sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Reeducação Sexual -Debates

Alamar Regis de Carvalho um tesouro da militância espírita brasileira, promoveu não face book um grupo de debates entre mulheres, cujos tema giram em torno dos tabus, mitos e problemáticas da sexualidade feminina em detrimento de sua relação com o parceiros , com a família e com a vida . Registro aqui parte de minha participação.
Eis a questão proposta:
"Alamar Régis Carvalho

                                        
"O PÊNIS GRANDE E A BOBAGEM DAS MULHERES DESINFORMADAS – Existe um mito entre muitas mulheres, que diz preferir um homem com o pênis bem grande.
Só mesmo mulheres que não conhecem o seu corpo, não têm conhecimento da anatomia da mulher e que conheça a sua vagina apenas como órgão para urinar é capaz de alimentar uma idéia desta. O importante não é a quantidade e sim a qualidade. O prazer feminino ocorre nos primeiros quatro centímetros da vagina, a partir dali não acontece nada. Pelo contrário, o pênis grande, muitas vezes até exagerado, só promove dores, desconforto, inflamações e, por conseqüência, impede até o orgasmo, já que é complicado o prazer, quando está com dor e desconforto.
É preciso que as mulheres se eduquem e se exercitem para usar os seus órgãos genitais, com inteligência e técnica, assim como o homem também precisa dessa educação, já que manter uma relação sexual é muito mais do que a simples penetração.
Vamos debater mais este assunto aqui." 


OBS:( MULHERES AMIGAS DO ALAMAR , É UM GRUPO FECHADO E RESTRITO, SÓ PARTICIPAM CONVIDADOS.)

Bom, sabemos que uma relação não está restrita ao ato sexual, temos todos, homens e mulheres zonas eróticas que podem e devem ser estimuladas que aumentam o prazer sexual, desde as orelhas até a sola dos pés, antes de tocar a genitália, e que o tamanho ou espessura do pénis ou a largura do canal vaginal  conta como complemento, ou se quiser 'gran finale'. Penso que o carinho entre os parceiros a generosidade de ambos no momento da troca, por que trata-se de uma troca, (eu lhe dou voce me dá), esse envolvimento que torna a coisa toda muito mais gostosa e intensa, e que só consegue de fato quem sabe valorizar seu (sua) parceiro (a). O ato sexual é mecânica, mas o prazer é sentimento. Já tive parceiro com membro pequeno e tive  tanto prazer que jamais me esqueci, não me lembro da cara do sujeito, mas o momento ficou marcado na memória. E em contrapartida, tive parceiros bem dotados, que me deu tédio, levando-me a fazer contagem regressiva. rs! Mas quando houve envolvimento e parceria de verdade, o ato  em si funcionou como complemento, clímax da relação. Por tudo isso, penso que  fator desconhecimento do nosso próprio corpo, é o responsável pelos tabus bobos que ouvi desde a adolescência e que trouxemos para nossas vidas adultas sem jamais buscarmos conhecer a verdade. Esse assunto me fez rir de nós mesmas. E nos dias atuais não tem mais razão de ser; quero dizer: temos condições de buscar conhecimentos libertários com muito mais facilidade e sem limite de idade. Parabéns mais uma vez Alamar por nos possibilitar falar sobre tantas coisa que muitas nunca tiveram a oportunidade de falar, ouvir e rever seus conceitos. Muito bom mesmo!

2 comentários:

Anônimo disse...

É inacreditável a quantidade de artigos postados na internet sobre esse tema. Lamentavelmente a maioria deles parece apenas reforçar a guerra entre os sexos e os preconceitos de toda espécie: Hoje o médio é o novo pequeno. E homem de pênis pequeno (ou médio), segundo muitas mulheres que comentam o assunto, tem: 1- obrigação de tratar melhor as mulheres (como se isso não fosse uma obrigação de qualquer pessoa)2- tem a obrigação de um desempenho atlético (para compensar o que falta, e mesmo assim, segundo muitas mulheres, nunca irá compensar) 3- tem a obrigação de usar melhor a língua, os dedos e de usar os dildos, independente da opinião e do consenso de cada casal a respeito. Nós homens, de fato, somos preparados para a vida sexual da maneira mais errada possível: primeiro, somos levados a acreditar que nosso falo é o centro do universo. Depois, somos levados a acreditar (a maioria de nós, que compõe o pequeno e o novo pequeno) que não somos nem nunca seremos suficientes, e tudo o que podemos fazer é nos conformar. Isso corrói a auto-estima de uma maneira perigosa e destrói até os relacionamentos onde muitas vezes, para a mulher, isso de fato não importa, tamanha a insegurança causada no homem, que não sabe no que acreditar, se na mídia falocêntrica ou na palavra da companheira, que algumas vezes passa a ser vista como mentirosa (vários comentários de mulheres na internet, nesse sentido, dizendo que as que dizem que tamanho não é documento estão mentindo para agradar ou não são experientes). Enfim, esse imbróglio todo, na opinião desse novo pequeno que vos fala, é só mais um fator de exclusão, fruto de uma sociedade exigente e que genitaliza o amor.

Eunice Terra Fomm disse...

Olá senhor Anônimo!
Muito bom seus comentários, e muito a propósito também. Eu cá representando o "nipe" feminino, creio que na verdade cada par pode e deve encontrar o seu meio termo, o seu equilíbrio, que nada tem a ver com tamanho ou calibre, mas sim com o que cada um tem e está disposto a oferecer na relação em busca da felicidade de ambos. Claro que a ferramenta digital, abriu inúmeros leques para debates, mas mesmo antes dela, muitos casais ou pares encontraram sua forma de felicidade e se curtiram e se curtem.
Debates tem sim seu valor como ferramenta da informação, mas é claro que não podemos nos ater somente a ela para nossa construção diária da nossa felicidade pessoal. Então sejamos o mais feliz possível com nossa anatomia, e deixemos os complicados pra lá. Achei sobretudo interessante seu comentário sobre a insegurança masculina diante das cobranças femininas. Esse sim é um detalhe pra ser levado em conta. Super válido e que eu nunca havia percebido, nem pensado, mas concordo que deva ser real e precisa também ser discutido. Já que no final das contas, todos buscam estar bem e ter uma performance legal e satisfatória. A anatomia humana é perfeita, as mentes é que são complexas e na busca de si próprio aponta sempre o outro como o culpado das suas deficiências.
Um forte abraço!