terça-feira, 11 de março de 2014
Os perigos com as Cebolas cortadas
Em 1919, quando a gripe matou 40 milhões de pessoas havia um doutor que visitou muitos agricultores para ver se ele poderia ajudá-los a combater a gripe, pois que muitos deles que haviam contraído a doença haviam morrido.
Em uma visita na propriedade de outro fazendeiro, na mesma região, a médico surpreendeu-se em saber do bom estado de saúde que lá encontrou. Todos estavam muito saudáveis. Quando o médico perguntou ao fazendeiro o que eles estavam fazendo para se protegerem da gripe, a mulher deste prontamente respondeu que ela colocava uma cebola cortada (com casca) em pratos e distribuía-os nos quartos da casa.
O Médico não podia acreditar no que ouviu. Pediu ao fazendeiro para lhe entregar uma das cebolas que estava usando e pôs sob seu microscópio, quando então observou enorme números de bactérias da gripe ali acumulados.
Levado a um pneumologista, este explicou que as cebolas são um ímã enorme para as bactérias, especialmente as cebolas cruas.
Em suma, nunca mantenha cebolas fatiadas para serem usadas no dia seguinte, mesmo que colocadas em sacos fechados, herméticos ou na geladeira. Seu consumo deve ser imediato, vez que pode ser um perigo consumi-las a posteriori.
Além disso, os cães nunca devem comer cebolas. Seus estômagos não pode metabolizar cebolas.
Lembre-se: é perigoso cortar uma cebola e consumi-la no dia seguinte. A cebola se torna altamente venenosa, mesmo depois de uma noite única, e cria bactérias tóxicas. Estas bactérias podem causar infecções do estômago adversos por causa de secreções biliares em excesso e intoxicação alimentar.
Repasse esta mensagem a todos os que você ama e se preocupa!
sábado, 8 de março de 2014
Arouca e Tinga,vítimas do Racismo -
AROUCA, MAIS UMA VÍTIMA DO RACISMO
Nota Oficial do Jogador:
“Na saída do jogo desta quinta-feira, contra o Mogi Mirim, fui alvo de insultos racistas de um torcedor do time adversário. É lamentável e inaceitável que ainda haja espaço para esse tipo de coisa hoje em dia. Isso só mostra que o ser humano ainda tem muito a evoluir e a crescer, que não estamos nem perto de um mundo que viva a harmonia entre as pessoas e todas as suas diferenças.
Tenho muito orgulho das minhas origens africanas, que foi o que o sujeito tentou usar para me ofender, dizendo que eu deveria procurar alguma seleção de lá para jogar. Dando a entender que um negro igual a mim não serve para defender a seleção brasileira. Como se algumas das páginas mais bonitas da história da nossa seleção não tivessem sido escritas por jogadores como Leônidas, Romário e pelo Rei Pelé, também negros. Não ouvi os gritos de 'macaco' que alguns repórteres disseram ouvir, mas, caso tenha realmente acontecido, é ainda mais triste.Eu sei muito bem de onde venho e de toda a minha luta para chegar aonde cheguei. Por isso, sentir na pele o que aconteceu comigo hoje - logo depois do que fizeram com o Tinga outro dia e também do caso do juiz no Rio Grande do Sul - me deixa muito decepcionado. Acabou com a alegria pela boa atuação do nosso time, pelo belo gol que fiz, ou seja, pelo que deveria ser a essência do esporte.
O futebol é um espelho da nossa realidade, e isso não se resume apenas a xingamentos racistas. Continuam matando e morrendo por torcerem por um time diferente do outro. Espero, sinceramente, que casos como esse sejam severamente punidos, pois, enquanto isso não acontecer, nada vai mudar. A impunidade e a conivência das autoridades com as pessoas que fazem esse tipo de coisa são tão graves quanto os próprios atos em si. Somente discursos e promessas não resolvem a falta de educação e de humanidade de alguns.”
Nota Oficial do Jogador:
“Na saída do jogo desta quinta-feira, contra o Mogi Mirim, fui alvo de insultos racistas de um torcedor do time adversário. É lamentável e inaceitável que ainda haja espaço para esse tipo de coisa hoje em dia. Isso só mostra que o ser humano ainda tem muito a evoluir e a crescer, que não estamos nem perto de um mundo que viva a harmonia entre as pessoas e todas as suas diferenças.
Tenho muito orgulho das minhas origens africanas, que foi o que o sujeito tentou usar para me ofender, dizendo que eu deveria procurar alguma seleção de lá para jogar. Dando a entender que um negro igual a mim não serve para defender a seleção brasileira. Como se algumas das páginas mais bonitas da história da nossa seleção não tivessem sido escritas por jogadores como Leônidas, Romário e pelo Rei Pelé, também negros. Não ouvi os gritos de 'macaco' que alguns repórteres disseram ouvir, mas, caso tenha realmente acontecido, é ainda mais triste.Eu sei muito bem de onde venho e de toda a minha luta para chegar aonde cheguei. Por isso, sentir na pele o que aconteceu comigo hoje - logo depois do que fizeram com o Tinga outro dia e também do caso do juiz no Rio Grande do Sul - me deixa muito decepcionado. Acabou com a alegria pela boa atuação do nosso time, pelo belo gol que fiz, ou seja, pelo que deveria ser a essência do esporte.
O futebol é um espelho da nossa realidade, e isso não se resume apenas a xingamentos racistas. Continuam matando e morrendo por torcerem por um time diferente do outro. Espero, sinceramente, que casos como esse sejam severamente punidos, pois, enquanto isso não acontecer, nada vai mudar. A impunidade e a conivência das autoridades com as pessoas que fazem esse tipo de coisa são tão graves quanto os próprios atos em si. Somente discursos e promessas não resolvem a falta de educação e de humanidade de alguns.”
_Sei não. Mas penso que no dia em que Arouca inverter esse jogo idiota, Ignorando, acaba a bobagem desses imbecis. Sabe como? Ele NÃO É MACACO! Então não tem motivo pra se irritar. Não É DELE QUE ESTÃO FALANDO. Ensinei essa técnica de reagir não dando a mínima para o provocador aos meus filhos, e o resultado foi que os agressores ficaram no vácuo da própria provocação, desistindo do intento. Que se danem, Não "sou o que dizem", e mostre a que veio jogando melhor ainda!
Não tem porque nos incomodar em sermos molestados pela nossa etnia por esse tipo de gente, porque nossa etnia lhes causam desconforto tão profundo que os fazem emergir seu lado criança que agride para se sentirem mais poderosos, melhores e maiores que de fato são.(Me lembra as crianças quando despeitados dizem para seu coleguinha _"Sua mãe é ''fêeeiá, a minha é 'boniiitá!', Meu pai é mais forte que o 'sêeeu'!
_ Devemos aprender a sentir é orgulho disso, e não ficarmos melindrados. Não é na cor de nossa epiderme que mostramos a que viemos, mas sim pelo nosso caráter, pelas nossas ações, nossa maturidade emocional.
Se irritar, se melindrar,se sentir ofendido, só faz o agressor achar que acertou na atitude infeliz e imbecil demonstração explícita de racismo, de clara inferioridade moral. Não vamos deixar de sermos quem somos, e nem mai nem menos do que somos. Somos Negros sim, e com todas as belas nuances que a natureza genealógicas nos presenteou. E somos como belos! Tanto que a maioria absoluta buscam desesperadamente torrando ao sol inclemente, correndo o risco de adquirir câncer de pele, tentar chegar ao mais próximo possível a um dos nossos tão invejáveis tons. E nem com caríssimas máquinas 'brozeadoras' conseguem; e no máximo conseguem ficar parecendo é que caíram numa poça de argila, ou ainda entrar numa sala cirúrgica, pra colocar enchimentos para conseguirem volumes corpóreos que as mulheres negras já trazem de fábrica e não necessita jamais fazer "riccool".
O procedimento começa com a aplicação de esfoliantes, para remover as células mortas da pele. Em seguida, uma argila rica em sulfato de magnésio é passada pelo corpo. O corpo fica envolvido
O procedimento começa com a aplicação de esfoliantes, para remover as células mortas da pele. Em seguida, uma argila rica em sulfato de magnésio é passada pelo corpo. O corpo fica envolvido
Porque tanto sofrimento afinal, quando publicamente nos agridem; nós que nascemos originais, tão perfeitos que causam inveja mortal nestes?
O mais provável nesses caso, é que esses agressores, mordem os cotovelos de inveja do sucesso desses belos negros com as mulheres brancas, belíssimas morenas ou loiras. (Sabe a velha e sábia frase dos antigos: "Quem desdenha quer comprar"?)_ Ou seja: Essas atitudes, expressam seus fracassos com o nipe feminino. E isso fica bem claro nas palavras de Tinga, quando diz: "Que é verbalmente agredido quando sai à rua com sua esposa".

Arouca e a esposa Lailane
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
A vitória da serenidade sobre o destempero
Tenho horror a injustiça!
Ufa! Falou por todos nós!
Que beleza, que prazer ler um texto desse!
_"Havia um oponente imaginário assombrando Barbosa, que não se encontrava em plenário, mas ele sentiu sua presença enquanto ouvia Barroso ler, tranquilamente, seu voto. O oponente imaginário são os milhares de brasileiros que vem se aprofundando cada vez mais nos autos da Ação Penal 470, acompanhando os debates do Supremo Tribunal Federal, ajudando alguns réus a pagar suas multas, dando entrevistas bem duras em que denunciam os erros do julgamento, e constatando, perplexos, que houve, sim, uma série de erros processuais e arbitrariedades."
27 de fevereiro de 2014 às 07:59
Agora sabemos que não são apenas escritores que sabem ocultar uma história secreta nas entrelinhas de uma narrativa clássica. O ministro Luís Roberto Barroso nos mostrou que um jurista astuto (no bom sentido) também possui esse dom. Esta é a razão do ridículo destempero de Joaquim Barbosa. Esta é a razão pela qual Barbosa interrompeu o voto do colega várias vezes e fez questão de, ao final deste, vociferar um discurso raivoso e mal educado. Barbosa sentiu o golpe. Houve um momento em que Barbosa praticamente se auto-acusou: “o que fizemos não é arbitrariedade”. Ora, o termo não fora usado por Barroso. Barbosa, portanto, não berrava apenas contra seu colega. Havia um oponente imaginário assombrando Barbosa, que não se encontrava em plenário, mas ele sentiu sua presença enquanto ouvia Barroso ler, tranquilamente, seu voto. O oponente imaginário são os milhares de brasileiros que vem se aprofundando cada vez mais nos autos da Ação Penal 470, acompanhando os debates do Supremo Tribunal Federal, ajudando alguns réus a pagar suas multas, dando entrevistas bem duras em que denunciam os erros do julgamento, e constatando, perplexos, que houve, sim, uma série de erros processuais e arbitrariedades. Barroso contou duas histórias. Uma delas, no primeiro plano, era seu voto. Um voto tranquilo e técnico. Só que nada na Ação Penal 470 foi tranquilo e técnico, e aí entra a história subterrânea, por trás do cavalheirismo modesto de Barroso. E aí se explica a fúria de Barbosa. A história secreta contada por Barroso, com uma sutileza digna de um escritor de suspense, de um Edgar Allan Poe, com uma ironia só encontrada nos romances de Faulkner ou Guimarães Rosa, é a denúncia da farsa. Aos poucos, essa história subterrânea virá à tona. Alguns observadores mais atentos já a pressentiram há tempos. O novo ministro, antes mesmo de ingressar no STF, entendeu que há um muro de ódio e violência à sua frente, construído ao longo de oito anos, cujos tijolos foram cimentados com preconceito político, chantagens, vaidade e uma truculência midiática que só encontra paralelo nas grandes crises dos anos 50 e 60, que culminaram com o golpe de Estado. Sabe o ministro que não é ele, sozinho, que poderá desconstruir esse muro. Em entrevista a um jornal, o próprio admitiu que estava assustado com a violência da qual já estava sendo vítima: o médico de sua mulher, sem ser perguntado, disse a ela que não tinha gostado do voto de seu marido, e suas filhas vinham sendo questionadas na escola por colegas e professores. O Brasil vive um tipo de fascismo midiático cuja maior vítima (e algoz) é a classe média e os estamentos profissionais que ela ocupa. É a ditadura dos saguões dos aeroportos, das salas de espera em consultórios médicos, dos shows da Marisa Monte. Nos últimos meses, eu tenho feito alguns novos amigos, que tem me dado um testemunho parecido. Todos reclamam da solidão. A mãe rodeada de filhos “coxinhas”. O pai que é assediado, às vezes quase agredido, pelas filhas reacionárias. A executiva na empresa pública isolada entre tucanos raivosos. Alguns, mais velhos, encaram a situação com bom humor. Outros, mais jovens, vivem atordoados com as pancadas diárias que levam de seus próximos. No entanto, o PT é o partido preferido dos brasileiros, ganha eleições presidenciais, aumenta presença no congresso e pode ganhar novamente a presidência este ano, até mesmo no primeiro turno. Por que esta solidão se tanta gente vota no partido? Claro que voltamos à questão da mídia, que influencia particularmente as camadas médias da sociedade, à esquerda e à direita. A maioria da classe média tradicional, hoje, independente da ideologia que professa, odeia o PT, idolatra Joaquim Barbosa, e lê os livros sugeridos nos cadernos de cultura tradicionais. Eu conheço um bocado de artistas. Hoje são todos de direita, embora se considerem, quase todos, de esquerda. Todos odeiam Dirceu, sem nem saber porque. E me olham com profunda perplexidade quando eu tento argumentar. Como assim, parecem me perguntar, com olhos onde vemos rapidamente nascer um ódio atávico, irracional, como assim você não odeia Dirceu? Eu tento conversar, com a mesma calma de Barroso, mas não adianta muito. Eles reagem com agressividade e intolerância. Pessoas em geral pacatas se transformam em figuras raivosas e vingativas. O humanismo, que tanto fingem apreciar nos europeus, mandam às favas ao desejar que os réus petistas apodreçam no pior presídio do Brasil. Eu mesmo costumo usar os mesmos termos de Barroso. “Respeito sua opinião”, eu digo. Às vezes até procuro elogiar o interlocutor, numa tentativa ingênua e canhestra de quebrar a casca de ódio que impede qualquer diálogo. Não adianta. Qual um bando de Barbosas, eles respondem, quase sempre, com grosserias e sarcasmos. Quantas vezes não vivi a mesma situação de Barroso? Às vezes, inclusive, aceitei teses que não acreditava, violentei-me, num esforço desesperado para transmitir uma pequena divergência, uma singela ideia que foge ao script da mentalidade de um interlocutor cheio de certezas. Entretanto, a serenidade estoica e elegante de Barroso significou uma grande vitória para nós, os solitários, os que arrostamos tudo e todos, as truculências diárias da mídia e de seu imenso, quase infinito, exército de zumbis. Porque encontramos um igual. Encontramos alguém que sofre, que tenta expor uma ideia diferente, e recebe de volta uma saraivada de golpes de quem não aceita ser contestado. Não confundamos, contudo, elegância com covardia. Não se pode exigir a um homem que derrube sozinho uma muralha desse calibre. Esse trabalho não é de Barroso. Será um esforço coletivo, que já estamos empreendendo. Barroso encontrará forças em nossas ideias. Mesmo que ele tenha de fazer algum recuo estratégico, como aliás já fez, ao condenar Genoíno, será para avançar em seguida. Mas a função de um juiz do STF não é defender uma classe. Não é defender a rapaziada que frequenta o show da Marisa Monte e lê os editoriais de Merval Pereira. Não é se tornar celebridade ou “justiceiro”. A função de um juiz é ser justo e defender tanto as razões do Estado acusador quanto os direitos dos réus. Quando Getúlio deu um tiro em si mesmo, ele deixou um recado, no qual há referências algo misteriosas a “forças” que se desencadearam sobre ele. Como que antevendo o que continuaríamos a enfrentar, durante muito tempo, o velhinho ainda tentou, em sua dolorosa despedida, nos consolar: “Quando vos humilharem, sentireis minha alma sofrendo ao vosso lado.” E cá estamos, Getúlio, diante das mesmas forças obscuras. Diante da mesma truculência, das mesmas arbitrariedades, que dessa vez encontraram voz na figura, trágica ironia, de um negro. Do primeiro negro que nós, o povo, nomeamos para o STF, mas que preferiu se unir aos poderosos de sempre, aos donos do dinheiro, aos barões da mídia, à turma do saguão do aeroporto… É positivamente curioso como os ministros da mídia demonstram auto-confiança, arrogância, desenvoltura. Gilmar Mendes, Barbosa, Marco Aurélio Mello, dão entrevistas como se fizessem parte de uma raça superior. São campeões de um STF triunfante, que prendeu os “mensaleiros”. Enquanto isso, os outros ministros agem com humildade, discrição, prudência. Barroso lê seu voto com voz quase trêmula, e pede reiteradas desculpas por cada mínima divergência. Nunca se ouviu um ministro pedir tantas vênias como Barroso. Nunca se viu um juiz fazer tantos elogios àquele mesmo que o destrata sem nenhuma preocupação quanto à etiqueta de um tribunal. Mas o que Barroso pode fazer? Não faríamos o mesmo? A situação de Barroso é quase a de um sertanejo humilde, argumentando em voz baixa diante de seu patrão. Sintomático que Luiz Fux, que aderiu também à Casa Grande, tenha citado Lampião para designar a “quadrilha dos mensaleiros”. O mundo dá tantas voltas, e retorna ao mesmo lugar. Virgulino Ferreira da Silva, o terror do Nordeste, o maior dos facínoras, quem diria, seria comparado a José Dirceu! É o tipo de comparação que não dá para ouvir sem darmos um sorriso triste e malicioso. Não foi Virgulino igualmente o maior herói do sertão? Não foi ele o maior símbolo das injustiças e arbitrariedades que se abatiam, dia e noite, sobre um povo sofrido e miserável? Evidentemente, não existe comparação mais idiota. Dirceu é um homem de paz, que acreditou na democracia e na política. Lampião foi um bandido que desistiu de qualquer solução política ou pacífica para seus problemas. Mas também Fux, sem disso ter consciência, trouxe à baila uma história subterrânea, soterrada sob sua postura covarde de um juiz submetido aos barões de sempre: Lampião provou ao Brasil que não existe opressão sem resistência, mesmo que na forma de banditismo. Esta é a lei mais antiga da humanidade. A resistência e o heroísmo nascem da opressão e da arbitrariedade, como um filho nasce da mãe e do pai. A campanha de solidariedade aos réus petistas foi a prova disso. Mas não vai parar aí. Ao chancelar uma farsa odiosa, arbitrária, truculenta e, sobretudo, mentirosa, o STF produziu milhares de Virgulinos. Só que não são Virgulinos por serem bandidos ou violentos. São Virgulinos exatamente pela razão oposta: a coragem de lutar de maneira pacífica e democrática. É a coragem, sempre, a grande lição que o mais humilde dos cidadãos dá aos poderosos. É a coragem que faz alguém se insurgir contra a opinião do ambiente de trabalho, da família, do condomínio, dos saguões dos aeroportos, e assumir uma posição política independente, inspirada unicamente em sua consciência. É a coragem, enfim, que faz brilhar os olhos de Barroso, um brilho de confiante serenidade. Sua voz pode tremer, mas não por medo. Treme antes pelo receio de escorregar um milímetro no fio da navalha por onde caminha, entre o desejo de falar duras verdades a um tratante e a determinação de manter uma elegância absoluta. Barroso sequer consegue usar o pronome “seu” ao se referir a Barbosa, com medo de cometer um deslize verbal. Se Barbosa fosse uma figura serena, amiga, Barroso não teria esse escrúpulo. Tratando-se de um oponente sem caráter, sem moderação, e ao mesmo tempo tão incensado e blindado pela mídia, Barroso tem de tomar um cuidado máximo. Tem de tratá-lo com respeito até mesmo exagerado. Barroso sabe que Barbosa é vítima de megalomania e arrogância messiânica, que sofre de uma espécie de loucura, uma loucura perigosíssima, porque protegida pelos canhões da imprensa corporativa. Ao contestar tão ofensivamente o teor do voto de Barroso, ao acusá-lo, de maneira tão vil, Barbosa disparou um tiro no próprio pé. Ganhará, ainda, um bocado de palmas dos saguões aeroportuários, mas haverá mais gente erguendo a sobrancelha, desconfiada de tanta fanfarronice e falta de modos. Barroso deixou que Barbosa morresse como um peixe, pela boca. Foi a vitória da serenidade sobre o destempero, da delicadeza sobre chauvinismo, do respeito à divergência sobre a intolerância.
_Claro que jamais torci contra o Ministro Barbosa, muito pelo contrário, pelas razões óbvias, um mineiro como eu e negro assim como eu, de origem humilde que assim como eu superou todas as barreiras sócio/culturais para chegar onde chegou. Entretanto, desde sua posse venho me sentindo como que traída pelo ministro conterrâneo, e minh'alma horrorizada já gritava clamando por alguém que iria dar um basta na aleivosia que caso se mantivesse intocada, jogaria por terra todos os valores que nossos pais nos passaram. A Justiça dos homens perderiam mais um "roand," e ficaríamos um pouco mais órfãos. Sou completamente leiga, não sei nada do vocabulário truncado dos tribunos, mas como muitos brasileiros, entrevemos os erros, as injustiças, as tramoias, as aberrações que acometeu nosso respeitável STF. Quem poderia vir em nosso socorro, se perdêssemos a FÉ na justiça?
"O mundo dá tantas voltas, e retorna ao mesmo lugar." Diz nosso autor acima. E esse caso tem me levado a recordar Tiradentes, Aleijadinho, e outros heróis da Inconfidência Mineira, exaustivamente nos ensinado na infância, onde aprendêramos a homenagear e a reverenciar como nossos libertadores.
Noutro trecho, diz o autor do texto:_"Aos poucos, essa história subterrânea virá à tona. Alguns observadores mais atentos já a pressentiram há tempos." E isso tem sido debatido nas redes sociais, e nos tem dado materiais interessantes para reflexões. Não somos juristas, mas também não somos obtusos, nem alienados, muito menos temos rabos presos com "A" ou "B", e veja que interessante; Podemos livremente externar nossos pensamentos, opiniões e conceitos, sem correr o risco de num passe de mágica sermos riscados do mapa, como que abduzidos por algum extra terrestre.
Finalmente aplaudimos o ministro Barroso.
Fonte>https://www.facebook.com/notes/valdeci-oliveira/miguel-do-ros%C3%A1rio-manda-esse-fant%C3%A1stico-texto-as-425-da-manh%C3%A3-de-hoje-27-02-2014/811577845523653
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
Conselho Local da Saúde - Reunião mensal
Conselho Local da Saúde - Reunião mensal
Devido a greve dos funcionários públicos da saúde, nossa reunião só foi possível nesta semana. o que aconteceu na tarde de ontem nas dependências da USF Che Guevara.
Na ocasião, nossa gerente doutora Claudir, nos relatou a chegada de três médicos para ocupar as vagas de Clínica Geral.Os doutores são: Dr Gustavo Zanelato Ferlin que atenderá a área AZUL sob a coordenação da enfermeira Simone,com carga horária de 6 horas diárias; Dra. Érika, fica com a área Vermelha da enfermeira Ana Célia, também com carga horária de 6 horas, e dra. Lorna , áreas verde/amarela, com a enfermeira Rafaela,e carga horária de 8 horas.
AGENDAMENTO DE CONSULTASDra; Claudir, explicou que a demora em abrir as agendas, se deve ao programa interno de reorganização destas áreas, visando melhoria de cobertura e acolhimento.
MARCAÇÃO DE EXAMES
Ainda devido ao período de paralisação, os exames de urgências está sendo usado o sistema de encaixes na agenda.
Relatou ainda as saídas dos enfermeiros: Eder, Edenir e Gabriel, e a chegada dos enfermeiros: Luceir, Valcir e Luciani.
APRESENTAÇÃO DE SITUAÇÕES DE CONFLITOS
Apresentei a título de observação, para possível corrigenda, e ajustes quanto orientação clara e
objetiva nas coletas de exames; no caso, urina 24 horas, e a carência dos frascos fornecidos pelo laboratório. Fomos informados de que a todos os pedidos de materiais, sempre se entregam a metade, o que certamente conflita com o numero de pedidos de exames.
Neste ponto, ficamos num impasse de difícil solução; ao que o conselheiro Célio demonstrou interesse em cobrar devidamente dos responsáveis.
Estes frascos são importantes, para a não contaminação do material e a confiabilidade dos resultados dos exames, principalmente por conta da proteinúria.
Comentado a necessidade sentida de se dar um maior apoio a funcionários iniciantes, no sentido de que estes se sintam mais confortáveis na relação com os pacientes e melhor adequação das salas de atendimento, com por exemplo a colocação de um visor na porta, o que diminuiria o hábito de bater na porta enquanto um usuário está sendo atendido.A conselheira Elizabeth, trouxe a observação quanto a deficiência na manutenção da limpeza da unidade. Ao que foi explicado pela gerente doutora Claudir, que a unidade conta somente com duas funcionárias, sem 'folguista', nem reposição no caso de férias. O que está acontecendo neste momento, e que acontecerá no mês de março, já que voltando a funcionária de féria, a outra sairá na sequencia. Disse também, que esse trabalho é terceirizado, e apontou as falhas: Falta de gerenciamento, material necessário para uma higienização de acordo.
Foi levantado a situação do conjunto habitacional Palimiro Bim, cujos moradores sofrem com corte de água. O que tem levado alguns a se mudarem. Isto foi levantado,por conta de usuários com relevância médicas, incluindo uma adolescente especial que veio a óbito após a mudança de endereço.
Este problema mexeu com todos, visto que existe a presença de hidrômetros individuais para cada unidade residencial. (???).
Outra questão apresentada, diz respeito ao almoxarifado central e a permanente falta de material de reposição, para as unidades.
Dra.Maria Amélia, comentou que a turma de alunos da T.O. estagiando na unidade, requer espaço para as diferentes oficinas terapêuticas, e que levará o caso a sra. Ruth, esposa do secretário dr. Stênio, na próxima reunião do PMAQ (Programa de Qualificação de Atendimento), cuja ideia é conseguir espaço nas unidades obsoletas da praça das Tecnologias. O que levou a conselheira Elizabeth a se comprometer contactar seus contatos neste sentido.
Por mina vez, lembrei a disponibilidade do espaço físico da nossa sede social, dos moradores do Alexandre Balbo.Seria muito bom ter um trabalho dessa ordem dentro da comunidade; aprendizado para todos!
Finalizando, nossa próxima reunião está marcada para a primeira quinta-feira de março.
Eunice T. Fomm conselheira
Conselho Local de Saúde
UFS Che Guevara
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
Eu queria dizer para minha filha...
AS MAMÃES E FUTURAS MAMÃES!
Nós estamos sentadas, almoçando, quando minha filha casualmente
menciona que ela e seu marido estão pensando em
“começar uma família”.
— Nós estamos fazendo uma pesquisa
— ela diz, meio de brincadeira.
— Você acha que eu deveria ter um bebê?
— Vai mudar a sua vida — eu digo, cuidadosamente,
mantendo meu tom neutro.
— Eu sei — ela diz. — Nada de dormir até tarde
nos finais de semana, nada de férias espontâneas…
Mas não foi nada disso que eu quis dizer.
Eu olho para a minha filha tentando decidir o que dizer a ela.
Eu quero que ela saiba o que ela nunca vai aprender no curso de casais grávidos.
Eu quero lhe dizer que as feridas físicas de dar à luz irão se curar,
mas que tornar-se mãe deixará uma ferida emocional tão exposta que
ela estará para sempre vulnerável.
Eu penso em alertá-la que ela nunca mais vai ler um jornal sem se perguntar:
“E se tivesse sido o MEU filho?”;
que cada acidente de avião, cada incêndio irá lhe assombrar;
que quando ela vir fotos de crianças morrendo de fome,
ela se perguntará se algo poderia ser pior do que ver seu filho morrer.
Olho para suas unhas com a manicure impecável,
seu terno estiloso e penso que não importa o quão sofisticada ela seja,
tornar-se mãe irá reduzi-la ao nível primitivo
da ursa que protege seu filhote;
que um grito urgente de “Mãe!”
fará com que ela derrube um suflê na sua melhor louça
sem hesitar nem por um instante.
Eu sinto que deveria avisá-la que não importa quantos anos
investiu em sua carreira,
ela será arrancada dos trilhos profissionais pela maternidade.
Ela pode conseguir uma escolinha,
mas um belo dia entrará numa importante reunião de negócios e
pensará no cheiro do seu bebê.
Ela vai ter que usar cada milímetro de sua disciplina
para evitar sair correndo para casa,
apenas para ter certeza de que o seu bebê está bem.
Eu quero que a minha filha saiba que
decisões do dia a dia não mais serão rotina;
que a decisão de um menino de 5 anos
de ir ao banheiro masculino, ao invés do feminino,
no McDonald's, se tornará um enorme dilema;
que ali mesmo, em meio às bandejas barulhentas e
crianças gritando, questões de independência e gênero
serão pensadas contra a possibilidade de que um
molestador de crianças possa estar observando no banheiro.
Não importa o quão assertiva ela seja no escritório,
se questionará constantemente como mãe.
Olhando para minha atraente filha,
eu quero assegurá-la de que o peso da gravidez
ela perderá eventualmente,
mas que jamais se sentirá a mesma sobre si mesma;
que a vida dela, hoje tão importante,
será de menor valor quando ela tiver um filho;
que ela a daria num segundo para salvar sua cria
— mas que também começará a desejar mais anos de vida,
não para realizar seus próprios sonhos,
mas para ver seus filhos realizarem os deles.
Eu quero que ela saiba que
a cicatriz de uma cesárea ou estrias,
se tornarão medalhas de honra.
O relacionamento de minha filha com seu marido irá mudar,
mas não da forma como ela pensa.
Eu queria que ela entendesse o quanto mais se pode amar
um homem que tem cuidado ao passar pomadinhas num bebê
ou que nunca hesita em brincar com seu filho.
Eu acho que ela deveria saber que ela se apaixonará
por ele novamente por razões que hoje ela acharia nada românticas.
Eu gostaria que minha filha pudesse perceber a conexão
que ela sentirá com as mulheres que,
através da história,
tentaram acabar com as guerras,
o preconceito e com os motoristas bêbados.
Eu espero que ela possa entender
por que eu posso pensar racionalmente
sobre a maioria das coisas,
mas que me torno temporariamente insana
quando discuto a ameaça da guerra nuclear
para o futuro dos meus filhos.
Eu quero descrever para minha filha a
enorme emoção de ver seu filho aprender a andar de bicicleta.
Quero mostrar a ela a gargalhada gostosa de um bebê
que está tocando o pelo macio de um cachorro
ou gato pela primeira vez.
Quero que ela prove a alegria que,
de tão real,
chega a doer.
O olhar de estranheza da minha filha me faz
perceber que tenho lágrimas nos olhos.
— Você jamais se arrependerá
— digo finalmente.
Então estico minha mão sobre a mesa,
aperto-lhe a mão e faço uma prece silenciosa
por ela e por mim e por todas as mulheres
meramente mortais que encontraram
em seu caminho esse que
é o mais maravilhoso dos chamados;
esse presente abençoado de Deus,
que é SER MÃE!
Autor Desconhecido
Via: Saúde da Mulher
www.graodegente.com.br
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