangelho, que os novos tenham humildade para aprender dos mais velhos e que todos estudemos, estudemos a sadia Teologia e, sobretudo, que tenhamos uma radical experiência ecumênica e arregacemos as mangas, colocando os pés no chão na pastoral e na missão, parando de perder tempo com picuinhas na internet... Que façamos sempre de novo, diuturnamente, uma leitura orante da Bíblia, como lectio divina, principalmente dos Escritos Apostólicos. E que no estudo da Teologia, se tome muito a serio a teologia do Batismo como incorporação em Cristo, na Ireja de Cristo, independente do nome que ela assuma.
Ora, todos os batizados em Cristo, ficam incorporados á Igreja de Cristo, independente do nome que ela tenha. Isto alarga a perspectiva da problemática respeitante aos membros da Igreja e á salvação “fora” da Igreja, se não for assim, somos obrigados a reconhecer que as Igrejas não romanas, não são verdadeiramente a Igreja, mas sim, para usar uma expressão do então cardeal Ratzinger: “São apenas comunidades religiosas” (Dominus Iesus, 3).Cito aqui a feliz expressão do papa Pio XI, quando em alocução a 9 de janeiro de 1927, lembrava que “os pedaços arrancados a uma rocha aurífera, contém também ouro” (Osserv. Romano, 10-11, jan. 1927).
Convido a que reconheçamos o agir de Deus nas outras Igrejas e nas outras religiões, e a sabermos que “o Espirito sopra onde quer” (Jo 3,8).
Mas o que a Bíblia diz exatamente sobre os aspectos subjetivos exigidos pela obtenção da salvação? Em primeiro lugar, aquele e aquela que possui o amor e a caridade, possui tudo, conforme Mateus 22, 35-40; Romanos 13,9ss; Mateus 25,31-46, Primeira aos Corintos 13 (sobretudo o versículo 13) e a Primeira Joao 4. A atitude para com o próximo é decisiva para a salvação, este é o maior ensinamento da Parábola do Bom Samaritano (cf .Lc 10,30-37). Mas a Escritura ensina que nenhum homem ou mulher possui realmente esta caridade, por que todos somos prisioneiros de nosso egoísmo. É esta a razão porque todos e todas deveríamos ser condenados (cf. Rm 3,23). Contudo, isto só não acontece devido a superabundância da graça de Cristo, de Seu amor incondicional por nós todos e todas, os pecadores e as pecadoras. A caridade é, pois, determinante, e quem não tiver amor no coração e não tiver uma caridade prática, não se salva, independente de estar nessa ou naquela Igreja, nessa ou naquela religião; mas como ela, a caridade, não é suficiente, devemos crer, devemos ter fé em Jesus e o aceitarmos como Nosso Salvador. Esta fé é o reconhecimento cheio de amor da impotência do homem e da mulher e é, consequentemente, a abertura à ajuda de um Outro. Toda a humanidade vive desse serviço de complementariedade realizado por Jesus Cristo. A vocação da Igreja é também participar nele, servindo. Ela não é um clube de salvação fechado em sim mesmo, mas sim a comunidade daquelese daquelas que são chamados e chamadas a colocar-se ao serviço da multidão. É isto que São Paulo, os Santos Padres, e os Teólogos da Libertação, tão incompreendidos, tentaram nos ensinar... É impossível negar o discurso inaugural do Evangelho na sinagoga de Nazaré: “O Espirito de Deus está sobre mim, para anunciar uma boa nova de libertação aos pobres” (Lc 4,16-30).
“A religião pura e sem mácula aos olhos de Deus e nosso Pai”, afirma o Apóstolo Tiago “é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas aflições, e conservar-se puro da corrupção do mundo” (Tg 1,27), “porque os olhos do Senhor estão sobre os justos e seus ouvidos, atentos a seus rogos; mas a força do Senhorestá contra os que fazem o mal” (Tg 3,12). E o que é a salvação? É livrar-se dos pecados? Se é, “a caridade cobre a multidão dos pecados”( Tg 4,8).
A graça proveniente de Deus não atua só ocasionalmente e para uns privilegiados, Deus não têm preferidos, pois “reconhecemos que Deus não faz acepção de pessoas, mas sim que em todas as nações lhe é agradável aquele que pratica a justiça” (At 10,34). Praticar a justiça é o que a Deus lhe agrada? Isto resolve radicalmente a questão da salvação dos e das que estão “fora” da Igreja e daqueles e daquelas que ignoram a mensagem evangélica. Sim, ele ou ela não é desta nação/igreja, mas “pratica a justiça”, pois bem, ele ou ela agrada mais a Deus do que os e as que dizem “Senhor, Senhor”, “pois não é o que diz Senhor, Senhor que irá para o Céu, mas o que faz a vontade de Deus” (Mt 7,21-23)... Quando uma mulher do povo exclama que “os seios que amamentaram” Jesus são benditos, ele contesta que “mais feliz é quem houve a Vontade de Deus e a pratica” (Lc 8,21). “Quem observa os Seus Mandamentospermanece em Deus e Deus nele. É nisto que reconhecemos que ele permanece em nós: pelo Espirito Santo” (1Jo 3,24b).
Naturalmente que a distinção (e não a separação, pois ela não há) entre a ordem natural e a ordem sobrenatural, fica preservada. A salvação é uma graça oferecida, não pela própria existência humana, mas em virtude da Vontade de salvação de Deus, absolutamente livre, mas real, que se estende a todos os homens e a todas as mulheres, sem exceção. Com a morte de Jesus Cristo “o véu do templo se rasgou de cima abaixo” (Mc 15,37-38), demonstrando que não há mais separação entre o Santo dos Santos e o “pátio dos gentios”.
Se não, estão condenadas as crianças mortas sem batismo? E os Profetas e as Santas Mulheres do Antigo Testamento?
Compreendo que a dificuldade em ter um espirito ecumênico e liberto, misericordioso e solidário e usam estas frases isoladas, fora do contexto e da intenção do autor, leva a estes erros. No entanto, peço que tomemos cuidado, pois um dia esta prática poderá se voltar contra nós e poderemos ouvir de Jesus o “afastai-vos de mim, malditos, ide para o fogo eterno, destinado ao demônio e aos seus anjos”... (Mt 25, 41), pois ao “bom ladrão” Jesus disse: “ainda hoje estarás comigo no paraíso” (Lc 23,43) e perturbadoramente afirmou que “Sodoma, no dia do juízo, será tratada com menos rigor do que Cafarnaum” (cf. Mt 11,24), Sodoma, a que “será tratada com menos rigor”, nós sabemos o que é, mas e Cafarnaum? Além de ser a cidade de São Pedro (cf. Mc 1,29), é a dos “fariseus hipócritas” (cf. Lc 10,13-15). Se os nossos critérios de salvação são esses, estejamos atentos, pois não seria de nós que Jesus Cristo teria dito que “os ladrões e as prostitutas os precederão nos reino dos Céus” (Mt 21,31)?
Penso que Jesus Misericordioso está querendo abrir largamente as portas do Reino, a “Casa do Pai” mas alguns, infiéis porteiros e maus pastores, “servos inúteis” (cf. Lc 17,5-10)insistem em fechá-la... “ai de vós hipócritas, que não entram e não deixam ninguém entrar” (Mt 23,13).
“O amor vem de Deus e todo o que ama conhece a Deus e é nascido de Deus” (1Jo 4,7).
“Caríssimos, se a nossa consciência não nos censura, temos confiança diante de Deus” (1Jo 3,21).

Nossa Senhora, Mãe da Igreja, rogai por nós!’’


Por Pe. Piber