
Comecei a fotografar na mesma medida em que crescia a curiosidade.
Veja os resultados:

A curiosidade crescendo, e tentei olhar dentro, porém era escuro e a cavidade muito pequena, postada bem debaixo do talo da folha, me levou a abrir um pouquinho e veja que efervescência de vida estava escondida ali.
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Lagarta-das-folhas, Brassolis sophorae (Linnaeus,
1758) (Lepidoptera: Nymphalidae)
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Tão rápido quanto abri, algumas moradoras começaram a subir pelo talo, cujas folhas já tinham virado refeição para aquela população de lagartas..
Quis saber quantas eram.
Abria a folha em sua extensão
Olha que coisa fascinante!
Algumas se agitaram, outras permaneceram imóveis; as mais escuras e mais lisas, sem pelagem, me pareceram mais novinhas, mas bebês, deduzi que pela diferença de cores, tinham idades diferentes, mesmo porque eram as mais coloridas que tinham uma pelugem avermelhada e eram mais ativas.

Como estava em camadas desisti de contar, mesmo porque, não tinha a intenção de feri-las; já havia invadido demais aquele habitat.
Voltei a folha na posição original do casulo e deixei-as, não sem antes observar que aquelas que haviam subido pelo talo, simplesmente haviam desaparecido nas entranhas do tronco.
Deixei-as nesse labor, um pouco penalizada pelo estrago que certamente irão fazer na palmeira, mas não me senti no direito de destruír aquelas pequeninas e laboriosas vidinhas.
É possível que no final as que sobrevivam aos ataques dos pássaros se transformem em belíssimas borboletas como esta.

E se tiver sorte farei fotos e postarei aqui mesmo.
Até lá, é o que tínhamos por agora.
Um abraço e até a próxima!
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