sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Delícias da Solidariedade

BOM DIA !!!!
Peguei este texto na página de um amigo para compartilhar.com os meus. bjs a todos.
Leia, reflita viva esta Linda história!
Hoje tive o prazer de fazer uma das melhores ações da minha vida! Fui fazer umas compras e estacionei o carro na rua e logo apareceu um morador de rua dizendo: “Moça, pode deixar que eu olho! Boa tarde” e eu disse: ta certo! Boa tarde.
E ai voltando ao local estacionado ele me disse: “Moça, desculpa porque sou assim, sei que muitos não gostam” e eu lhe disse: não tem o que desculpar! Você tem que ser assim mesmo.
Ele olhou pra mim e disse: “Moça, se você for me dar dinheiro, ao invés de me dar o dinheiro, eu prefiro que você vá ali comigo comprar comida!”
Não pensei duas vezes e disse: “Vamos lá, eu vou com você” ele abriu logo o sorriso, atravessamos o sinal e ele me disse: “Moça, só é um pouco longe”
e percebi que estávamos perto de uma padaria e lhe disse: Estou um pouco atrasada, tem algum problema se a gente for lá na padaria? E ele com um sorriso enorme me disse: “Lógico que não! Chamei Pra ir lá porque é mais barato!
Mas, só posso tá sonhando porque adoro bolo e justo hoje que é meu aniversário terei a oportunidade de comer um” e então parei um pouco...
fiquei sem ação e lhe perguntei: Hoje é seu aniversário?
E ele disse: “É sim, hoje estou fazendo 15 anos” e então olhei pra ele e disse: “Parabéns Rapaz, tudo de bom! Que Deus te ilumine sempre”
e ele meio que sem graça olhou pra mim, soltou um sorriso e disse: “Muito obrigado!
É o primeiro parabéns que recebo hoje e acredito que será o único” fiquei novamente um pouco sem reação e lhe disse chegando a padaria: “Não seja por isso, parabéns novamente!
Hahah pode escolher o que você quiser” Fiquei observando e ele pegou pão de queijo, um bolo de rolo, um refrigerante e um cupcake e aí fui pagar... quando saímos da padaria dei tudo a ele e disse mais uma vez: Parabéns e fique com Deus! E ele olhou pra mim e disse espera.
Olhei pra ele e ele disse: Esse bolinho que peguei (cupcake) é pra você! Como você foi a primeira a me dar parabéns queria te dar o primeiro pedaço do bolo” e ai foi que deu vontade de chorar...
olhei pra ele e disse: “Muito obrigada! É uma honra receber o primeiro pedaço, faz tempo que não recebo! Mas, ficaria mais feliz se você ficasse pra você”
e ele com os olhos brilhando disse: “era o mais bonito da padaria, tá com uma cara que tá muito bom! Vou ficar com ele então que estou com muita fome” soltei uma risada e disse: muito bem! Vou indo! Fica com Deus e se cuida!
E ai a ultima coisa que ele me disse foi: Obrigado por se preocupar comigo e desculpa incomodar! E assim, ele me ajudou a sair da vaga! Essa é a história de Leonardo que hoje completa 15 anos.
Palavra nenhuma expressará tamanha felicidade que senti em ter a oportunidade de deixar o dia dele um pouco mais feliz, ou menos triste como queiram falar. Obrigada Deus!
***
Via: Nayara Melo (http://migre.me/cG49w)

segunda-feira, 28 de julho de 2014

A quem pertencem nossos filhos!



Vossos filhos não são vossos filhos. 
São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma. 
Vêm através de vós, mas não de vós. 
E embora vivam convosco, não vos pertencem. 
Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos, 
Porque eles têm seus próprios pensamentos. 
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas; 
Pois suas almas moram na mansão do amanhã, 
Que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho. 
Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós, 
Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados. 
Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas. 
O arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua força
Para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe. 
Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria: 
Pois assim como ele ama a flecha que voa, 
Ama também o arco que permanece estável.
Gibran Khalil Gibran

quarta-feira, 2 de julho de 2014

MENTRASTO

Ageratum conyzoides

Descrição : Planta da família das Compositae, tambêm conhecida como caatinga de bode, erva de São João falsa, celestina, erva de Santa Lúcia, mentraço, mentraz, menstruz, picão-roxo, camará-opela. Trata-se de uma erva anual, pilosa, ramosa; caule colíndrico, até 1 metro de altura; folhas ovadas,crenadas; flores esbranquiçadas ou lilases, dispostas em capítulos e astes em panículas; fruto tipo aquênio. Erva anual, bem ramificada e pilosa. As folhas são opostas, longo-pecioladas e ovaladas ou deltóideas. As flores são em capítulos corimbos-paniculados, nas cores lilás, roxo-azuladas ou brancas e aparecem nos meses de setembro e outubro. O fruto semente é um aquênio pequeno, de coloração escura, apresentando 4 ângulos. Sua reprodução é por fruto, e cultivadas, preferêcialmente em terreno úmido, sombreados e férteis. É uma planta facilmente encontrada em terrenos baldios, pomares e lavouras. As folhas e flores podem ser colhidas quando do aparecimento dos capítulos florais. É muito aromática e de sabor amargo.
Partes utilizadas : Partes aéreas, principalmente frescas.
Origem : América do Sul, especialmente no Brasil.
História: É usado pela medicina popular em todos os lugares por onde se espalhou, inclusive África, Java, Malásia e Filipinas. É planta usada em rituais afro­brasileiros.
Modo de conservar : As folhas e as flores podem ser utilizadas frescas ou secas à sombra, em logar seco e ventilado. armazenar em sacos de papel, de pano ou em vido.
Propriedades : Anti-reumático, antidiarréico, febrífugo, antiinframatório, carminativo, enemagogo.
Princípios Ativos : Resinas; Mucilagens; Ácidos: hidrociánico, linoleico AIcaIóides vaso-constrilores; Saponinas; Princípios amar· gos; Taninos; Óleos essenciais: a-pineno, B-pineno, mirceno, B-felandreno, sesquilelandreno, cadina-l,4-dieno, elernol, a e ?-terp;neno, r-cimeno, ocimeno, I3-cariofileno, eugenol, a-tujeno, benzaldeído, sabineno, sabineno­hidrato, Iimoneno, 1-8cineol, cis-B-ocimeno, terpinoleno, metil-eugenol, Iinalol, a-terpineol, citronelol, B,? e d­elemeno, a- gurjuneno, a- cubebeno, a-copaeno, a­bergamoteno, a-humuleno, B-bouboneno, E·B-fameseno, germacrenoD, nerolidol, spatulenol, B-bisaboIeno, epóxido de cariofileno, Alcalóides pirrolizidinicos: equinatina, Iicopsamina; Cumarinas: precoce no; Benzofuranos; Pig­mentos: 6,7 -dimetoxi-2,2-dimetilcromeno, 6-dime­toxiagerattocromeno, 6-vinil-dimetoxiageratocromeno, agerato-cromeno. Flavonóides: fridelina, n-hentriacontano, n-heptacosano, Iidedroflavona, nobiletina, n-nonacasona, quercetina, B- M sitosterol, estigmasterol, n-ticarcontano; O exocarpo de fruto contém fitomelano.
Indicação : Usado emcasos de resfriados e cólicas menstruais. Popularmente usada em banhos pelas apreturientes, para facilitar o trabalho de parto. Cólicas e gases intestinais, distensão do abdômen, cólica uterina; muco branco, resfriados, tosse, rinije alérgica, sinusije; Afecções das vias urinárias; Reumatismo agudo, artrose, contusões, dores musculares; Diarréia crônica, fezes pastosas, disenteria; Caspa, úlceras crônicas; Suavizante e deso­dorizante dos cabelos; Amenorréia, menopausa.
Modo de Usar
- pó das folhas bem secas e, bem peneiradas. Pode-se colocar em cápsulas gelatinosas de 200 mg. Tomar uma cápsula 2 ou 3 vezes ao dia. Pode, também, usar meia colherinha de café do pó misturado com mel, ou com água e açúcar 3 a 4 vezes ao dia;
- decocção de 4 a 6 g das folhas frescas (duas a três folhas). Tomar na dose 2 a 3 xícaras por dias: cólicas menstruais, resfriados, cólicas flatulênicas e uterinas, amenorréia, artroses, perfumar e suavizar o cabelos, caspa, beriberi, contusões, ferimentos abertos, infecções das vias urinárias; - cataplasma (uso externo), planta machucada, sobre as articulações: reumatismo;
- TM (tintura-mãe) a 10%: 50 g das partes aéreas em 500 ml de álcool a 50% (misturar 250 ml de água em 250 ml de álcool absoluto). Deixar em maceração de 2 semanas. Prensar, deixar durante 48 horas e então filtrar.
- infusão de 1 xícara (das pequenas de cafezinho) da planta seca picada em ½ litro de água. Tomar 1 xícara (chá) de 4 em 4 horas: cólicas menstruais;
- tintura de 1 xícara (das pequenas de cafezinho) da planta fresca picada em 5 xícaras de álcool. Deixar por uma semana, espremer e filtrar. Tomar 10 gotas em água 2 vezes ao dia (cólicas) ou aplicar em massagens locais (reumatismo/artrose); - pó: 1 colher das de café, do pó em água ou suco de frutas para cada dose a ser tomada. Tomar 3 a 4 vezes no dia: artrose;
- decocção de 20 g da planta inteira em 1 litro de água. Deixe amornar e despeje numa vasilha para mergulhar os pés ou as mãos durante 20 minutos, 2 vezes ao dia ou usar em compressas: reumatismo e artrose, analgésica e antiinflamatória;
- infusão de 1 colher de sopa da planta fresca em 1 xícara de água fervente. Abafe por 10 minutos e tome duas vezes ao dia.
- alcoolatura de uma xícara das de cafezinho da planta fresca para cada 5 xícaras de álcool. Tomar 10 gotas em água 2 vezes ao dia (cólicas) ou aplicar em massagens tópicas: reumatismo e artrose;
- infusão de 20 g da planta por litro de água. Tomar 4 a 5 xícaras por dia; - suco da planta fresca ou extrato da planta seca: inalação para renite e alergia, sinusite; hemorragias pós-parto; áximo 30 a 50 g da planta in natura ao dia.
Contra-indicações/cuidados: a planta contém alcalóides pirrolizidínicos que são hepatotóxicos. Não ultrapassar as doses recomendadas. Contra-indicada para diabéticos. Os tratamentos longos devem ser interrompidos por uma semana a cada mês. Altas doses por longos períodos provoca hipertensão arterial.
DICAS DO HERBOLOGÍSTA.
Digestivo estomacal; cicatrizante; eliminador de gases intestinais; colícas menstruais : em 1 xícara de chá, coloque 1 colher de sopa de folhas e flores picadas e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Tome 1 xícara de chá de manhã, em jejum, e outra antes das principais refeições.
Dores reumáticas; dores localizadas; contusões : em uma panela de água fervente. coloque uma peneira, de modo que a mesma não toque na água e sobre a peneira um pano. Espalhe sobre o pano 3 colheres de sopa de folhas e flores frescas fatiadas e abafe. Mantenha no vapor até que a erva esteja morna. Retire o pano com a erva, e aplique na parte dolorida do corpo. Cubra com outro pano e deixe atuar durante 2 horas ou toda a noite.
Bronquites; tosses; catarros; gripes; febres: em 1 xícara de café, coloque 1 colher de folhas e flores picadas e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos, coe e acrescente 2 xícaras de café de açúcar cristal. Leve ao fogo até disolver 2 a 3 vezes ao dia. Para crianças das somente metade da dose.
Menopausa; cólicas menstruais; tensão pré-menstrual : coloque 3 colheres de sopa de folhas e flores picadas em 1 garrafa de vinho branco. Deixa em maceração por 7 dias, agitando o líquido da garrafa de vez em quando e coe. Tome 1 cálice de vinho, antes das principais refeições. No caso de cólicas e tensão pré-menstrual, deve ser tomado 10 dias antes do início da menstrução.
Mentrasto
Farmacologia: Várias pesquisas laboratoriais validaram vários usos do mentrasto na medicina popular; Estudos in vitro mostraram que os extratos da planta inteira têm ação bactericida contra Staphylococusa aureus, Bacillus subtilis, Escherichia colui e Paseudomonas aeruginosa; Em estudos com animais foram demonstrados - relaxamento muscular e alívio sobre.a dor, confirmando seu uso popular como anti-reumático; Numa pesquisa feita com pacientes artríticos, aqui no Brasil, com o extrato aquoso da planta Inteira - 66% relataram diminuição da dor e inflamação e 24% relataram melhora na mobilidade após 1 semana de uso, sem efeoo. colaterais; Pesquisas na África em 2003, confirmaram seu uso tradicional na cicatrização de feridas em estudos com animais; Em uma outra pesquisa, na índia, revelou que o Mentrasto protegeu cobaias de danos causados por radiação e preveniu a formação de úlceras. Ambas as ações de proteção celular foram atribuídas, em parte, a um efeito antioxidante notado no Mentrasto; Foi descoberto também que ele tem efeito inseticida, pela interferência com o ciclo reprodutivo de várias espécies de inseto; Estudos de toxidade crónica e aguda, com ratos, realizados no Brasil revelaram que o Mentrasto não apre­senta toxidede nas doses recomendadas.
VEJA TAMBÉM EM NOSSO SITE :
Posologia: Adultos:
: cápsulas de 200mg. Tomar 1 cápsula 2 ou 3 vezes ao dia ou Y2 colher de café (350mg) do pó em água 2 vezes ao dia para reumatismos; 10ml (10 gotas X 2) de tintura divididos em 2 doses diárias, diluídos em água em uso interno nas cólicas ou em massagens em articulações; 5g de planta seca ou 10g de planta fresca (1 colher de sopa para cada xícara de água) de partes aéreasem infuso ou decocto até 3 vezes ao dia, com intervalos menores que 12hs em uso intemo para todas as indicações; 50g de planta fresca vaporizada ou pilada para emplastro em dores articulares, Contusões, feridas; 50g de planta fresca em infuso para banhos em extremidades atacadas por reumatismo; Suco de 20g da planta fresca ou 10 gotas de extrato líquido na água para inalação nas sinusites riniles;
Suco de 20g da planta fresca para - hemorragias pós­parto; Crianças tomam de 1/6 a Y2 dose, de acordo com a idade.



Read more: http://www.plantasquecuram.com.br/ervas/mentrato.html#.U7QtNahdU1M#ixzz36KNM9jHE


Fonte:MENTRASTO

MENTRASTO

Ageratum conyzoides

Descrição : Planta da família das Compositae, tambêm conhecida como caatinga de bode, erva de São João falsa, celestina, erva de Santa Lúcia, mentraço, mentraz, menstruz, picão-roxo, camará-opela. Trata-se de uma erva anual, pilosa, ramosa; caule colíndrico, até 1 metro de altura; folhas ovadas,crenadas; flores esbranquiçadas ou lilases, dispostas em capítulos e astes em panículas; fruto tipo aquênio. Erva anual, bem ramificada e pilosa. As folhas são opostas, longo-pecioladas e ovaladas ou deltóideas. As flores são em capítulos corimbos-paniculados, nas cores lilás, roxo-azuladas ou brancas e aparecem nos meses de setembro e outubro. O fruto semente é um aquênio pequeno, de coloração escura, apresentando 4 ângulos. Sua reprodução é por fruto, e cultivadas, preferêcialmente em terreno úmido, sombreados e férteis. É uma planta facilmente encontrada em terrenos baldios, pomares e lavouras. As folhas e flores podem ser colhidas quando do aparecimento dos capítulos florais. É muito aromática e de sabor amargo.
Partes utilizadas : Partes aéreas, principalmente frescas.
Origem : América do Sul, especialmente no Brasil.
História: É usado pela medicina popular em todos os lugares por onde se espalhou, inclusive África, Java, Malásia e Filipinas. É planta usada em rituais afro­brasileiros.
Modo de conservar : As folhas e as flores podem ser utilizadas frescas ou secas à sombra, em logar seco e ventilado. armazenar em sacos de papel, de pano ou em vido.
Propriedades : Anti-reumático, antidiarréico, febrífugo, antiinframatório, carminativo, enemagogo.
Princípios Ativos : Resinas; Mucilagens; Ácidos: hidrociánico, linoleico AIcaIóides vaso-constrilores; Saponinas; Princípios amar· gos; Taninos; Óleos essenciais: a-pineno, B-pineno, mirceno, B-felandreno, sesquilelandreno, cadina-l,4-dieno, elernol, a e ?-terp;neno, r-cimeno, ocimeno, I3-cariofileno, eugenol, a-tujeno, benzaldeído, sabineno, sabineno­hidrato, Iimoneno, 1-8cineol, cis-B-ocimeno, terpinoleno, metil-eugenol, Iinalol, a-terpineol, citronelol, B,? e d­elemeno, a- gurjuneno, a- cubebeno, a-copaeno, a­bergamoteno, a-humuleno, B-bouboneno, E·B-fameseno, germacrenoD, nerolidol, spatulenol, B-bisaboIeno, epóxido de cariofileno, Alcalóides pirrolizidinicos: equinatina, Iicopsamina; Cumarinas: precoce no; Benzofuranos; Pig­mentos: 6,7 -dimetoxi-2,2-dimetilcromeno, 6-dime­toxiagerattocromeno, 6-vinil-dimetoxiageratocromeno, agerato-cromeno. Flavonóides: fridelina, n-hentriacontano, n-heptacosano, Iidedroflavona, nobiletina, n-nonacasona, quercetina, B- M sitosterol, estigmasterol, n-ticarcontano; O exocarpo de fruto contém fitomelano.
Indicação : Usado emcasos de resfriados e cólicas menstruais. Popularmente usada em banhos pelas apreturientes, para facilitar o trabalho de parto. Cólicas e gases intestinais, distensão do abdômen, cólica uterina; muco branco, resfriados, tosse, rinije alérgica, sinusije; Afecções das vias urinárias; Reumatismo agudo, artrose, contusões, dores musculares; Diarréia crônica, fezes pastosas, disenteria; Caspa, úlceras crônicas; Suavizante e deso­dorizante dos cabelos; Amenorréia, menopausa.
Modo de Usar
- pó das folhas bem secas e, bem peneiradas. Pode-se colocar em cápsulas gelatinosas de 200 mg. Tomar uma cápsula 2 ou 3 vezes ao dia. Pode, também, usar meia colherinha de café do pó misturado com mel, ou com água e açúcar 3 a 4 vezes ao dia;
- decocção de 4 a 6 g das folhas frescas (duas a três folhas). Tomar na dose 2 a 3 xícaras por dias: cólicas menstruais, resfriados, cólicas flatulênicas e uterinas, amenorréia, artroses, perfumar e suavizar o cabelos, caspa, beriberi, contusões, ferimentos abertos, infecções das vias urinárias; - cataplasma (uso externo), planta machucada, sobre as articulações: reumatismo;
- TM (tintura-mãe) a 10%: 50 g das partes aéreas em 500 ml de álcool a 50% (misturar 250 ml de água em 250 ml de álcool absoluto). Deixar em maceração de 2 semanas. Prensar, deixar durante 48 horas e então filtrar.
- infusão de 1 xícara (das pequenas de cafezinho) da planta seca picada em ½ litro de água. Tomar 1 xícara (chá) de 4 em 4 horas: cólicas menstruais;
- tintura de 1 xícara (das pequenas de cafezinho) da planta fresca picada em 5 xícaras de álcool. Deixar por uma semana, espremer e filtrar. Tomar 10 gotas em água 2 vezes ao dia (cólicas) ou aplicar em massagens locais (reumatismo/artrose); - pó: 1 colher das de café, do pó em água ou suco de frutas para cada dose a ser tomada. Tomar 3 a 4 vezes no dia: artrose;
- decocção de 20 g da planta inteira em 1 litro de água. Deixe amornar e despeje numa vasilha para mergulhar os pés ou as mãos durante 20 minutos, 2 vezes ao dia ou usar em compressas: reumatismo e artrose, analgésica e antiinflamatória;
- infusão de 1 colher de sopa da planta fresca em 1 xícara de água fervente. Abafe por 10 minutos e tome duas vezes ao dia.
- alcoolatura de uma xícara das de cafezinho da planta fresca para cada 5 xícaras de álcool. Tomar 10 gotas em água 2 vezes ao dia (cólicas) ou aplicar em massagens tópicas: reumatismo e artrose;
- infusão de 20 g da planta por litro de água. Tomar 4 a 5 xícaras por dia; - suco da planta fresca ou extrato da planta seca: inalação para renite e alergia, sinusite; hemorragias pós-parto; áximo 30 a 50 g da planta in natura ao dia.
Contra-indicações/cuidados: a planta contém alcalóides pirrolizidínicos que são hepatotóxicos. Não ultrapassar as doses recomendadas. Contra-indicada para diabéticos. Os tratamentos longos devem ser interrompidos por uma semana a cada mês. Altas doses por longos períodos provoca hipertensão arterial.
DICAS DO HERBOLOGÍSTA.
Digestivo estomacal; cicatrizante; eliminador de gases intestinais; colícas menstruais : em 1 xícara de chá, coloque 1 colher de sopa de folhas e flores picadas e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Tome 1 xícara de chá de manhã, em jejum, e outra antes das principais refeições.
Dores reumáticas; dores localizadas; contusões : em uma panela de água fervente. coloque uma peneira, de modo que a mesma não toque na água e sobre a peneira um pano. Espalhe sobre o pano 3 colheres de sopa de folhas e flores frescas fatiadas e abafe. Mantenha no vapor até que a erva esteja morna. Retire o pano com a erva, e aplique na parte dolorida do corpo. Cubra com outro pano e deixe atuar durante 2 horas ou toda a noite.
Bronquites; tosses; catarros; gripes; febres: em 1 xícara de café, coloque 1 colher de folhas e flores picadas e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos, coe e acrescente 2 xícaras de café de açúcar cristal. Leve ao fogo até disolver 2 a 3 vezes ao dia. Para crianças das somente metade da dose.
Menopausa; cólicas menstruais; tensão pré-menstrual : coloque 3 colheres de sopa de folhas e flores picadas em 1 garrafa de vinho branco. Deixa em maceração por 7 dias, agitando o líquido da garrafa de vez em quando e coe. Tome 1 cálice de vinho, antes das principais refeições. No caso de cólicas e tensão pré-menstrual, deve ser tomado 10 dias antes do início da menstrução.
Mentrasto
Farmacologia: Várias pesquisas laboratoriais validaram vários usos do mentrasto na medicina popular; Estudos in vitro mostraram que os extratos da planta inteira têm ação bactericida contra Staphylococusa aureus, Bacillus subtilis, Escherichia colui e Paseudomonas aeruginosa; Em estudos com animais foram demonstrados - relaxamento muscular e alívio sobre.a dor, confirmando seu uso popular como anti-reumático; Numa pesquisa feita com pacientes artríticos, aqui no Brasil, com o extrato aquoso da planta Inteira - 66% relataram diminuição da dor e inflamação e 24% relataram melhora na mobilidade após 1 semana de uso, sem efeoo. colaterais; Pesquisas na África em 2003, confirmaram seu uso tradicional na cicatrização de feridas em estudos com animais; Em uma outra pesquisa, na índia, revelou que o Mentrasto protegeu cobaias de danos causados por radiação e preveniu a formação de úlceras. Ambas as ações de proteção celular foram atribuídas, em parte, a um efeito antioxidante notado no Mentrasto; Foi descoberto também que ele tem efeito inseticida, pela interferência com o ciclo reprodutivo de várias espécies de inseto; Estudos de toxidade crónica e aguda, com ratos, realizados no Brasil revelaram que o Mentrasto não apre­senta toxidede nas doses recomendadas.
VEJA TAMBÉM EM NOSSO SITE :
Posologia: Adultos:
: cápsulas de 200mg. Tomar 1 cápsula 2 ou 3 vezes ao dia ou Y2 colher de café (350mg) do pó em água 2 vezes ao dia para reumatismos; 10ml (10 gotas X 2) de tintura divididos em 2 doses diárias, diluídos em água em uso interno nas cólicas ou em massagens em articulações; 5g de planta seca ou 10g de planta fresca (1 colher de sopa para cada xícara de água) de partes aéreasem infuso ou decocto até 3 vezes ao dia, com intervalos menores que 12hs em uso intemo para todas as indicações; 50g de planta fresca vaporizada ou pilada para emplastro em dores articulares, Contusões, feridas; 50g de planta fresca em infuso para banhos em extremidades atacadas por reumatismo; Suco de 20g da planta fresca ou 10 gotas de extrato líquido na água para inalação nas sinusites riniles;
Suco de 20g da planta fresca para - hemorragias pós­parto; Crianças tomam de 1/6 a Y2 dose, de acordo com a idade.



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Fonte:MENTRASTO

Funcho Conheça essa planta usada pelos nossos Pais

FUNCHO

Foenicolum vulgare

De sabor e aroma agradáveis, a tisana de funcho é uma bebida reconfortante e muito benéfica para o sistema digestivo. Segura para as crianças, aquece levemente e estimula o apetite e a digestão, aliviando também cólicas, gases e dilatação do abdómen. Tradicionalmente, tem usos variados, aliviando desde dores menstruais a falta de ar.
Descrição : Da família das Umbelíferas. Erva vivaz ou bienal que chega a atingir até 2 metros de altura, com caule estriado, de onde saem os ramos. As folhas se desenvolvem na base da planta e apresentam bainhas muito entumecidas e largas, que se desenvolvem formando uma espécie de bulbo que é comestível. Apresenta na extremidade inúmeros recortes e forma fios alongados de coloração verde-amarela. As flores, de cor amarelo-esverdeadas, reúnem-se em buquês no foramto de umbelas, com um número variável de hastas florais. Produz pequenos frutos alongados, quase cilíndricos, permeados de munúsculos tubos que contêm óleo essencial, de cor amarelo esverdeado, muiot aromático. A raiz é fusiforme, da grossura de um dedo e deve ser coletada na primavera, logo no primeira ano, quando ainda não estão fibrosas. Vegeta bem em diversos climas, mas prefere os temperados, em locais bem iluminados e com luz solar direta. Não resiste em locais com gedas muito fortes. Para que as bainhas das folhas se desenvolvam formando a cabeça comestível, junta-se terra em volta da planta. Os frutos são colhidos quase secos e retirados dos buquês pro meio de debulha. As cabeças são retiradas depois de atingirem o desenvolvimento adequado, mais ainda tenras. No Brasil, a variedade mais conhecida é a dulce, de sabor adocicado, cujas folhas cabeças são consumidas cruas, cozidas ou em saladas, e é encontrada em hortas e fundos de quintal.
Parte utilizada: Sementes.
Habitat: Nativa do sul da Europa e da Ásia menor
História: A erva já era conhecida pelas civilizações da China, índia, Egito e Grécia, e Plínio a recomendava para melhorar a visão: O nome denva do Latim - "feno perfumado." A erva-doce teve uma grande demanda durante a Idade Media - como condimento dos abastados e supressor do apetite dos pobres: Foi introduzida nas Américas por padres espanhóis e pelos ingleses na Virgínia. Os Usos medicinais populares incluem seu uso como um possível antídoto para venenos encontrados em ervas, cogumelos e mordida de cobras venenosas. Seu uso também é encontrado para o tratamento da gastroenterite, indigestão, para estimular o fluxo do leite materno, como um expectorante e um emenagogo. O chá feito de sementes de erva-doce esmagadas foi usado como solução para lavar os olhos. A erva-doce pulverizada é dita manter as pulgas longe dos canis e estábulos.
Origem : Regiões próximas ao Medirerrâneo.
Funcho Planta
Modo de Conservar : As folhas devem ser consumidas frescas os frutos e as raízes devem ser secos ao ar livre, longe da umidade. Guardar em sacos de papel, pano ou em vidros bem tampados
Origem : Originária da região do mediterrâneo.
Propriedades : Aromático, carminativo, sedativo, emenagogo e curativo.
Indicações
Indigestão, gases, dilatação do abdómen, cólicas - De sabor agradável, o funcho é um remédio popular para problemas do tubo digestivo alto. Alivia cólicas e inchaço abdominal, elimina gases retidos e melhora o apetite. A tisana diluída pode ser dada a crianças pequenas para aliviar cólicas e dores da dentição e também reduzir a insaciedade.
Garganta inflamada, tosse, catarro - A tisana de funcho é um gargarejo eficaz, que acalma as membranas mucosas e alivia a tosse.
Benefícios hormonais - Aumenta a produção de leite nas lactantes e pode ser tomado para iniciar ou preservar o fluxo de leite. Tomado durante alguns meses, pode ajudar a regularizar o ciclo menstrual e a reduzir as dores menstruais. As sementes têm fama de ajudar a perder peso e podem ser incluídas na alimentação.
Uso pediátrico: As mesmas indicações possíveis.
Uso na gestação e na lactação: A erva-doce não deve ser usada durante a gravidez, tem um efeito emenagogo conhecido: E galactagoga Contra-indicações: Não há relatos
Princípios ativos: Óleos essenciais (variedades doces e amargas): transanetol, fencono, limoneno, cânfora, a-pineno e compostos voláteis adicionais menores: Sementes: óleo essencial e óleo fixo: ácido petroselínico, ácido oléico e de tocoferóis: A variedade doce contém derivados do ácido caféico e do ácido hidroxibenzóico: Sementes e folhas: Flavonóides: quercetina-3-glucuronido isoquercetina, kaempferol-3-glucuronldeo e kaempferol-3-a rabinosídeo. ósideos de isoramnetina.
Modo de Usar :
Alimentação : lave muito bem a base do pecíolo das folhas mais tenras, corte em tiras pequenas e coma antes das principais refeições, na forma de salada, de preferência sem tempero, acrescentando somente algumas gotas de limão.
Atonia gástrica e intestinal; espasmos; dispepsia putrefativa; dor de cabeças; gastralgia nervosa : em 1 xícara de chá, coloque 1 colher de sobremesa de frutos e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Tomne 1 xícara de chá, nas principais refeições.
Digestivo : coloque 1 colheres de sopa do fruto em 1 garrafa de vinho branco. Deixe em maceração por 8 dias, agitando de vez em quando e coe. Tome 1 cálice, antes das principais refeições.
Diurético : coloque 1 colher de chá do pó da raiz em 1 xícara de chá de água em fervura. Desligue o fogo, espere amornar e coe. Tome 1 xícarca de chá, 3 vezes ao dia.
Funcho
Posologia: 5g de sementes secas ou 7g de sementes frescas (1 colher de sopa para cada xícara de água) em decoto ou infuso em Uso Interno para todas as indicações. Óleo: de 0,1 a O,6ml em Uso interno. Todas as partes da planta são usadas para dar sabor a alimentos. e os caules são consumidos corno verdura. A erva-doce, especialmente seu óleo essencial. tem sido usada para dar sabor a balas, licores, medicamentos e alimentos, pães, conservas e peixes. O óleo pode ser usado para proteger frutas e verduras armazenadas contra infecções por fungos patogênicos
Precauções: Um exame de amostras de erva-doce na Itália encontrou as bactérias aeróbicas variáveis, incluindo coliformes. estreptococcus fecais e espécie de Salmonelas. Sugerindo que a planta pode servir como um vetor de doenças gastrintestinais infecciosas
Efeitos colaterais: A ingestão do óleo volátil pode induzir a náusea, vômito convulsões e edema pulmonar: Os efeitos mais comuns são a dermatite de contato e a fotodermatite. Alguns indivíduos exibem a reatividade cruzada a diversas espécies da Família Apiaceae ou seja 'síndrome do aipocenoura-Artemísia-condimento', todas estas plantas pertencem a Família Apiaceae São raros os casos de reações alérgicas relatadas após a ingestão da erva-doce Superdosagem: Seu Uso terapêutico no Marrocos. ocasionalmente induz a um distúrbio mental epileptitorme e alucinações
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Farmacologia: Como uma erva medicinal, a erva-doce é renomada por aumentar a secreção do leite, promover a menstruação (emenagogo), facilitar o trabalho de parto aliviar o climatério masculino (andropausa) e aumentar a libido. Estas supostas propriedades da erva deram origem a pesquisas da erva-doce para o desenvolvimento de compostos estrogênicos sintéticos durante os anos 30. Originalmente, acreditava-se que o componente estrogênico principal da erva-doce era provavelmente o anetol, mas hoje em dia acredita-se que este componente é um polímero do anetol, o dianetol ou o fotoanetolo. O óleo volátil da erva-doce aumenta a contração física do músculo liso ileal e traqueal em cobaias. O efeito foi geralmente maior no músculo ileal. A administração do óleo volátil aos ratos agravou um dano hepático induzido experimentalmente: Um extrato (com base de acetona) das sementes de Foeniculurn vulgare mostrou ter efeitos estrogênicos nos órgãos genitais de ratos - machos e fêmeas: O óleo de erva-doce foi encontrado ser genotóxico no teste de reparo de DNA na bactéria Bacillus subtilis. O estragol, presente no óleo volátil, foi capaz de causar tumores em animais: Um sério perigo associado com a erva-doce é que a erva pode facilmente ser confundida com a cicuta-maior, uma erva nativa da América do Norte que é muito venenosa. A cicuta-maior contém o alcalóide conina, que é altamente narcótico, e uma pequena quantidade de suco da cicuta-maior pode causar vômito, paralisia e morte.


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quinta-feira, 12 de junho de 2014

Renove o seu amor sem trocar de parceiro


- DIVÓRCIO por Arnaldo Jabor -

Meus amigos separados não cansam de perguntar como consegui ficar casado 30 anos com a mesma mulher. As mulheres sempre mais maldosas que os homens, não perguntam a minha esposa como ela consegue ficar casada com o mesmo homem, mas como ela consegue ficar casada comigo. Os jovens é que fazem as perguntas certas, ou seja, querem conhecer o segredo para manter um casamento por tanto tempo. Ninguém ensina isso nas escolas, pelo contrário. Não sou um especialista do ramo, como todos sabem, mas dito isso, minha resposta é mais ou menos a que segue:

Hoje em dia o divórcio é inevitável, não dá para escapar. Ninguém agüenta conviver com a mesma pessoa por uma eternidade. Eu, na realidade já estou em meu terceiro casamento – a única diferença é que casei três vezes com a mesma mulher.

Minha esposa, se não me engano está em seu quinto, porque ela pensou em pegar as malas mais vezes que eu. O segredo do casamento não é a harmonia eterna. Depois dos inevitáveis arranca-rabos, a solução é ponderar, se acalmar e partir de novo com a mesma mulher.

O segredo no fundo é renovar o casamento e não procurar um casamento novo. Isso exige alguns cuidados e preocupações que são esquecidos no dia-a-dia do casal.

De tempos em tempos, é preciso renovar a relação. De tempos em tempos é preciso voltar a namorar, voltar a cortejar, seduzir e ser seduzido. Há quanto tempo vocês não saem para dançar? Há quanto tempo você não tenta conquistá-la ou conquistá-lo como se seu par fosse um pretendente em potencial?

Há quanto tempo não fazem uma lua-de-mel, sem os filhos eternamente brigando para ter a sua irrestrita atenção?
Sem falar dos inúmeros quilos que se acrescentaram a você depois do casamento. Mulher e marido que se separam perdem 10 kg em um único mês, por que vocês não podem conseguir o mesmo?

Faça de conta que você está de caso novo. Se fosse um casamento novo, você certamente passaria a freqüentar lugares novos e desconhecidos, mudaria de casa ou apartamento, trocaria seu guarda-roupa, os discos, o corte de cabelo, a maquiagem. Mas tudo isso pode ser feito sem que você se separe de seu cônjuge.

Vamos ser honestos: ninguém agüenta a mesma mulher ou o mesmo marido por trinta anos com a mesma roupa, o mesmo batom, com os mesmos amigos, com as mesmas piadas. Muitas vezes não é a sua esposa que está ficando chata e mofada, é você, são seus próprios móveis com a mesma desbotada decoração.

Se você se divorciasse, certamente trocaria tudo, que é justamente um dos prazeres da separação. Quem se separa se encanta com a nova vida, a nova casa, um novo bairro, um novo circuito de amigos.

Não é preciso um divórcio litigioso para ter tudo isso. Basta mudar de lugares e interesses e não se deixar acomodar. Isso obviamente custa caro e muitas uniões se esfacelam porque o casal se recusa a pagar esses pequenos custos necessários para renovar um casamento.

Mas se você se separar, sua nova esposa vai querer novos filhos, novos móveis, novas roupas e você ainda terá a pensão dos filhos do casamento anterior.

Não existe essa tal “estabilidade do casamento” nem ela deveria ser almejada. O mundo muda, e você também, seu marido, sua esposa, seu bairro e seus amigos.

A melhor estratégia para salvar um casamento não é manter uma “relação estável”, mas saber mudar junto. Todo cônjuge precisa evoluir, estudar, aprimorar-se, interessar-se por coisas que jamais teria pensado em fazer no inicio do casamento. Você faz isso constantemente no trabalho, porque não fazer na própria família?

É o que seus filhos fazem desde que vieram ao mundo. Portanto descubra a nova mulher ou o novo homem que vive ao seu lado, em vez de sair por aí tentando descobrir um novo interessante par. Tenho certeza que seus filhos os respeitarão pela decisão de se manterem juntos e aprenderão a importante lição de como crescer e evoluir unidos apesar das desavenças. Brigas e arranca-rabos sempre ocorrerão: por isso de vez em quando é necessário se casar de novo, mas tente fazê-lo sempre com o mesmo par.

Como vê, NÃO EXISTE MÁGICA – EXISTE COMPROMISSO, COMPROMETIMENTO E TRABALHO – é isso que salva casamentos e famílias.”

Fonte: Citações Arnaldo Jabor

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Quem somos? Voltamos ou jamais saímos da barbárie?





"Há atualmente uma média de um linchamento por dia no Brasil."

                                         

"Depois da notícia de que um adolescente, acusado de roubo, foi preso ao poste com uma trava de bicicleta, os casos de linchamento e de grupos que se autoproclamam “justiceiros” ganharam espaço na imprensa e nas redes sociais. O assunto provocou repercussão. Os críticos à violência classificaram a situação de “volta à Idade Média” enquanto que parte da população respondeu com o discurso: “adote um bandido”. Apesar dos ânimos exaltados, o fenômeno não é novo."
Fonte>http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2014-02-23/sao-paulo-rio-e-bahia-lideram-casos-de-linchamento-em-quase-26-anos-no-brasil.html
                                      
"O linchamento de Fabiane Maria de Jesus nos denuncia pela palavra. Há um horror, o linchamento. E há o horror por trás do horror, que é a exacerbação da inocência da vítima. É preciso que este também nos espante, porque ainda mais entranhado, suas unhas cravadas fundo numa forma de pensar como indivíduos e de funcionar como sociedade. Nem todos são capazes de pegar um pedaço de pau para bater na cabeça de uma mulher até a morte por considerá-la culpada de um crime, mas é grande o número daqueles que, ao contarem o caso na última semana, enfatizaram: “Ela era inocente”. Não como uma informação a mais no horror, mas como a mais importante. Essa também foi a frase escolhida para ilustrar as camisetas dos que protestavam contra a sua morte: “A dor da inocência”. Mas talvez seja na exaltação da inocência que nossa violência se revele em sua face mais odiosa. O que pensamos ser luz, prova de nossa boa índole, é feito da matéria de nossas trevas mais íntimas. É a exacerbação da inocência que mostra o quanto nós – mesmo os que não lincham pessoas na rua – somos perigosos.

                                         
E se ela fosse culpada?, como provoca o título da matéria de Marina Rossi, aqui no El País Brasil. E se ela fosse uma mulher que praticasse magia negra com crianças? Seu assassinato por um bando de pessoas na rua estaria justificado? Então alguém poderia agarrá-la, outro arrastá-la e um terceiro passar com a roda da bicicleta sobre a sua cabeça? É isso o que estamos dizendo quando nos espantamos mais com a inocência de Fabiane do que com o seu assassinato?
O linchamento de Fabiane produziu uma narrativa fragmentada, que revela mais sobre os autores do discurso do que sobre a vítima. O suspeito V. B., eletricista, 48 anos, justificou-se, ao ser preso: teria golpeado Fabiane com um pedaço de madeira porque achou que o boato era “verdade”. O suspeito L.L., ajudante de pedreiro, 19 anos, que teria passado com a bicicleta sobre a cabeça de Fabiane, explicou: “Diante da gritaria das pessoas que tinham reconhecido a mulher, não tive dúvidas de participar do tumulto”. O suspeito C.J., pintor de paredes, 22 anos, teria puxado Fabiane pelos cabelos para se certificar de que era ela mesma, antes de ajudar a matá-la.
A exaltação da inocência de Fabiane revela a não inocência da sociedade brasileira na série de linchamentos que vem atravessando
o país
Em nenhum momento apareceu o choque por ter espancado uma pessoa com um pedaço de pau, passado sobre a cabeça de alguém com a bicicleta, agarrado uma mulher pelos cabelos. Passada a explosão da hora, a questão que motivou até um pedido de desculpas à família, por parte de um dos suspeitos, era o erro. Mas o erro não seria assassinar – e sim assassinar a pessoa errada. Se havia razões para o arrependimento era a inocência de Fabiane – não o ato de matar. “Não é ela, não é ela”, teria avisado alguém em um dos vídeos de sua morte. Não arrebente porque não é ela. E se fosse?
Se a exaltação da inocência estivesse restrita aos assassinos – e a quem assistiu ao assassinato sem nada fazer para impedi-lo – seria mais fácil. Mas foi a inocência de Fabiane que motivou, nos mais variados espaços, perguntas retóricas como: “onde estamos?” ou “que país é este?”. Entre os tantos comentários sobre o caso, lamentando a morte de Fabiane, talvez o do governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), seja o mais revelador.
                              
Fabiane foi linchada no sábado (3/5), no bairro de Morrinhos, na periferia do Guarujá, no litoral paulista, e morreu, no hospital, na segunda-feira (5/5). Tinha 33 anos. Na quarta-feira (7/5), o governador, que pretende tentar a reeleição, foi ao Guarujá para, entre outros compromissos, reinaugurar a maternidade do Hospital Santo Amaro – o mesmo onde, segundo o jornal O Estado de S. Paulo, Fabiane teve de esperar um dia para conseguir vaga na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Durante a cerimônia, Alckmin manifestou-se sobre a morte de Fabiane, nos seguintes termos: “É inadmissível um ato de barbaridade como esse, tirando a vida de uma pessoa que não tinha nada a ver com a desconfiança da população, até porque tudo não passou de um boato”.
Uma boa questão de interpretação para a prova de língua portuguesa do próximo vestibular. O que, exatamente, o governador está dizendo ao povo do estado que governa? Qual é, para ele, a questão central no linchamento? O que é inadmissível, segundo Alckmin? Linchar uma pessoa, qualquer pessoa, ou linchar uma pessoa inocente?
A exaltação da inocência de Fabiane revela a não inocência da sociedade brasileira na série de linchamentos que vem atravessando o país. As palavras revelam o que também alimenta o espancamento e a morte de pessoas por cidadãos nas ruas. É no discurso, às vezes subliminar, às vezes explícito, que é reeditado cotidianamente o pacto histórico de que há uma categoria de brasileiros que podem ser mortos – ou que ao menos seu assassinato seria justificável. É esta mesma lógica que tolera – quando não deseja – a tortura e a morte de presos nas delegacias e nos presídios do Brasil. Encarar os linchamentos como algo que só pertence ao bárbaro, que é sempre o outro, é ocultar a nossa responsabilidade, a de cada um, com uma máscara de inocência. Fabiane era inocente. Nós, ao exaltarmos a sua inocência como principal razão para que ela não fosse assassinada, somos culpados.
Encarar os linchamentos como algo que só pertence ao bárbaro, que é sempre o outro, é ocultar a nossa
responsabilidade
A barbárie não deveria nos surpreender, como se fosse nova entre nós. A sociedade brasileira historicamente a tolera, quando não a estimula. Como já foi dito mais de uma vez, também aqui, ela está nas raízes da formação do Brasil. A barbárie chegou junto com os que se anunciavam como civilizados diante dos povos indígenas que aqui estavam – os bárbaros. E foram também os chamados civilizados que promoveram uma força de trabalho escravo, alimentada por negros trazidos da África (e também por índios). Nem a escravidão nem o extermínio indígena foram superados no Brasil – e as marcas de uma e a reedição do outro fazem parte do cotidiano do país, hoje.
Fingir que a barbárie é surpreendente não vai nos ajudar a combatê-la. No Brasil atual, indígenas, ribeirinhos e quilombolas têm sido expulsos de suas terras por atos do próprio governo federal – e muitos deles têm sido mortos por pistoleiros, a mando de fazendeiros. É assustador o número de moradores de rua assassinados no Brasil nos últimos tempos, assim como o de crimes por homofobia. A retirada de pessoas de suas casas para a construção de estádios da Copa do Mundo é conhecida – ou deveria ser – por todos. A violência nos presídios e as execuções nas favelas e periferias tornaram-se uma banalidade só interrompida por espasmos. Mesmo os linchamentos estão longe de nos ser estranhos, o que em nada diminui o seu horror e a necessidade de combatê-los.
Se há algo de novo é talvez a forma como as palavras encarnaram para tornar Fabiane uma pessoa para o linchamento. A internet não criou – nem piorou – o humano. Ela apenas o revelou como nunca antes. Ela deu-nos a conhecer. Antes não sabíamos o que pensava o vizinho ou o caixa do banco ou o sujeito que nos cumprimentava na padaria. Agora, ele grita na internet – e, mais do que grita, exibe todo o seu inferno. Passeia o time completo, com titulares e reservas, de seus ódios e preconceitos. Na internet, o humano perdeu o pudor de suas vísceras. Ao contrário, em vez de ocultá-las, passou a exibi-las como um troféu de autenticidade.
É nesse contexto que o dono do perfil no Facebook “Guarujá Alerta” postou, em 25 de abril, a seguinte “notícia” – que jamais poderia ser chamada de notícia porque sequer foi apurada antes de ser publicada: “Boatos rolam na região da praia do Pernambuco, Maré Mansa, Vila Rã e Areião, que uma mulher está raptando crianças para realizar magia negra... Se é boato ou não devemos ficar alertas”. Nenhum pudor de postar um boato. Zero pudor. Ao contrário, a internet nos mostra que há um orgulho no despudor, no “assumir” a falta de princípios, confundindo-a com o que é apresentado como “coragem de denunciar”.
Alguns dos comentários de homens e mulheres, postados na sequência, mostra a disseminação do ódio, travestida como defesa do bem: “Mata essa filha da puta. Quem achar, sem dó”/ “Se vir pro Morrinhos vai tomar só rajada essa cachorra”/ “Vamos fazer uma magia de revolta com ela, ‘botando fogo nela’”. Logo surgiu um retrato falado, que seria descrito pela imprensa como o de uma mulher “negra e gorda”, em seguida a foto de uma loira.
Dias depois da publicação do boato, Fabiane, com pouca ou nenhuma semelhança com qualquer uma das imagens, foi linchada. Inclusive crianças participaram do seu espancamento. O retrato falado tinha sido feito em 2012 pela polícia carioca e referia-se a uma suspeita de ter sequestrado uma criança na zona norte do Rio. Nenhum menino ou menina desaparecera na região do Guarujá nos últimos tempos, o crime não existia. Mas as “bruxas” começaram a ser vistas em toda parte – e também em outras regiões do país, na qual o boato foi reproduzido. Fabiane foi a única morta, mas várias mulheres podem ter corrido o risco de ser assassinadas. De novo, as mulheres e a bruxaria, como nas fogueiras da Inquisição.
Se há algo de novo é talvez a forma como as palavras encarnaram
para tornar Fabiane uma pessoa para o linchamento
(Só um parêntese. Vale pensar sobre o peso da palavra escrita nessa tragédia. Sobre o quanto a palavra escrita, agora na internet, é decodificada ainda por muitos, em especial por aqueles que ao longo da história tão pouco tiveram acesso a ela, como “verdade”. A frase “está no jornal” ou “li no jornal”, usada para assegurar a veracidade de algo diante de outros, é agora também “está (ou li) na internet”. É o que mostra a quantidade de spams com boatos os mais estapafúrdios que atravancam todos os dias as caixas de e-mail e também as redes sociais, porque muitos os replicam, sem apurar a fonte ou sequer duvidar, para alertar seu circuito de conhecidos, familiares e amigos sobre ameaças terríveis. Falta muito para que a leitura crítica, tanto da imprensa tradicional quanto da mídia alternativa, como de qualquer outra produção narrativa, se estabeleça para a maioria, tão carente de educação no país.)
Quando Fabiane foi agarrada naquele sábado, carregava um livro de capa preta. Quem passava por ela, viu nele uma obra de magia negra. Quando ela ofereceu uma fruta a uma criança na rua, o gesto foi interpretado como uma tentativa de sedução. Foi só alguém gritar “é ela, é ela”, para o linchamento começar. É importante compreender como Fabiane tornou-se bruxa. Mas também é fundamental entender como ela deixou de ser bruxa.
Na internet, o humano perdeu o pudor de suas vísceras. Em vez de ocultá-las, passou a exibi-las como um troféu de autenticidade
O feitiço ao contrário é revelador. O livro de magia negra era uma Bíblia. A fruta oferecida era um gesto de generosidade. Fabiane era branca, era religiosa, era mãe de duas filhas, era dona de casa e gostava de crianças. Sua única “mácula”, para o senso comum, seria um diagnóstico de “transtorno bipolar”, relacionado nos relatos “ao parto da primeira filha”. Mas, mesmo neste caso, ela foi poupada do preconceito costumeiro, associado às doenças mentais, por depoimentos como este, de uma amiga: “(Nas crises) ela saía abraçando as pessoas, falando que amava todo mundo, nunca fez mal a ninguém”.
Fabiane, portanto, não só era inocente, como era a imagem da inocência. Era o retrato idealizado do feminino ligado à maternidade. Não tenho como aferir o quanto essa imagem, desfeito o feitiço, colaborou para a comoção do país. Mas suspeito que bastante. E isso também revela o quanto nós não somos inocentes.
E se Fabiane fosse “negra e gorda”, como descrita no retrato falado? E se Fabiane exibisse piercings e tatuagens pelo corpo? E se Fabiane fosse lésbica? E se Fabiane fosse agressiva? E se Fabiane fosse do candomblé ou do batuque ou de outra religião afro-brasileira, as quais os pastores evangélicos neopentecostais tanto relacionam nos templos e nos programas da TV com satanismo, uma atitude criminosa pouco ou nada combatida? E se Fabiane fosse bruxa? E se Fabiane fosse o oposto da idealização feminina? Será que tantos hoje chorariam por ela?
E Fabiane seria, por isso, menos inocente?
A palavra escrita, agora na internet, ainda é decodificada por muitos, em especial por quem historicamente não teve
acesso a ela, como verdade
Talvez, se sua imagem não correspondesse ao estereótipo da mãe de família, ouviríamos coisas como: “Também, com aquela aparência, era fácil confundi-la”. Ou: “Essa história está mal contada, boa coisa ela não era”. Talvez então o feitiço jamais fosse desfeito e Fabiane continuasse na lista não escrita das pessoas “lincháveis”. É possível? Ou estou exagerando? Gostaria de estar exagerando, mas me arrisco a suspeitar que não.
Vale a pena prestar atenção ao comentário de L., ao ser preso e pedir desculpas à família de Fabiane. “Peço desculpas à família, estou muito arrependido. Desculpa mesmo. A gente vê a nossa mãe em casa, nossa tia, e imagina que poderia ter sido com elas”. De repente, o algoz percebe que sua vítima não é mais uma “bruxa”, uma diferente, uma outra, mas sim semelhante às mulheres da sua família que ocupam um lugar materno. E, como filho, sobrinho, dessas mulheres, semelhante a ele mesmo. Pela lógica imediata, se a conversão em bruxa pela turba enlouquecida, da qual ele fez parte, aconteceu com Fabiane, por que não aconteceria com sua mãe, com sua tia? Com ele, com cada um de nós? Será também um medo novo que faz aumentar a comoção por Fabiane? E agora, que a barreira dos “lincháveis” foi rompida e uma mãe de família, uma devota, morreu a pauladas?
Um dos suspeitos disse à polícia que dois outros autores do linchamento de Fabiane foram executados pelo tráfico. A informação foi publicada na imprensa. Se queremos de fato enfrentar a barbárie, precisamos saber se essa afirmação é verídica. E, se for verídica, precisamos exigir que os assassinos dos assassinos sejam investigados, julgados e punidos, no rito da lei. Do contrário, somos só bárbaros que acreditam que linchadores devem ser mortos, no olho por olho, dente por dente. Como aqueles bárbaros que salivam em suas casas quando assistem à notícia de que estupradores foram violados na cadeia, onde estão sob proteção do Estado.
Chorar pelos inocentes é fácil. O que nos define como indivíduos e como sociedade é a nossa capacidade de exigir
dignidade e legalidade no tratamento dos culpados
Chorar pelos inocentes é fácil. O que nos define como indivíduos e como sociedade é a nossa capacidade de exigir dignidade e legalidade no tratamento dos culpados. O compromisso com o processo civilizatório é árduo e exige o melhor de nós: respeitar a vida dos assassinos. Fora isso, é só demagogia.
Há vários apelos circulando na internet sobre as palavras “justiceiro” e “justiçamento”. Quero trazer a reflexão para cá, porque já descobrimos há muito – e também agora – que as palavras são poderosas. E andam. E encarnam. E revelam. E autorizam. Linchamento não é “justiçamento”. É crime. Linchador não é “justiceiro”. É criminoso. Seja uma pessoa ou uma turba, quem mata é assassino. Quem lincha e mata não quer justiça, quer vingança – às vezes sem nem mesmo saber do quê. Se queremos superar a barbárie, talvez seja necessário jamais confundir “justiça” e “vingança” – também nas palavras.
Eliane Brum é escritora, repórter e documentarista. Autora dos livros de não ficção Coluna Prestes - o Avesso da Lenda, A Vida Que Ninguém vê, O Olho da RuaA Menina Quebrada, Meus Desacontecimentos e do romance Uma Duas. Email:elianebrum.coluna@gmail.com. Twitter: @brumelianebrum