segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Cianê






Foi com pesar que recebemos a noticia do incendio que destruiu parte das estruturas arquitetonicas da antiga Cia Nacional de Estamparias, CIANÊ situada no bairro dos Campos Eliseios.


 Aliás este nasceu cresceu em razão da industria da familia Matarazzo, como Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo-“IRFM”  fez parte inconteste da vida de milhares de familias ribeirão pretana e de outras que para cá migraram por causa do trabalho.


 Não sou nascida aqui, mas tenho carinho por tudo o que significou ou significa progresso. No inicio da década de 90, morei  na Rua Luis barreto,bem proximo a esta industria menos de 300 metros, tinha um a oficina de costura, e como fregueses funcionários da CIANÊ. 


Costumava comprar tecidos na sua lojinha, e me recordo que numa outra época, cheguei a pleitear uma vaga de emprego ali.





Ao lado, a esquerda da industria, havia o Super Mercado Pão de Açúcar, e sempre estava por ali na tarefa de abastecer a casa. Fiz bons amigos. 


Em 94 mudei-me para um conjunto Habitacional , e qual não foi a minha surpresa, quando reencontrei vários funcionários da CIANÊ entre os vizinhos. 


Daí a pouco, como vinha acontecendo com todas as unidades industriais da familia Matarazzo, esta também veio a falir. 

Eu já havia passado por uma experiencia semelhante a dos funcionários da CIANÊ, quando na década dos anos 70 fui funcionaria da Regispuma em Campinas, sob o comando do saudoso sr. Roland Cernick administrador desta unidade, e que veio a falecer enquanto dormia. Tenho boas lembranças desse tcheco de olhar paternal e fala tranquila. (Onde estive e como estiver, que seu espirito eterno receba a minha gratidão e respeito).

Nesta época, integrei uma equipe da Regis numa viagem de trabalho no bairro da Mooca na capital paulista, na sede das Industrias Matarazzo Alpargatas, e já nesta época sua decadencia era motivo de rumores entre os funcionários, e a mídia dava enfase para os litigos entre os herdeiros do patriarca.


 Que coisa triste! “Em 1945 a empresa Matarazzo adquiriu um terreno com aproximadamente 151 mil metros quadrados no bairro Barracão (atual Campos Elíseos) para instalação de um grande complexo industrial; o projeto de construção de autoria do engenheiro civil Mário Calore foi encaminhado para a aprovação da Prefeitura Municipal em 18 de janeiro de 1946 (processos nº 258/1946, 323/1946 e 70/1946).  






No ano de 1951 foram executadas algumas obras na industria










e construídas casas para operários.
 Em 1981 a Fiação e Tecelagem Matarazzo foi a falência. Foi então adquirida pela CIANÊ - Companhia Nacional de Estamparia, que no ano de 1994 também decretou falência. (VICHNEWSKI, 2004



O complexo arquitetônico foi tombado como patrimonio histórico, e projetos interessantes foram aventados para a reutilização de uma área de mais de 40.000 metros, e que abrigou mais ou menos 4 mil funcionários; 


se  traçarmos um paralelo entre estes fatos e o crescimento da cidade ao longo dos anos, a diversidade do comércio no entorno da estamparia, (eu mesma abri minha oficininha de costura por causa deles, e foi muito bom),


assim como eu tinha a sapataria e consertava calçados, dentre tantos outros negócios de portes variados que servirão como motor de impulsão do crescimento da comunidade dos Campos Elíseos. 




No final de 1981, a então "IRFM," Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo – foi vendida para a Companhia Nacional de Estamparia _"CIANÉ "e faliu no ano de  1994, quando um numero considerável de famílias 

sentiram na pele as agruras do desemprego, como já disse, ainda hoje há quem esteja sob demandas judiciais trabalhistas.
Ficou um enorme vazio naquela área. 
Eu costumava ver os funcionários que saiam para fora nos momentos de folga, e ficavam acomodados na mureta ao longo  da calçada.

O sons da maquinaria deram espaço para o silencio , o mato crescido no lugar da grama bem cuidada, e onde antes era vida vibrante cedeu lugar aos pobres andarilhos. 




17 anos depois,  depredado pelo tempo, recebe um  triste golpe   num incendio devastador.
Muitos cidadões que sensibilizados, tem feito fotos registrando o abandono e a degradação do complexo.

O conjunto de sobradinhos  defronte, ao todo em numero de 6, foram construidos para moradia dos funcionários, resistem ao tempo em perfeitas condições, e coprova a qualidade da arquitetura com que foram construídos.































2 comentários:

Kelly Sarti disse...

Bom dia, poderia me passar um contato seu, tenho algumas perguntas, e acho que você poderia me ajudar.

Mamuska A vida é eterna disse...

Olá kelly, perdoe-me pela demora em responder-te.
voce pode acessar o bate-papo pelo facebook (http://www.facebook.com/MamuskaFomm), ou ainda pelo meu email>(eunice4590@hotmail.com)
Obrigada pela visita.
estou aguardando.