quarta-feira, 8 de março de 2017

O protagonismo da mulher na construção da Paz



Beijing+20 — O protagonismo da mulher na construção da Paz

O protagonismo da mulher na construção da Paz

Fonte: Revista BOA VONTADE Mulher, de fevereiro de 2015.
Oito de março é o Dia Internacional da Mulher, que tem sido vítima, em pleno século 21, das maiores atrocidades, entre elas o execrável estupro. Crime inafiançável. Uma vergonha para a Humanidade.
No Preâmbulo da Constituição da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), aprovada em 16 de novembro de 1945, temos a descrição desta realidade: "Se as guerras nascem na mente dos homens, é na mente dos homens que devem ser construídos os baluartes da Paz". Em 2003, fiz questão de abrir meu livro "Reflexões da Alma" com esse ensinamento. Ele realmente traça os nossos planos de trabalho. Contudo, considero importante evidenciar que essa acurada advertência diz respeito aos seres humanos em geral e não apenas ao gênero masculino.

Saudação

Meus cumprimentos às delegações internacionais, às autoridades e a todos os participantes que decididamente se reúnem aqui, em Nova York, EUA, entre os dias 9 e 20 de março de 2015, durante a 59a sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher, organizada pelas Nações Unidas (ONU), com o nobre intuito de discutir o tema central: "Beijing+20 (2015)". Promove-se, assim, profunda reflexão a respeito dos avanços e retrocessos havidos desde 1995, quando ocorreu em Pequim, na China, a Quarta Conferência Mundial sobre as Mulheres, que definiu como foco principal trabalhar pela igualdade de gênero e lutar contra a discriminação de mulheres e meninas em todo o orbe terrestre.
É sempre com muita honra que a Legião da Boa Vontade (LBV), desde o início, tem prestigiado tais debates com sua contribuição e se empenhado na defesa desse fundamental objetivo, sobretudo em um globalizado mundo belicista.
Quando participamos daquele memorável encontro, em 1995, endereçamos aos conferencistas mensagem publicada anteriormente na revista International Business and Management, em 1987, com o seguinte título: "Não há mundo sem a China". Nela, entre outros tópicos, escrevi:
O caminho da LBV é a Paz. Chega de guerras! A brutalidade é a lei dos irracionais, não do ser humano, que se considera superior. Defendemos a valorização da criatura humana, dentro da imprescindível igualdade, antes de tudo espiritual, de gênero, porquanto a riqueza de um país é o seu povo. (...)
Façamos nossas estas palavras do Apóstolo Pedro, constantes de sua Primeira Epístola, 3:11:
— Aparte-se do mal, e faça o bem; busque a paz e siga-a.
Essa tão almejada Paz, legítima, necessária, antídoto para os problemas espirituais, sociais e físicos, a exemplo das crises globais, será alcançada quando também não tivermos mais toda e qualquer discriminação contra as mulheres e as meninas (na verdade, as crianças de ambos os sexos). Assim, garantiremos a elas o empoderamento e a autonomia para serem protagonistas no desmantelamento da crueldade absurda, que campeia o íntimo endurecido de indivíduos, com o sentimento materno que nasce no coração de cada uma — independentemente se forem mães de filhos carnais, pois brado, com todas as minhas forças, que todas as mulheres são mães.

O exemplo de Hipácia

Reprodução LBV
Hipácia
Vem à minha memória o exemplo de uma pioneira figura na matemática, na astronomia e ícone da filosofia na Antiguidade, que homenageei em meu artigo "Hipácia, mãe de filósofos". Ascética e celibatária, ela não deixou herdeiros, mas, como reiterei em 1987, há muitas formas sublimes de ser mãe, inclusive dar à luz grandes realizações em prol da Humanidade.
Foi o caso dela. Sua dedicação às questões metafísicas gerou verdadeiros filhos a perpetuar nas mentes a constante necessidade de buscar respostas às indagações que sempre nos afligiram. Numa época em que a intelectualidade feminina não era reconhecida, as teses de Hipácia (aprox. 355-415) influenciaram muitos poderosos. Suas palestras não ficavam apenas no âmbito filosófico, pois era procurada também a fim de opinar sobre assuntos políticos e da comunidade.
No entanto, em ambiente de forte intolerância, Hipácia começou a incomodar. E a atrocidade usada para tirar-lhe a vida provocaria espanto aos mais cruéis carrascos de todos os tempos. Como não queremos que se repitam as atitudes terríveis praticadas contra a filósofa de Alexandria, vale destacarmos o texto extraído da "Plataforma de Ação da Declaração de Beijing — Mulher no Poder e Tomada de Decisões", no qual podemos ler:
— Conforme se encontra na Declaração Universal dos Direitos Humanos, "todos têm o direito de fazer parte do governo do seu país". O empoderamento e a autonomia da mulher e a melhoria do seu status social, econômico e político são essenciais para que se alcance transparência e um governo respeitável e uma administração e desenvolvimento autossustentável em todas as áreas da vida.
Eis um passo decisivo para extinguirmos a intolerância, que patrocina nefastas ações contra a Humanidade.

A necessária proteção no lar

1) André Rebouças (1838-1898) 2) Florence Nightingale (1820-1910) 3)Oswaldo Cruz (1872-1917).
Em geral, as primeiras a sofrer os danos lastimáveis das conflagrações planetárias são justamente as mulheres e as meninas (aliás, todas as crianças). Portanto, observamos o perigo iminente ainda rondando os bons ideais de vê-las libertas e amparadas nos próprios lares.
A violência contra elas é triste realidade, que se abate nas mais diversas regiões do mundo, até mesmo nos países que já avançaram nas leis que as protegem. Ou seja, não está circunscrita às áreas em conflito declarado. Há uma espécie de guerra disfarçada, que espreita nossos lares, comunidades, empresas, municípios, Estados, religiões... Onde houver a violência ali estará a horrenda face do ódio!
Esse torpe semblante foi conhecido pela valente enfermeira britânica nascida em Florença, a então capital do Grão-Ducado da Toscana, atual Itália, Florence Nightingale (1820-1910). Ela lutou para quebrar as retrógradas convenções no que se referia ao papel da mulher na sociedade de sua época e acreditava ter sido chamada por Deus para servir a um grande propósito. Com sua abnegação, levou consideráveis avanços ao campo da saúde, na era vitoriana. Ao longo de sua inestimável contribuição no cuidado para com os soldados ingleses durante a Guerra da Crimeia, a "dama da lâmpada" declarou, com propriedade, em carta datada de 5 de maio de 1855:
— (...) Ninguém pode imaginar o que são os horrores da guerra — não são as feridas, e o sangue, e a febre, maculosa ou baixa, ou a disenteria, crônica e aguda, o frio, e o calor, e a penúria —, mas a intoxicação, a brutalidade embriagada, a desmoralização e a desordem por parte dos inferiores; a inveja, a maldade, a indiferença, a brutalidade egoísta por parte dos superiores. (...)
Embora diante de um quadro tão severo, jamais nos esqueçamos desta máxima do célebre cientista, médico, bacteriologista, epidemiologista e sanitarista brasileiro dr. Oswaldo Cruz (1872-1917):
— Não esmorecer para não desmerecer.
Igualmente, ressalto em minhas palestras que, se é difícil, comecemos já, ontem!, porque resta muito a ser feito. E não se pode conceber qualquer empreendimento que vise à solução dos males terrestres sem a participação efetiva das mulheres.
Relendo meu livro Jesus, a Dor e a origem de Sua Autoridade, lançado em 8 de novembro de 2014, achei alguns modestos apontamentos, os quais gostaria de apresentar a Vocês, que me honram com a leitura.

Desarmar os corações

4) Alziro Zarur (1914-1979); 5) Confúcio (551-479 a.C.); 6) Dante Alighieri (1265-1321); 7) Jesus, o Cristo Ecumênico, portanto universal, o Divino Estadista.
Por infelicidade, os povos ainda não regularam suas lentes para enxergar que a verdadeira harmonia nasce no íntimo esclarecido de cada criatura, pelo conhecimento espiritual, pela generosidade e pela justiça. Consoante costumo afirmar e, outras vezes, comentarei, eles geram fartura. A tranquilidade que o Pai-Mãe Celeste tem a oferecer — visto, de lado a lado, com equilíbrio e reconhecido como inspirador da Fraternidade Ecumênica — em nada se assemelha às frustradas tratativas e acordos ineficientes ao longo da nossa História. O engenheiro e abolicionista brasileiro André Rebouças (1838-1898) traduziu em metáfora a inércia das perspectivas exclusivamente humanas:
— (...) A paz armada está para a guerra como as moléstias crônicas para as moléstias agudas; como uma febre renitente para um tifo. Todas essas moléstias aniquilam e matam as nações; é só uma questão de tempo. (O destaque é nosso.)
Ora, vivenciar a Paz desarmada, a partir da fraternal instrução de todas as nações, é medida inadiável para a sobrevivência dos povos. Mas, para isso, é preciso, primeiro, desarmar os corações, conservando o bom senso, conforme enfatizei à compacta massa de jovens de todas as idades que me ouviam em Jundiaí/SP, Brasil, em setembro de 1983 (...).
Os artefatos mortíferos, mentais e físicos, perderão todo o seu terrível significado e sua má razão de "existir" no dia em que o indivíduo, reeducado sabiamente, não tiver mais ódio bastante para dispará-los.
É necessário desativar os explosivos, cessar os rancores, que insistem em habitar os corações humanos. Eis a grande mensagem da Religião do Terceiro Milênio, que se inspira no Cristo, o Príncipe da Paz: desarmar, com uma força maior que o ódio, a ira que dispara as armas. Trata-se de um trabalho de educação de largo espectro; mais que isso, de reeducação. E essa energia poderosa é o Amor — não o ainda incipiente amor dos homens —, mas o Amor de Deus, de que todos nós nos precisamos alimentar. Temos, nas nossas mãos, a mais potente ferramenta do mundo. Essa, sim, é que vai evitar os diferentes tipos de guerra, que, de início, nascem na Alma, quando enferma, do ser vivente.
Contudo, é forçoso lembrar esta enérgica reflexão de Confúcio (551-479 a.C.):
— Paga-se a Bondade com a Bondade, e o mal com a Justiça.
Ainda em Jesus, a Dor e a origem de Sua Autoridade, ratifico o Poder de transformação promovido pelo Amor Fraternal. A prática dessa consciência sublime e divina emoção, aliadas à verdadeira Justiça, não aos justiçamentos, constitui-se na Política mais eficaz que o ser humano pode exercer. O tempo mostrará aos pessimistas.
Sobrepujar os obstáculos 
As pessoas discutem o problema da violência no rádio, na televisão, na imprensa ou na internet e ficam cada vez mais perplexas por não descobrir a solução para erradicá-la, apesar de tantas e brilhantes teses. Em geral, procuram-na longe e por caminhos intrincados. Ela, porém, não se encontra distante; está pertinho, dentro de nós: Deus!
— (...) o Reino de Deus está dentro de vós. Jesus (Lucas, 17:21)
E devemos sempre repetir que o Pai Celestial é Amor! Não o amor banalizado, mas a Força que move os Universos. Lamentavelmente, a maioria esmagadora dos chamados poderosos da Terra ainda não acredita bem nesse fato e tenta desqualificá-lo. São os pretensos donos da verdade... Entretanto, "o próximo e último Armagedom mudará a mentalidade das nações e dos seus governantes", afiançava Alziro Zarur (1914-1979). E eu peço licença a ele para acrescentar: governantes sobreviventes.
Alziro Zarur, saudoso fundador da LBV, dizia que, "na verdade, quem realmente ama a Deus ama ao próximo, seja qual for sua religião, ou irreligião".
Recordo uma meditação minha que coloquei no livro Reflexões da Alma (2003): O coração torna-se mais propenso a ouvir quando o Amor é o fundamento do diálogo.
E um bom diálogo é básico para o exercício da democracia, que é o regime da responsabilidade.
A Paz não é utopia 
Ao encerrar este artigo, recorro a um argumento que apresentei, durante palestras sobre o Apocalipse de Jesus para os Simples de Coração, apropriado igualmente aos que porventura pensem que a construção responsável da Paz seja uma impossibilidade: (...) Isso é utopia? Ué?! Tudo o que hoje é visto como progresso foi considerado delirante num passado nem tão remoto assim. (...)
Muito mais se investisse em educação, instrução, cultura e alimentação, iluminadas pela Espiritualidade Superior, melhor saúde teriam os povos, portanto, maior qualificação espiritual, moral, mental e física, para a vida e o trabalho, e menores seriam os gastos com segurança. "Ah, é esforço para muito tempo?!" . Então, comecemos ontem! Senão, as conquistas civilizatórias no mundo — a começar pelas da igualdade de gênero, empoderamento e autonomia de mulheres e meninas —, que ameaçam ruir, poderão dar passagem ao contágio da desilusão que atingirá toda a Terra. Não podemos permitir tal conjuntura.
Convivência pacífica
A fraterna saudação ensinada por Jesus aos Seus Apóstolos e Discípulos estende-se ecumenicamente a todos os seres terrenos, como valioso convite à convivência em paz no planeta, nossa morada coletiva:
— E, em qualquer casa onde entrardes, dizei primeiro: Paz seja nesta casa! Jesus (Lucas, 10:5).

terça-feira, 7 de março de 2017

A Saga das Mulheres Pelo Mundo







As mulheres e a luta pelos seus direitos políticos no Brasil


Neste ano quando comemoramos os 85 anos da conquista do voto feminino é preciso relembrar as situações degradantes que viveram as mulheres durante séculos e a luta persistente que travaram para, finalmente, conseguirem se firmar como cidadãs. É claro que muito ainda falta a ser conquistado, mas olhando para trás vemos o quanto já se caminhou.
Por Augusto Buonicore*, no Portal Grabois

Voto feminino
No Brasil, por exemplo, as mulheres apenas puderam se matricular em estabelecimentos de ensino em 1827. O direito a cursar uma faculdade só foi adquirido cerca de 50 anos depois. Apenas em 1887 o país formaria sua primeira médica. As primeiras mulheres que ousaram dar esse passo rumo à sua autonomia e profissionalização foram socialmente segregadas.
O primeiro Código Civil brasileiro, aprovado em 1916, reafirmou muitas das discriminações contra a mulher. Escreveu a professora Maria Lygia Quartim de Moraes: “Com o casamento, a mulher perdia sua capacidade civil plena. Cabia ao marido a autorização para que ela pudesse trabalhar, realizar transações financeiras e fixar residência. Além disso, o Código Civil punia severamente a mulher vista como ‘desonesta’, considerava a não virgindade da mulher como motivo de anulação do casamento (…) e permitia que a filha suspeita de ‘desonestidade’, isto é, manter relações sexuais fora do casamento, fosse deserdada”. As mulheres casadas – ou sob o pátrio poder – eram consideradas incapazes juridicamente, como as crianças, os portadores de deficiência mental, os mendigos e os índios.
Desde a formação da sociedade brasileira, as mulheres foram excluídas de todo e qualquer direito político. Por exemplo, a Carta Outorgada do Império (1824) e a primeira Constituição da República (1891) não lhes concederam o direito de votar e nem de serem votadas. Uma situação que persistiria até as primeiras décadas do século XX. Eram, portanto, consideradas cidadãs de segunda categoria. Ao bem da verdade, este não era apenas um problema do Brasil, pois, naquela época, as mulheres estavam excluídas dos seus direitos políticos na quase totalidade dos países do mundo.
Nesse período sombrio elas não se calaram. No entanto, só muito recentemente a história da resistência feminina começou a ser desvendada pela historiografia. As mulheres lutaram pelo acesso à Educação e pelos seus direitos civis e políticos. Também se envolveram nos grandes movimentos que ajudaram a construir a nação, como as lutas pela independência, a campanha abolicionista, a proclamação da República etc.
A primeira feminista brasileira de que se tem notícia foi a potiguar Nísia Floresta (1809-1885). Ela se destacou como educadora, criando e dirigindo diversas escolas femininas no país. Considerava a educação o primeiro passo para a emancipação da mulher. Traduziu e publicou no país o manifesto feminista de Mary Wollstonecraft – Direitos das Mulheres e Injustiças dos Homens. Após ter permanecido 28 anos na Europa, ao voltar para o Brasil, apoiou o movimento abolicionista e republicano. Nísia foi uma pessoa muito à frente de seu tempo.
A imprensa alternativa feminina, surgida em meados do século XIX, foi, no entanto, uma espécie de embrião do movimento de mulheres. Em 1852 a jornalista Juana Noronha fundou e dirigiu o primeiro jornal produzido por mulheres – o Jornal das Senhoras. No ano de 1873 a professora Francisca Motta Diniz fundou o jornal O sexo feminino. Em um de seus editoriais afirmava: “Não sabemos em que grande república ou republiqueta a mulher deixe de ser escrava e goze de direitos políticos, como o de votar e ser votada. O que é inegável é que em todo o mundo, bárbaro e civilizado, a mulher é escrava”. O jornal se envolveria na grande campanha pela abolição da escravatura.
Inúmeros outros jornais femininos surgiriam. A maior parte deles teve vida curta, e mesmo não sendo revolucionários ou mesmo feministas, ajudaram a conscientizar as mulheres sobre o papel subalterno que lhes era destinado pela sociedade patriarcal. Este breve artigo se concentrará na luta das mulheres pelos direitos políticos, especialmente o direito de votar e serem votadas.
A República Velha e os direitos das mulheres
Desde meados do século XIX, as mulheres buscaram romper o cerco que as envolvia e conquistar seus direitos civis e políticos. O voto feminino foi um dos temas tratados pelos deputados que elaboraram a primeira Constituição Republicana (1891). Contudo, o texto final acabou não deixando clara a situação política da mulher. Ele não proibia explicitamente o voto feminino, mas também não o garantia de maneira clara. A proposital ambiguidade de sua redação possibilitou que a grande maioria dos legisladores e o próprio poder judiciário interpretassem ao seu bel prazer o que pretendiam os constituintes. Isso excluiu as mulheres do processo político-eleitoral por várias décadas.
As argumentações dos antifeministas eram as mais execráveis. O deputado Tito Lívio afirmou que as mulheres tinham “cérebros infantis” e seriam portadoras de “inferioridade mental” e “retardo evolutivo” em relação aos homens. Lacerda Coutinho, por sua vez, disse que “as mulheres tinham funções (biológicas) que os homens não tinham e essas funções eram tão delicadas (…) que bastava a menor perturbação nervosa, um susto, um momento de excitação, para que elas se pervertessem”.
Contudo, a maioria dos opositores ao voto feminino argumentava de maneira diferente. Sustentava a superioridade moral da mulher e, justamente por isso, ela seria incompatível com a política. A mulher deveria ser protegida pela sociedade deste mal. Deus e/ou a natureza havia reservado a ela outro papel, mais nobre, o de “rainha do lar”. Essa, por exemplo, era a visão dos positivistas.
Já as mulheres engajadas leram o texto constitucional de outra forma. Se ele explicitava os que estavam excluídos (mendigos, analfabetos, índios, praças de pré e religiosos de ordens monásticas sujeitos a voto de obediência) e entre eles não se encontrava nenhuma referência às mulheres, isso era uma comprovação cabal de que os constituintes não pretendiam proibir o voto feminino. Uma argumentação irretorquível.
Usando essa argumentação, ao longo dos anos, várias mulheres, em diversas regiões, tentaram se alistar como eleitoras. Em 1910, diante das constantes recusas, algumas delas vanguarda fundaram o Partido Republicano Feminino. Ainda que pequeno, ele mostrava o grau de consciência e organização atingido pelas brasileiras no início do século XX.
Entre suas fundadoras estavam a professora Leolinda Daltro e a escritora Gilka Machado. Esse aguerrido partido chegou a promover em novembro de 1917 uma passeata com quase 100 mulheres no centro do Rio de Janeiro. Não deixava de ser uma pequena revolução. No mesmo ano, o deputado socialista Maurício de Lacerda apresentou um projeto estabelecendo o voto feminino, que não chegou a ser apreciado pela Câmara Federal.
Naquela mesma época, outra personagem entrou em cena: Bertha Lutz. Filha de um dos mais renomados cientistas brasileiros, Adolfo Lutz, estudou na Sorbonne e formou-se em Biologia. Na França entrou em contato com as ideias feministas que fervilhavam em solo europeu.
De volta ao Brasil, em 1918, imediatamente envolveu-se na luta pelo voto feminino. Na influente Revista da Semana afirmou: “As mulheres russas, finlandesas, dinamarquesas e inglesas (…) já partilham ou brevemente partilharão do governo, não só contribuindo com o voto como podendo ser elas próprias eleitas para o exercício do Poder Legislativo (…). Só as mulheres morenas continuam, não direi cativas, mas subalternas (…). Todos os dias se leem nos jornais e nas revistas do Rio apreciações deprimentes sobre a mulher. Não há, talvez, cidade no mundo onde menos se respeite a mulher”.
Pertencente à elite econômica, política e intelectual brasileira, Bertha Lutz teve algumas condições para a sua atuação que outras não tiveram. No ano seguinte (1919), foi indicada pelo governo brasileiro para participar da reunião do Conselho Feminino da Organização Internacional do Trabalho. Ali foi aprovado o princípio de salário igual para trabalho igual, sem distinção de sexo. Ela também representou o país na I Conferência Pan-Americana da Mulher, realizada em abril de 1922.
Nos Estados Unidos, onde se realizou esse encontro, conheceu Carrie Chapman Catt. Esta representava uma corrente menos radical do movimento feminista internacional e condenava os métodos radicais das sufragistas europeias, especialmente britânicas. Bertha Lutz, numa entrevista, afirmou que a orientação da senhora Carrie era “muito salutar, pois o movimento nos Estados Unidos tem sido muito digno e completamente alheio aos métodos violentos empregados por alguns países europeus”. Esses métodos pacíficos se adequavam melhor à condição social das feministas brasileiras daquele tempo, em geral pertencentes às elites.
Ainda em 1922, Bertha organizou o 1º Congresso Feminista e fundou a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (FBPF). Esta foi a primeira entidade feminista brasileira com certa expressão nacional e internacional. Entre os seus objetivos estavam: “assegurar à mulher os direitos políticos que a nossa constituição lhe confere” e “estreitar os laços de amizade com os demais países americanos a fim de garantir a manutenção perpétua da paz e da justiça no Hemisfério Ocidental”. A referência ao “hemisfério ocidental” não era casual e refletia a ideologia predominante no movimento.
Um congresso jurídico realizado no Rio de Janeiro aprovou por 28 votos contra apenas 4 resoluções que diziam: “1º) A mulher não é, moral nem intelectualmente, inapta para o exercício dos direitos políticos; 2º) Em face da Constituição Federal, não é proibido às mulheres o exercício dos direitos políticos”. Rui Barbosa também passou a defender a tese da constitucionalidade do voto feminino.
Uma garota do barulho
Entre os nomes femininos que cabe ainda destacar neste conturbado ano de 1922 é o da combativa estudante Diva Nolf Nazário. Na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, onde estudava, defendeu, contra a maioria de seus pares, o simples direito de votar na eleição do diretório acadêmico XI de Agosto. Consciente da situação inferior que se encontravam as mulheres, participou ativamente da fundação da Aliança Paulista pelo Sufrágio Universal, tendo sido sua secretária-geral.
Convencida da constitucionalidade do voto feminino, ela tentou se registrar como eleitora. Para isso, fez uma verdadeira peregrinação por vários órgãos públicos. Chegou mesmo, depois de muita insistência, a conseguir um registro eleitoral provisório. Contudo, o parecer do juiz eleitoral foi-lhe desfavorável. Escreveu o magistrado: “Entendem, por certo, a maioria dos nossos representantes que (…) não era ainda o momento de romper com as tradições do nosso direito, segundo as quais as palavras ‘cidadãos brasileiros’, empregadas nas leis eleitorais, designam sempre cidadãos do sexo masculino”. Para ele as atribuições plenas da cidadania se vinculavam às “energias e veemências próprias da organização viril”. A mulher seria uma criatura “destinada a dividir harmonicamente com o homem a responsabilidade da vida em comum, ela, na tranquilidade do lar, cuidando da ordem doméstica, ele, no trabalho cotidiano, auferindo meios de prover a subsistência da família”. Diva recorreu da decisão e seu pedido foi indeferido. O caso repercutiu nacionalmente e ganhou as páginas dos principais jornais.
No ano seguinte, 1923, ela publicou Voto Feminino e Feminismo, no qual apresentou sua luta e as diversas posições existentes em relação ao sufrágio feminino, através de artigos publicados na imprensa daquela época. O livro, cuja edição fac-similar foi publicada pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo em 2009, é uma referência obrigatória para aqueles que desejam pesquisar o movimento feminista no início do século XX.
A crise do Estado Oligárquico e o avanço feminista
No Congresso Nacional também crescia o número de parlamentares favoráveis ao voto feminino. Alguns projetos chegaram mesmo a ser aprovados nas comissões e em primeira votação nas duas casas legislativas. Nas eleições presidenciais de 1922, a vitória eleitoral de Arthur Bernardes – um opositor do voto feminino – representou um duro golpe para os objetivos da FBPF. Seu governo foi marcado pelas rebeliões tenentistas, o permanente estado de sítio e perseguições políticas aos seus opositores.
Washington Luís, eleito presidente em 1926, incluiu em sua plataforma eleitoral o voto feminino. Sua vitória animou as militantes feministas. A luta foi retomada dentro e fora do parlamento. O estopim foi a proposta de realização de uma reforma eleitoral. Novamente foram apresentados projetos que garantiam o voto às mulheres e as Comissões de Justiça deram pareceres favoráveis a eles.
As entidades femininas fizeram um abaixo-assinado com mais de duas mil assinaturas, em geral de mulheres de projeção social. Uma comissão passou a acompanhar de perto o trabalho parlamentar. Tudo indicava que, desta vez, a situação seria resolvida favoravelmente às mulheres.
Contudo, o projeto que instituía o voto feminino acabou não sendo votado, pois dois senadores apresentaram emendas desfigurando-o. Uma das emendas elevava a idade mínima para votar e ser eleita de 21 para 35 anos, com o objetivo de evitar que “meninas de pouca idade” fossem eleitas para o Congresso. A outra emenda também estabelecia o voto diferenciado para mulheres, em que se afirmava: “Podem votar e ser votadas (…) as mulheres diplomadas com títulos científicos e de professora, que não estiverem sob poder marital nem paterno”. A matéria voltou para a Comissão de Justiça que rejeitou as emendas. O projeto entrou na lista de espera para nova votação, que nunca ocorreria.
O dique, no entanto, começara a ser rompido. Juvenal Lamartine havia sido um dos senadores que mais defenderam a proposta do direito de voto para as mulheres e, por isso mesmo, foi apoiado por elas na sua campanha ao governo do Rio Grande do Norte. Antes mesmo de tomar posse, solicitou que seus correligionários na Assembleia Legislativa aprovassem o projeto que estabelecia o voto feminino. Assim, as mulheres potiguares foram as primeiras a usufruir desse direito, bem como foram as primeiras mulheres a assumirem cargos no legislativo e executivo no país. A primeira eleitora foi Celina Guimarães. Em 1928 Júlia Alves Barbosa foi eleita intendente (vereadora) em Natal e Luisa Alzira Teixeira Soriano eleita prefeita em Lajes. Alzira Soriano era fazendeira e obteve 60% dos votos, sendo a primeira mulher a assumir uma prefeitura na América Latina.
Em 1927, os votos femininos contabilizados na eleição para o Senado foram cassados pela Comissão de Poderes do Congresso Nacional. Segundo essa Comissão, as mulheres poderiam votar apenas nas eleições para as Câmaras Municipais e Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, mas não nas eleições federais. A FBPF, em protesto, lançou um duro Manifesto à Nação. Ficava cada vez mais claro para muitas mulheres que não seria aquele sistema decadente que garantiria o seu direito ao voto.
A direção da FBPF procurava tomar distância da política partidária – embora tivesse ligação com setores das oligarquias presentes no poder. Quando Nathércia Silveira, dirigente nacional, se envolveu abertamente na campanha de Getúlio Vargas, teve que se afastar da entidade. Logo após a vitória da Revolução de 1930, ela fundou a Aliança Nacional de Mulheres (ANM) que congregou mais de 3 mil filiadas e procurou dar sustentação política e social ao novo regime.
As operárias, embora tivessem grande atuação nas greves por melhores salários e condições de trabalho, tiveram pequena atuação na luta pelos direitos civis e políticos. Isso refletia vicissitudes do movimento operário brasileiro daquela época. Os anarquistas, força hegemônica até meados dos anos 1920, repudiavam a atuação política institucional e eram radicalmente contra a participação eleitoral. Por isso não se incorporaram na luta pelo sufrágio universal e feminino, que consideravam improcedente. O próprio Partido Comunista, criado em 1922, embora defendesse o voto feminino, ainda padecia de certo obreirismo e pouquíssima inserção junto às mulheres, mesmo as trabalhadoras. Situação que só começaria mudar no final daquela década.
Assim, a luta pelo sufrágio feminino foi travada fundamentalmente pelos setores de vanguarda da burguesia e da pequena burguesia urbana. Isso teve consequências na ideologia e nas formas de organização e de luta do movimento feminista brasileiro do início do século XX. Sem bases sociais populares, não se produziu uma forte corrente de esquerda como aconteceu em alguns países europeus.
A Revolução de 1930 e a conquista do voto feminino
A primeira proposta de código eleitoral feita pelo governo provisório de Vargas ainda limitava o voto feminino, determinando que só poderiam votar as mulheres solteiras e viúvas acima de 21 anos e, as casadas, apenas com autorização dos maridos. Houve uma grande campanha unificada entre a ANM e a FBPF para derrubar tais restrições. As líderes feministas se encontraram pessoalmente com Vargas e tiveram então suas reivindicações atendidas.
O novo Código Eleitoral, promulgado em 1932, garantiu-lhes o direito de votar e serem votadas. Vargas ainda indicou Bertha e Nathércia, como representantes das mulheres brasileiras, para a comissão especial encarregada de elaborar a proposta de constituição federal que seria apreciada pelo Congresso – um fato inédito na história política brasileira. A Constituição de 1934 iria estabelecer claramente, sem ambiguidade, o direito de voto para as mulheres. Assim, o Brasil se tornou o quarto país das Américas a estabelecer o voto feminino. Antes dele, haviam-no concedido o Canadá, Estados Unidos e Equador.
A paulista Carlota Pereira de Queiróz foi a primeira mulher eleita para a Câmara dos Deputados. Formada em Medicina, era também uma representante destacada da elite paulista. Berta Lutz, apesar de seu esforço, não conseguiu se eleger pelo Rio de Janeiro. Ela ficaria na primeira suplência. Alagoas, Bahia, Sergipe, São Paulo e Amazonas elegeram deputadas estaduais. O Sul teria que esperar um pouco mais. Bertha, finalmente, assumiria a sua vaga na Câmara dos Deputados, em 1936.
Naquela conjuntura de crise havia crescido a influência da esquerda entre as mulheres. Como resultado, em 1934, foi fundada a União Feminina. Ela se integraria à Aliança Nacional Libertadora (ANL), que tinha participação de socialistas, comunistas e anti-imperialistas. Após a cassação desta entidade e do esmagamento do levante ocorrido em novembro de 1935, as principais dirigentes da União Feminina foram presas. Em seguida, a FBPF e demais entidades femininas sofreriam um duro golpe com a decretação do Estado Novo em novembro de 1937. Sem democracia o movimento feminino refluiria.
Apesar dos limites apontados acima, podemos afirmar que sem a ação decidida de mulheres como Berta Lutz e Diva Nolf, não seria possível falar em democracia e cidadania no Brasil. Por isso, seus nomes deveriam constar num lugar de honra dos nossos livros de história, rompendo assim com a situação de invisibilidade que o mundo burguês masculino procurou condená-las.
* Texto adaptado da apresentação ao livro Voto feminino & feminismo de Diva Nolf Nazario (1923), edição em fac-símile produzida pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo em 2009
** Augusto César Buonicore é historiador, presidente do Conselho Curador da Fundação Maurício Grabois. E autor dos livros Marxismo, história e a revolução brasileira: encontros e desencontros, Meu Verbo é Lutar: a vida e o pensamento de João Amazonas e Linhas Vermelhas: marxismo e os dilemas da revolução. Todos publicados pela Editora Anita Garibaldi.
Bibliografia
ALVES, Branca Moreira & PITANGUY, Jacqueline. O que é feminismo, Ed. Brasiliense, SP, 1981
ALVES, Branca Moreira. Ideologia e feminismo: a luta da mulher pelo voto no Brasil, Ed. Vozes, Petrópolis, 1980.
GRINBERG, Keila – Código Civil e Cidadania, Jorge Zahar Editor, RJ, 2001
HAHNER, June E. A mulher brasileira e suas lutas sociais e políticas: 1850-1937, Ed. Brasiliense, S.P., 1981
PINTO, Celi Regina Jardim. Uma história do feminismo no Brasil, Ed. Fundação Perseu Abramo, SP, 2003
MORAES, Maria Lígia Quartim – “Cidadania no feminino”: In Pinsky, J. e Pinsk, C B, História da Cidadania, Ed. Contexto, SP, 2003.
SAFFIOTI, Heleieth. A mulher na sociedade de classes: mito e realidade, Ed. Expressão Popular, S.P, 2013

segunda-feira, 6 de março de 2017




O significado da greve das mulheres neste 8 de março


Organizações feministas, populares e socialistas de todo o mundo convocaram uma greve internacional das mulheres no 8 de março para defender os direitos reprodutivos e contra a violência, entendida como a violência econômica, institucional e interpessoal.
Por Cinzia Arruzza e Tithi Bhattacharya para revista Jacobi*
Reuters
Mulheres protestam nos Estados Unidos contra TrumpMulheres protestam nos Estados Unidos contra Trump
A greve ocorrerá em pelo menos quarenta países e será o primeiro dia internacionalmente coordenado de protesto em escala tão grande depois de anos. Em termos de tamanho e diversidade de organizações e países envolvidos, será comparável às manifestações internacionais contra o ataque imperialista ao Iraque, em 2003, e os protestos internacionais coordenados sob a bandeira do Fórum Social Mundial e do movimento de justiça global no início dos anos 2000.
O movimento Occupy, dos Indignados e o Black Lives Matter conseguiram ter eco internacional e desencadear manifestações, ocupações e protestos em vários países, mas havia pouca coordenação internacional consciente entre as várias organizações e grupos envolvidos. As revoluções árabes desencadearam acontecimentos extraordinários e históricos, mas as organizações sociais e políticas de outros países não foram capazes de promover uma poderosa mobilização coordenada internacionalmente em apoio.
Se houver êxito, a greve internacional das mulheres marcará um salto qualitativo e quantitativo no longo processo de reconstrução das mobilizações sociais em escala internacional contra o neoliberalismo e o imperialismo, as quais vários movimentos dos últimos anos, tais como o Occupy Gezi Park, os Indignados, o Standing Rock e o Black Lives Matter, deram forma. Isso também sinalizará a possibilidade concreta de um movimento feminista novo, poderoso, anticapitalista e internacionalista.
Por que estamos chamando isso de greve?
Muitas discussões sobre a greve, especialmente nos Estados Unidos, centraram-se em saber se é correto chamar o 8 de março de “greve”, em vez de uma manifestação ou protesto. Essa crítica é vazia de sentido. As greves das mulheres sempre foram mais abrangentes em seus alvos e metas do que as paralisações tradicionais por salários e condições de trabalho.
Em 1975, 90% das mulheres da Islândia fizeram uma greve nos locais de trabalho e se recusaram a realizar trabalho social não remunerado durante um dia, a fim de tornar visível o trabalho e a contribuição das mulheres islandesas para a sociedade. Elas exigiram salários iguais aos dos homens e o fim à discriminação sexual no local de trabalho.
No outono de 2016, as ativistas polonesas adotaram a estratégia e a mensagem da greve das mulheres de Islândia em 1975 e organizaram uma greve massiva de mulheres para impedir a aprovação de um projeto de lei no parlamento que proibisse o aborto. Ativistas argentinas fizeram o mesmo em outubro passado para protestar contra a violência masculina contra as mulheres.
Esses eventos – que estimularam a ideia de uma greve maior no Dia da Mulher – demonstram como uma greve de mulheres é diferente de uma greve geral. A greve das mulheres surge da reflexão política e teórica sobre as formas concretas do trabalho feminino nas sociedades capitalistas.
No capitalismo, o trabalho das mulheres no mercado formal é apenas uma parte do trabalho que realizam. As mulheres são também as principais realizadoras do trabalho reprodutivo – trabalho não remunerado que é igualmente importante para a reprodução da sociedade e das relações sociais capitalistas. A greve das mulheres destina-se a tornar este trabalho não remunerado visível e enfatizar que a reprodução social é também um local de luta.
Além disso, devido à divisão sexual do trabalho no mercado formal, um grande número de mulheres ocupam postos de trabalho precários, não têm direitos trabalhistas, estão desempregadas ou são trabalhadoras sem documentos.
As mulheres que trabalham no mercado formal e informal e na esfera social não reprodutiva são todas trabalhadoras. Essa consideração deve ser central para qualquer discussão sobre a reconstrução de um movimento operário não só nos Estados Unidos, mas também globalmente.
Enfatizar a unidade entre o local de trabalho e o lar é fundamental, e um princípio organizador central para a greve de 8 de março. Uma política que leve a sério o trabalho das mulheres deve incluir não só as greves no local de trabalho, mas também as greves do trabalho reprodutivo social não remunerado, as greves de tempo parcial, os chamados para redução do tempo de trabalho e outras formas de protesto que reconhecem a natureza de gênero das relações sociais.
A “greve” tornou-se o termo genérico sob o qual várias formas de ação são incluídas, porque é o termo que melhor enfatiza a centralidade do trabalho das mulheres e sua auto-identificação como trabalhadores, qualquer que seja a forma de seu trabalho.
Recuperando o direito de greve
Os Estados Unidos têm talvez as piores leis trabalhistas entre as democracias liberais. As greves gerais e as greves políticas são proibidas, as permitidas estão ligadas a exigências econômicas restritas dirigidas aos empregadores e os contratos têm frequentemente cláusulas explícitas anti-greves, cuja violação pode fazer com que o trabalhador perca o emprego e acarretar multas pesadas para o sindicato que organiza-las. Além disso, vários estados, como Nova York, têm leis que proíbem explicitamente funcionários públicos de entrar em greve.
A discussão sobre como reverter esta situação e empoderar os trabalhadores tem sido a principal preocupação estratégica da esquerda dos Estados Unidos nas últimas décadas. No entanto, um dos perigos desta discussão é o de reduzir a luta de classes apenas à luta econômica e de unir as relações sociais capitalistas com a economia formal em sentido restrito.
A transformação das relações de trabalho nos Estados Unidos requer não apenas uma ativação da classe trabalhadora com base em demandas econômicas no local de trabalho, mas sua politização e radicalização – a capacidade de realizar uma luta política dirigida à totalidade das relações de poder, instituições e formas de exploração em vigor.
Isto não pode ser alcançado apenas melhorando e expandindo a organização do trabalho de base no local de trabalho. Um dos problemas centrais que o trabalho político radical enfrenta é seu isolamento e invisibilidade. Estabelecer as bases para a revitalização do poder operário exigirá operar em diferentes níveis – criando grandes coalizões sociais, agindo dentro e fora dos locais de trabalho e estabelecendo laços de solidariedade e confiança entre organizadores e ativistas trabalhistas, antirracistas, feministas, estudantes e anti-imperialistas. Também significa aproveitar a imaginação social através de intervenções criativas, intelectuais e teóricas, além da experimentação com novas práticas e linguagens.
Em vez de um foco estreito sobre as lutas no local de trabalho, precisamos conectar movimentos baseados em gênero, raça, etnia e sexualidade, em conjunto com a organização do trabalho e o ativismo ambientalista. Somente criando essa totalidade coletiva seremos capazes de abordar a complexidade das questões e demandas apresentadas pelas diversas formas de mobilização.
Este é o caminho que a greve internacional das mulheres está perseguindo com sua plataforma política expansiva e inclusiva.
O 8 de março não será uma greve geral. Mas será um passo importante para um novo ciclo de legitimação do direito de greve contra as degradações do capitalismo sentidas em todas as esferas da vida por todos os povos.
*Cinzia Arruzza é professora adjunta de filosofia na New School. Tithi Bhattacharya é professora associada de história na Purdue University. Ambas assinam, junto com Angela Davis, Keeanga-Yamahtta Taylor, Linda Martín Alcoff, Nancy Fraser e Rasmea Yousef Odeh, o manifesto que originalmente convocou uma greve internacional militante das mulheres para o próximo dia 8 de março de 2017, “Por uma greve internacional militante no 8 de março“.
Artigo publicado originalmente no blog da revista Jacobin. A tradução é de Daniela Mussi, para o Blog Junho.Copiado de:

domingo, 5 de março de 2017

Apropriação Cultural; Preconceito. Racismo.Discriminação. Escravidão. #...




Por Prfª Carvalho Peixoto
Foi muito infeliz a jovem que maltratou a outra devido a um turbante. 
A maioria dos negros brasileiros nem usa turbantes e não da a eles significado algum. 
Porém, por outro lado, não é justo usar esta situação isolada para calar “os negros”.  
Negros brasileiros sempre foram reprimidos. 
Muitos perdiam empregos, e as poucas oportunidades ao posicionassem-se abertamente, principalmente em relação ao racismo. 
O negro deve sim falar de como se sente em todas as áreas da vida e lidar com isto.  
O negro brasileiro, em geral, não é cheio de “mi mi mi”. 
Pelo contrário, ele foi acostumado a se calar, a se submeter a sofrimentos, injustiças e humilhações para sobreviver. 
Nunca alguém que não nasceu e foi criado no Brasil entenderá totalmente o que é ser negro no Brasil! 
Assim como um negro brasileiro não tem a noção exata do que é ser negro na África!


A breve vida de Luz e Vitória ceifada pela brutalidade humana



Por volta da segunda  quinzena do mês de fevereiro
Recebi um pedido de colaboração no caso dos filhotinhos cuja mãe havia sido barbarizada por alguém no conjunto habitacional do Jardim das Pedras em  minha cidade.



Já é tristemente conhecido fatos de  brutalidade contra animais domésticos naquele lugar.
Felizmente contamos com pessoas humanas e generosas que conseguiram salvar da morte certa os gatinhos que nasceram prematuros por conta da violência sofrida ainda na barriga da mãe, eram 4 mas somente dois sobrevivera as primeiras horas.






Como em meu gatil, eu também havia resgatado 15 dias antes uma grata prenha  que dera à luz seus 4 filhotinhos, estando amamentando, colocamos os orfãozinhos no ninho e foram imediatamente aceitos.



       Porém, por serem prematuros, muito pequenos, e exatamente      naquela noite, a temperatura caíra  drasticamente, resolvemos  levá-los para dentro de casa, e passei a noite cuidando em mantê-los aquecidos e alimentados.
Passamos a noite toda atentos aos dois pequeninos, mas infelizmente, uma após a outra, morreram ao amanhecer.
Luz e Vitória, haviam recebido esses nomes de sua  salvadora. 

Seus corpinhos foram entregues a natureza, na mata próxima a minha casa, mas a sua história estará gravada nas mentes e corações das pessoas envolvidas em lhes salvar a vida, e certamente nas consciências de quem lhes impediu o simples direito de nascer e viver!
Luz e Vitória
*A vida é resultado de semeaduras e colheitas. E  a vidas cobrará de cada um de nós apresentaremos as  justas contas de nossos atos!


































Posturas Antipáticas e anti cristãs


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PENSANDO AQUI:

 Depois de um tipo de experiência repetida por algumas vezes  em situações opostas; me peguei refletindo sobre a coisa toda, e decidi escrever sobre isto;
É assim: Na convivência em redes sociais, é comum receber mensagens dos amigos, as vezes na forma de scrap, outras vezes na forma de textos, sobre religiosidade. Não é segundo entendo, nada que possa ou deva provocar um debate, mas apenas uma pequena mensagem de estímulo a fé, a confiança, a esperança e coisas do tipo. Até aí tudo bem, sem nenhum problema; Aliás na verdade não é nenhum problema ou não deveria ser. Você recebe, lê, ou curte, agradece e segue em frente, ou passa adiante sem nenhuma outra ação e, pronto, a vida segue seu rumo e cada um na sua!
 Bom, mas então porque escrever  sobre isto? Primeiro motivo é exercitar minha capacidade de expressar-me pela escrita, dando trabalho aos neurônios, e se você achou graça, vai se lembrar disto um dia com razões justas; Tomara que adote o exemplo e consiga seguir mais um pouco dono dos seus próprios pensamentos e  atos!Se não morrer antes, fatalmente vais chegar nesse ponto. 
Bem, vamos ao ponto que me trouxe até aqui: Independente de ser conhecida ou não pela pessoinha, ela costuma compartilhar mensagens do seu pensamento religioso; entendo a isso, e se eu gosto ou não goste,não vem ao caso; é direito inalienável de cada um, e não serei eu a provocar nenhum constrangimento na pessoa por conta disso, certo? Certo!
Mesmo que eu tenha uma certa alergia pela frequente frase usada por todos os tipos de religiosos, pelo menos pela sua maioria, e convidar ou impor de certa forma que você lhe acompanhe com a frase: ''Se você concorda deixe um amém!''  Mania que sempre me leva a pergunta: O que será que que ela entende por essa coleção de amém!? Será que ela sabe o ignificado dessa palavra?  
Vejamos: " O que é Amém: Amém é um termo em hebraico, utilizado para afirmar ou aderir a alguma coisa. Amém é uma interjeição que significa "certamente", "verdadeiramente" e "assim seja". ... Amém é a palavra empregada no fim de várias orações, não apenas no Cristianismo, mas também no Islamismo e Judaísmo. Podendo também significar "Que seja de sua vontade!''  De acordo com o dicionário Aurélio, “amém” é uma palavra litúrgica de aclamação, que indica anuência firme, concordância perfeita, com um artigo de fé; assim seja." 
Mas virou um chavão usado muitas vezes de forma antipática E ATÉ MESMO vejam só, para agredir, desacreditar, provocar, emfim aporrinhar alguém. Sim! Antipatia é o sentimento que ela desperta, dependendo da forma e do momento em que se é usada; Principalmente, quando passa claramente ser uma propriedade de certos pseudos religiosos, que também passam a ideia de serem exclusivos filhos de Deus, como se o resto da humanidade fossem inferiores a eles. Isso causa ou não causa um sentimento de antipatia pelo sujeito e por tabela pela sua escolha religiosa? Não precisas nem dizer, eu o sei!
Aqui, no caso, os améns  solicitados (?), são para coisas ou situações que absolutamente não combina com a interjeição; não tem nenhuma harmonização com a coisa. 
Mas, mesmo nesses casos, você ignora tudo isso e segue adiante, sem molestar os autores / compartilhantes. 
A vida segue em paz com ou sem esses améns. Mas, se de repente, você faz um comentário e distraídamente ao desejar um bom dia, boa tarde,boas soluções etc ao um (a) criatura, escorrega e utiliza a palavra "boas vibrações'', pronto! 
Uma guerra foi declarada entre você e  a pessoinha! Sem demora ela retorna dizendo em turbilhões desenfreados que não necessita de minhas vibrações, que isso é coisa de feiticeiros, macumbeiros e o 'escambau a quatro'! 

Aqui, mora meus questionamentos:

1-Se eu pratico, sou ou vou (não importa a posição) desta ou daquela  escolha religiosa, logicamente esta religião me liga a Deus tanto quanto meu interlocutor, seja ele de qual denominação for, mesmo que nem acredite na existência de Deus, mas acredita na bondade, na honestidade, na fraternidade, nos bons sentimentos  e ações para mim esses são melhores que a grande maioria dos religiosos de flâmulas e carteirinhas), pois que isto  é Religião (Formas de  pensamentos, ações e doutrinas que naturalmente nos ligam a Deus, O Criador da Terra e tudo o mais no Universo). 

2-Assim sendo, Tanto eu quanto meu interlocutor, somos filhas (os) de um mesmo Pai -Criador do Universo, o que nos define como co-irmãos, o que nos dá o direito de sermos como somos, mas também dentro das nossas igualdades, estão contidas  nossas diferenças mas também  nosso dever de respeitar as escolhas do outro, sob a pena de estarmos sendo desleais com a nossa crença, doutrina, seguimento religioso, etc. 

3- Para concluir, entendo que quando agimos assim, estamos dando um testemunho terrível e totalmente adultero dos princípios evangélicos, ou como queira , segundo os ensinamentos do Cristo.
Se você se considera um Cristão de verdade, sugiro que leia, releia e reflita sobre este texto, e tente se encaixar nele para de fato merecer ser chamada (o) como tal: ----->

("Novo Mandamento vos dou: Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos, se tiverdes o mesmo Amor uns pelos outros.
Se permanecerdes em mim e as minhas palavras em vós permanecerem, pedi o que quiserdes, e vos será concedido. A glória de meu Pai está em que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos.
Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu Amor; assim como tenho guardado os mandamentos de meu Pai e permaneço no Seu Amor.
Tenho-vos dito estas coisas a fim de que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja completa.
O meu Mandamento é este: que vos ameis como Eu vos tenho amado. Não há maior Amor do que doar a própria Vida pelos seus amigos. E vós sereis meus amigos se fizerdes o que Eu vos mando. E Eu vos mando isto: amai-vos como Eu vos amei.
Já não mais vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor. Mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto aprendi com meu Pai vos tenho dado a conhecer.
Não fostes vós que me escolhestes; pelo contrário, fui Eu que vos escolhi e vos designei para que vades e deis bons frutos, de modo que o vosso fruto permaneça, a fim de que, tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vos conceda.
E isto Eu vos mando: que vos ameis como Eu vos tenho amado.
Porquanto, da mesma forma como o Pai me ama, Eu também vos amo. Permanecei no meu Amor.")
(Conforme o Evangelho do Cristo de Deus, segundo João, 13:34 e 35; 15:7, 8, 10 a 17 e 9.)

Pensemos nisto!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Gatil, Uma solução descente

                   

Gatos sempre foram presença natural em minha vida!
Minha mãezinha, dizia que aprendi a engatinhar e andar, pra perseguir o gato da casa; aliás gata, a 'Xaninha', naquele tempo ainda não colocavam nomes nos gatos, e da mesma  forma como os chamavam repetindo "Xanim, Xanim, Xanim'', era designada! rs! Bem, esta Xaninha, morreu de velha, nunca soube exatamente quando, jamais  soube!Xaninha era parecida com esta cuja foto tirei da  internet, visto que naquele tempo, foto era coisa impensável para os animais domésticos; já que para fazer documentos  meus pais planejavam uma via sacra de todos os filhos até um fotógrafo da cidade e era uma verdadeira aventura para nós, cujos resultados eram fotos  3X4 preto e branco e horríveis. Meu tio que ia de  São Paulo para o Triangulo e lavava sua máquina, batia as fotos e voltava pra sua casa levando anos para revelar e retornar com as fotos. Tenho apenas um única foto da minha adolescência, e uma quando bebê,que era umas fotos feitas em casa com a criança sentada numa cadeira rústica. Minha mãe conseguiu fazer esta foto dos  filhos mais velhos. Os mais novos já nasceram numa situação diferente! 
Voltemos aos gatinhos!
Bem, depois que a 'Xaninha' morreu, quando eu cursava o ginásio, minha mãe nos permitiu ter uma outra, que chegou e foi ficando, por conta do alimento que lhe dávamos; essa virou a 'xaninha' dois. Ficou para trás, quando nos mudamos para o estado de São Paulo. A ideia de trazer a bichinha de Trem ou Ônibus nem passou pela cabeça de meu pai, e a coitada foi deixada para trás. Chorei, fiquei muitas noites imaginando como ela estaria sentindo e se virando, mas não teve outro jeito, a não ser fazer de conta que havia esquecido.Mas só que não! Por isso, pego emprestado esta imagem para  prestar uma homenagem as duas 'Xaninhas' da minha meninice!

Imagem tirada da internet
Depois que nos mudamos, tivemos alguns felinos em casa, mas por conta da decepção sofrida, não me liguei muito aos bichanos, e também a vida me pedia atenções outras nessa idade. Já adulta, casada e com filhos, não resisti a resgatamos uma gatinha filhotinha abandonada em nossa rua. Era uma criaturinha muito especial, esperta que nos conquistou de vez. O primeiro foi meu marido, que se tomou de  paixão pela bichinha e ela por ele. Demos lhe o nome de  princesa, porque além de ser completamente  alva, tinha um porte quase de rainha. mudamos para  outra cidade e ela foi conosco. Ali, deu cria e seus filhos  era lindos, chamando a atenção dos vizinhos que disputaram quase aos tapas. No fim, a princesa desapareceu.


 Tenho quase certeza de que alguém a roubou, pois era muito mansinha; ficamos com uma filhote, a Mel que morreu bem velhina depois de  garantir a sua linhagem. 
Mel
Nos mudamos de um para outro lado e os gatinhos sempre presentes em nossa casa. São mais de trinta anos de uma linhagem felina em nossa casa! Muitas histórias gostosas e outras  tantas tristes, mas o nosso amor  e respeito pelos animais só fizeram cresce ao longo desses anos.

Por hoje foi que teve! 

Até a próxima e gratidão pela sua visita e paciència!



Surpreendente Juventude do Hoje


           




 Na cidade de Joinville houve um concurso de redação na rede municipal de ensino.

O título recomendado pela professora foi: 'Dai pão a quem tem fome'. 

Incrível, mas o primeiro lugar foi conquistado por uma menina de apenas 14 anos de idade.
E ela se inspirou exatamente na letra de nosso Hino Nacional para redigir um texto, que demonstra que os brasileiros verde amarelos precisam perceber o verdadeiro sentido de patriotismo.

Leiam, e se emocionem assim como eu, o que escreveu essa jovem.

É uma demonstração pura de amor à Pátria e uma lição a tantos brasileiros que já não sabem mais o que é este sentimento cívico.

Eis o que a garota escreveu:

“Certa noite, ao entrar em minha sala de aula, vi num mapa-mundi, o nosso Brasil chorar:
O que houve, meu Brasil brasileiro? Perguntei-lhe!

E ele, espreguiçando-se em seu berço esplêndido, esparramado e verdejante sobre a América do Sul, respondeu chorando, com suas lágrimas amazônicas: 
- Estou sofrendo. Vejam o que estão fazendo comigo... 

Antes, os meus bosques tinham mais flores e meu seio mais amores. Meu povo era heroico e os seus brados, retumbantes. O sol da liberdade era mais fúlgido e brilhava no céu a todo instante.

Onde anda a liberdade, onde estão os braços fortes? Eu era a Pátria amada, idolatrada. Havia paz no futuro e glórias no passado. Nenhum filho meu fugia à luta. Eu era a terra adorada e dos filhos deste solo era a mãe gentil. 

Eu era gigante pela própria natureza, que hoje devastam e queimam, sem nenhum homem de coragem que às margens plácidas de algum riachinho, tenha a coragem de gritar mais alto para libertar-me desses novos tiranos que ousam roubar o verde louro de minha flâmula.

Eu, não suportando as chorosas queixas do Brasil, fui para o jardim. Era noite e pude ver a imagem do Cruzeiro que resplandece no lábaro que o nosso país ostenta estrelado. 

Pensei...
Conseguiremos salvar esse país sem braços fortes?
Pensei mais....
Quem nos devolverá a grandeza que a Pátria nos traz?

Voltei à sala, mas encontrei o mapa silencioso e mudo, como uma criança dormindo em seu berço esplêndido.

👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏
Vale a pena ler e compartilhar.                      
[05:08, 24/2/2017]
                  

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Se plantamos, colhemos!



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Terra abençoada!


A corrupção lhe incomoda? Até onde?


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                        De onde vem a corrupção?    Tá reclamando do Lula? do Serra?
Do Fernando Henrique?
Do Aécio ?
Do Cunha ?
Da Dilma?
Do Arruda?
Do Sarney?
Do Collor?
Do Renan?
Do Palocci?
Do Delubio?
Da Roseanne Sarney?
Dos politicos distritais de Brasilia?
Do Jucá?
Do Kassab?
Dos mais 300 picaretas do Congresso?

Brasileiro Reclama de Quê?Resultado de imagem para de onde vem a corrupção no brasil

O Brasileiro é assim:

1. - Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas.

2. - Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas.

3. - Suborna ou tenta subornar quando é pego cometendo infração.

4. - Troca voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, e até dentadura.

5. - Fala no celular enquanto dirige.

6. -Trafega pela direita nos acostamentos num congestionamento.

7. - Pára em filas duplas, triplas em frente às escolas.

8. - Viola a lei do silêncio.

9. - Dirige após consumir bebida alcoólica.

10. - Fura filas  nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas desculpas.

11. - Espalha mesas, churrasqueira nas calçadas.

12. - Pega atestados médicos    sem estar doente, só para faltar ao trabalho.

13. - Faz  " gato "  de luz, de água e de tv a cabo.

14. - Registra imóveis no cartório num valor abaixo do comprado, muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos.

15. - Compra recibo para abater na declaração do imposto de renda para pagar menos imposto.

16. - Muda a cor da pele para ingressar na universidade através do sistema de cotas.

17. - Quando viaja a serviço   pela empresa, se o almoço custou 10 pede nota fiscal de 20.

18. - Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes.

19. - Estaciona em vagas exclusivas para deficientes.

20. - Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se fosse pouco rodado.

21. - Compra produtos pirata com a plena consciência de que são piratas.

22. - Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca.

23. - Diminui a idade do filho para que este passe por baixo da roleta do ônibus, sem pagar passagem.

24. - Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA.

25. - Frequenta os caça-niqueis e faz uma fezinha no jogo de bicho.

26. - Leva das empresas onde trabalha, pequenos objetos como clipes, envelopes, canetas, lápis.... Como se isso não fosse roubo.

27. - Comercializa os vales-transporte e vales-refeição que recebe das empresas onde trabalha.

28. - Falsifica tudo, tudo mesmo... Só não falsifica aquilo que ainda não foi inventado.

29. - Quando volta do exterior, nunca diz a verdade quando o fiscal aduaneiro pergunta o que traz na bagagem.

30. - Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes não devolve.

E quer que os políticos sejam honestos...

Escandaliza- se com a farra das passagens aéreas...

Esses políticos que aí estão saíram do meio desse mesmo povo ou não?

Brasileiro reclama de quê, afinal?

E é a mais pura verdade, isso que é o pior!
Então sugiro adotarmos uma mudança de comportamento, começando por nós mesmos, onde for necessário!

Vamos dar o bom exemplo!

Espalhe essa ideia!

"Fala-se tanto da necessidade de deixar um planeta melhor para os nossos filhos e esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores, (educados, honestos, dignos, éticos, responsáveis) para o nosso planeta, através dos nossos exemplos..."👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏
Se você tem um pouco de consciência, repasse essa reflexão para outras pensarem.
Que tal você pensar nisso também?

(Autor desconhecido)