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sexta-feira, 27 de março de 2015

A lição dos gansos


Gansos são aves que gostam de viver em bandos,   servem de guarda em propriedades, sua carne é muito apreciada na Europa, e de seu fígado se faz o famoso patê de ’’ fois grais’’. O voo de gansos selvagens em bandos, nos  ensina algumas lições, que eu não poderia deixar de colocar aqui:

"Quando um ganso bate as asas, cria um vácuo para o pássaro seguinte. Voando numa formação em V, o bando inteiro tem o seu desempenho 71% melhor do que se a ave voasse sozinha".
LIÇÃO: Pessoas que compartilham uma direção comum e senso de comunidade,  podem atingir seus objetivos mais rápido e facilmente.

"Sempre que um ganso sai da formação, sente resistência por tentar voar sozinho. Rapidamente, volta para a formação, aproveitando a aspiração da ave imediatamente à sua frente".
LIÇÃO: Se tivermos essa sensibilidade, permaneceremos em formação com aqueles que se dirigem para onde pretendemos ir e nos disporemos a aceitar a sua ajuda, assim como a retribuirmos.

"Quando o ganso líder se cansa, muda para trás na formação e imediatamente, outro ganso assume o lugar, voando para a posição de ponta".
LIÇÃO: É preciso acontecer um revezamento das tarefas pesadas e dividir a liderança. As pessoas, assim como os gansos, são dependentes umas das outras.

"Os gansos de trás, grasnam para incentivar e encorajar os da frente e aumentar a velocidade".
LIÇÃO: Precisamos nos assegurar de que o nosso grasno seja encorajador para que a nossa equipe aumente o seu desempenho.

"Quando um ganso fica doente, ferido, ou abatido, dois gansos saem da formação e seguem-no para ajudá-lo e protegê-lo. Ficam com ele até que esteja apto a voar de novo ou morra. Só assim, voltam ao procedimento normal, com outra formação, ou vão atrás de um  outro bando".
LIÇÃO: Se nós tivermos bom senso tanto quanto os gansos, também estaremos ao lado dos outros nos momentos difíceis.
*(texto retirado da net, desconheço o autor)

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

A menina e o cão, uma história com mais de cem anos




     


Uma menina entra na lojinha de animais e pergunta o preço dos filhotes à venda.
– Entre cem e trezentos reais, respondeu o dono.
A menina puxou uns trocados do bolso e disse:
– Mas, eu só tenho dez reais. Poderia ver os filhotes?
O dono da loja sorriu e chamou Princesa, a mãe dos cachorrinhos, que veio correndo, seguida de cinco bolinhas de pêlo.
Um dos cachorrinhos vinha mais atrás, com dificuldade, mancando de forma visível.
A menina apontou aquele cachorrinho e perguntou:
– O que é que há com ele?
O dono da loja explicou que o veterinário tinha examinado e descoberto que ele tinha um problema na junta do quadril, mancaria e andaria devagar para sempre.
A menina se animou e disse com enorme alegria no olhar:
– Esse é o cachorrinho que eu quero comprar!
O dono da loja respondeu:
– Não, você não vai querer comprar esse.
Se quiser realmente ficar com ele, eu lhe dou de presente.
A menina emudeceu e, com os olhos marejados de lágrimas, olhou firme para o dono da loja e falou:

– Eu não quero que você o dê para mim. Aquele cachorrinho vale tanto quanto qualquer um dos outros e eu vou pagar tudo.
.
Na verdade, eu lhe dou dez reais agora e mais dez reais por mês, até completar o preço total.
Surpreso, o dono da loja contestou:
– Você não pode querer realmente comprar este cachorrinho.
Ele nunca vai poder correr, pular e brincar com você e com os outros cachorrinhos.
A menina ficou muito séria, acocorou-se e levantou lentamente a perna esquerda da calça, deixando à mostra a prótese que usava para andar. Olhou bem para o dono da loja e respondeu:
– Veja, não tenho uma perna, eu não corro muito bem e o cachorrinho vai precisar de alguém que entenda isso.
“Às vezes desprezamos as pessoas com que convivemos todos os dias, por causa dos seus ‘defeitos’, quando na verdade, somos tão iguais ou pior do que elas. Desconsideramos que essas mesmas pessoas precisam apenas de alguém que as compreendam e as amem, não pelo que elas poderiam fazer, mas pelo que realmente são. Amar a todos é difícil, mas não impossível”.