sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Garoto morre ao pegar rabeira em ônibus


Garoto de 12 anos nas vésperas de completar os 13 anos, no final da tarde(10-01-13), perde a vida em acidente anunciado, ao  tentar pegar “rabeira” no ônibus perto da casa de sua avó.

                                
(..."A roda passou por cima da cabeça dele. Aí, o outro saiu correndo", conta um garoto, de 15 anos.
O Corpo de Bombeiros foi acionado. No entanto, quando a corporação chegou ao local, constatou a morte do adolescente. A avó de João  Victor Fernandes que faz  aniversário hoje, foi avisada do acidente. Quando chegou ao local, policiais pediram para que ela ligasse para o celular do menino para identificá-lo. Quando o celular tocou, junto ao corpo do garoto, a avó entrou em pânico.
"Meu neto, não é possível. Que Deus nos ajude", gritava. Ela foi amparada por funcionários de uma farmácia próxima ao local.") Fonte:- http://www.jornalacidade.com.br/editorias/cidades/2013/01/10/menino-pega-rabeira-e-morre-atropelado-por-onibus.html

Nos tempos das ‘cintas e chineladas’, meu irmão, então garoto nesta mesma faixa de idade, levou uma surra de cinta de meu pai, quando um conhecido o avisou, ter visto o garoto ‘pegar rabeira’ num caminhão, dentro do perímetro  urbano da cidade, no interior de Minas Gerais, onde morávamos.Nunca mais nem ele nem os outros se aventuraram nesta perigosa brincadeira.

Não que eu seja a favor da violência na educação dos filhos, mas fico a pensar, nos fatores que mudaram, com a evolução natural da sociedade, e das perdas que as famílias tiveram, deixando como herança, um enorme  sentimento de impotência quanto a autoridade dos pais sobre suas proles.
Fui educada com muitas conversas, (conselhos), e algumas lambadas, como medidas de contenção. Porém, isso só acontecia em casos extremos, quando todas as outras medidas mostravam-se ineficazes; quando a desobediência, e a não observância das regras colocava nossa segurança em risco. Fui testemunha de quantas vezes, um castigo físico impediram a mim e a meus irmãos de perderem a própria vida nas inúmeras aventuras programadas, como brincadeiras em águas grandes, como rios e lagoas formadas em depressões geológicas, pelas cercanias de onde vivíamos.Meus pais, tinham por norma, falar claramente, sobre seus ‘nãos!’,dos  riscos e consequências; e tinham como regra repetir por mais duas vezes, sempre usando outras formas de abordagens, para que pudéssemos compreender do que falavam, e sempre no final repetiam: “Entendeu fulano¿ ficou alguma dúvida¿ Quer perguntar alguma coisa¿
Claro também, que vi, muitas violência cometidas de formas bestial, como rotina educativa, como por exemplo, surrar um filho ou filha, por horas a fio, ou outros castigos, que nem ouso citar aqui.
Violencia educativas, tão questionada ao ponto de gerarem leis, para barrar exageros contra a infância, e que acolho certamente.

Mas a cada evento triste e irreparável como a morte de uma criança ou de um adolescente, nos traz questionamentos que nos levam de volta ao passado, onde com apenas um olhar silencioso, era possível aos pais, garantir a obediência dos filhos. Olhar que na verdade diziam muito mais que palavras; Diziam:  _“Eu te amo, e por isso mesmo preciso que você observe as regras de disciplinas existente entre nós!”
.
Uma época onde um 'NÃO', de um pai ou mãe, tinha uma sonoridade de tamanha autoridade, que insistir poderia ser um risco, e não apenas um risco de levar uns  tabefes, ou ganhar um castigo, mas de magoar a quem deveríamos devotar respeito e consideração; Me lembro claramente, de o quanto essa  ideia mexia com o meu psicológico; Não era medo de surra, ou de castigo, mas medo de causar mágoa aos pais; Enfim, havia uma certa facilidade em educar, em colocar limites às crianças, uma certa psicologia as antigas e que hoje não funcionam de jeito nenhum.

Claro que concordo com todas as ferramentas existentes hoje em defesa dos DIREITOS  DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE, visto serem elas hoje, órgãos  competentes e capazes de conter os excessos, o desrespeito,as inúmeras formas de violências, contra os pequenos. Porém, em alguns fatores, definitivamente, o sentimento que fica é que ‘JOGARAM A CRIANÇA FORA JUNTO COM A ÁGUA DO BANHO’.
Morando e atuando em comunidade de periferia, convivendo com famílias em situação de risco social, interagindo, com famílias , muitas vezes em condições de estrutura psico-social deficiente, desequilibrada ou fragilizada e fragmentadas por condições tão comuns, tenho assistido tanta tragédia, tanta tristeza, que os órgãos limitadores, observadores e reguladores, não conseguem prever e corrigir, deixando os responsáveis(pais e avós), completamente impotentes, e em contrapartida, colocam-nas em situações onde as perdas de vidas são tragédias anunciadas de difícil prevenção, visto que não há uma forma real e legítima capaz de evitá-las, pois não existem observância de regras básicas na educação.
Por algum tempo, e eu vivi isso na própria pele, com meus próprios filhos, houve uma confusão de a quem deveria a obrigação de educar, aos pais(que perderam a noção dos limites de autonomia), ou as escolas ( que lidando com inúmeros perfis psicológicos e cujos mestres, totalmente despreparados, desmotivados,não tinham diretrizes eficientes para lidar com as situações apresentadas, terminando por se tornarem vítimas dos próprios alunos)? Parece um contra senso eu dizer isso, mas fui testemunha em diversas ocasiões, onde fatos e reações deixava bem claro apenas isto: dúvidas, muitas dúvidas. (Em certa reunião de pais e alunos, ouvi uma profissional da educação, classificar os alunos assim: Os meninos são todos  uns “drogados, e as meninas prostitutas”) Não precisa dizer da minha indignação e ao mesmo tempo impotência para reagir ao absurdo da  situação! Mas da mesma forma que as demais mães, em choque, fiquei inerte,sem reação.
Uma geração inteira, oriunda dos anos 60, do tão proclamado “Liberdade , Paz e Amor” Geraram filhos tão libertos, que não souberam por sua vez, impor limites aos seus próprios filhos por sua vez. Perdeu-se aí um elo importante, porque passado de geração a geração a partir da convivência familiar. Os filhos dessa época, se perderam; Nascia então uma nova forma de educar, como não tiveram a influencia dos avós nos pais, não sabiam agora, como preparar seus próprios filhos para lidar com  questões tão simples vivenciadas pelos seus antepassados. Da educação da ‘vara e das chinelas’, passamos para a educação do “Tudo é permitido”, sem o detalhe do “Porém nem tudo nos convém”; Hoje, vemos, crianças adolescente, jovens pais, e mesmo avós, que não conseguem  lidar com as questões dos “LIMITES”.

Enquanto isso, assistimos a dor e o desespero de pais e avós, tendo que despedir-se de seus filhos amados, em tão tenra idade, esmagados pelas consequências de uma educação sem limites , sem regras!

Educar é Amar, Amar é impor, Limites, Limites  pede respeito a si e ao outro, as coisa , a todas formas de  vida e principalmente sua própria vida!

          ***********************************

                                   

4 comentários:

Casa da Rê etc e tal... disse...

Acho que a maior perda que a sociedade teve foi a mulher precisar sair de casa para trabalhar praticamente em tempo integral para poder ajudar a sustentar a casa. Pra mim isso é o supra sumo da perda do fundamental papel educativo da família. Hoje as crianças quase não tem limites. Sou de um tempo e nem sou tão velha assim (tenho 32) que a minha mãe deixou o emprego para cuidar e educar 2 filhos. Sinceramente acho que a falta de limites hj é porque os pais pouco participam da educação dos filhos, que crescem em creches, tomados conta por outras pessoas. Ou seja, a sociedade está indo de mal a pior.
abs
Renata

IVONE ALVES FERREIRA disse...

Uma grande verdade tudo que colocaste no texto estamos vendo nos jornais todo dia absurdos assim, e pais que não sabem mais como agir com seus filhos usar a vara da correção é bíblico isto é educar não espancar oreemos para que Deus ilumine a nós pais e avós para fazer o que é melhor para todos.

Por: Ivaldete Piunti disse...

Olá amiga, tudo bem? muito interessante seu blog, um convite à reciclar as idéias é muito importante mesmo! Conheci seu blog através do BU azul. Sou IvaldetePiunti do http://oamoreetudo.blogspot.com.br. Gostei demais do seu espaço e estou te seguindo.
Bjuss. Sucesso e Fica com Deus.

eunice4590@hotmail.com disse...

Ivaldete Piunti, que nome diferente e bonito. Grata pela visita e comentários. claro que vou visitá-la.